Permanência Social: mudanças entre as edições
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Edição das 13h01min de 26 de maio de 2026
Permanência Social, Urbanização de Encostas e Direito à Cidade
Conceito do plano
Propõ-se um modelo de urbanização baseado na permanência das populações já consolidadas nos assentamentos populares, entendendo a favela e os aglomerados urbanos como partes integrantes da cidade. O plano busca conciliar urbanização social, recuperação ambiental e integração territorial, priorizando intervenções de baixo impacto social, redução de áreas de risco e ampliação da infraestrutura urbana.
A proposta parte da leitura das encostas ocupadas da região sul e leste de Belo Horizonte, reconhecendo as dificuldades geradas pela topografia, pela fragmentação territorial e pela precariedade de infraestrutura. Em vez de promover remoções extensivas, o plano adota estratégias de adaptação urbana, conectividade entre morros, recuperação ambiental dos fundos de vale e ampliação da acessibilidade.
O conceito central do setor é transformar as áreas de encosta em territórios resilientes, conectados e ambientalmente estruturados, utilizando infraestrutura verde, mobilidade não motorizada e sistemas de integração territorial como instrumentos de inclusão urbana e direito à cidade.
Delimitação da área do plano
O Setor 5 abrange áreas de assentamentos populares e ocupações em encostas localizadas principalmente na região do Aglomerado da Serra, Conjunto Taquaril, Vila Cabo do Mundo e Vila Olhos d’Água, incluindo também áreas de expansão urbana informal e zonas de reassentamento próximas de Carvalho de Brito. A delimitação considera:
- áreas consolidadas de ocupação popular;
- encostas com presença de risco geotécnico;
- fundos de vale e cursos d’água urbanos;
- áreas de fragilidade ambiental;
- zonas de conexão entre morros e bairros formais;
- áreas potenciais para reassentamento pontual e expansão habitacional controlada.
Objetivos do plano
- Objetivo geral: Promover a permanência social e a integração urbana dos assentamentos populares por meio da urbanização de encostas, da recuperação ambiental e da ampliação da infraestrutura urbana, garantindo segurança territorial, mobilidade e direito à cidade.
- Objetivos específicos:
- Reduzir situações de risco geotécnico e ambiental nas encostas ocupadas;
- Minimizar remoções forçadas, priorizando reassentamentos apenas em áreas críticas;
- Ampliar o acesso à infraestrutura urbana básica;
- Recuperar e proteger cursos d’água e áreas de preservação ambiental;
- Melhorar a mobilidade entre morros e assentamentos;
- Criar conexões físicas e sociais entre áreas periféricas e a cidade formal;
- Implantar soluções de mobilidade adaptadas à topografia;
- Incentivar sistemas agroecológicos e infraestrutura verde;
- Fortalecer a permanência das comunidades no território;
- Promover acessibilidade urbana em áreas de alta declividade.
Diretrizes do plano
- Diretriz 1: Priorizar a permanência das populações já estabelecidas no território;
- Diretriz 2: Adotar intervenções urbanas de baixo impacto social;
- Diretriz 3: Integrar urbanização e recuperação ambiental;
- Diretriz 4 : Proteger cursos d’água e fundos de vale;
- Diretriz 5: Incentivar mobilidade ativa e transporte coletivo integrado;
- Diretriz 6: Utilizar infraestrutura verde como elemento estruturador do território;
- Diretriz 7: Estimular ocupações compatíveis com a capacidade ambiental do terreno;
- Diretriz 8: Criar espaços públicos de convivência e integração comunitária;
- Diretriz 9: Valorizar soluções construtivas adaptadas à topografia;
- Diretriz 10: Promover conectividade entre morros, bairros e centralidades urbanas;
- Diretriz 11: Implantar sistemas de drenagem urbana sustentáveis.
Programa Urbanístico-Ambiental-Infraestrutural
Infraestrutura urbana:
- Implantação e ampliação de redes de abastecimento de água;
- Regularização e ampliação da rede de esgotamento sanitário;
- Melhoria da iluminação pública;
- Pavimentação de vias prioritárias;
- Criação de percursos acessíveis para pedestres;
- Implantação de contenções geotécnicas em áreas críticas;
- Regularização fundiária e adequação urbana de assentamentos consolidados.
Ambiente
- Recuperação de áreas degradadas;
- Proteção de nascentes e cursos d’água;
- Recomposição de mata ciliar;
- Implantação de sistemas agroflorestais comunitários;
- Criação de corredores ecológicos nos fundos de vale;
- Redução de ocupações em áreas ambientalmente frágeis.
Mobilidade
- Implantação de passarelas entre morros e assentamentos;
- Criação de caminhos de pedestres e ciclovias locais;
- Integração com transporte público metropolitano;
- Implantação de sistema de teleféricos urbanos;
- Requalificação de escadarias e percursos inclinados;
- Criação de rotas acessíveis para circulação cotidiana.
Drenagem
- Implantação de sistemas de drenagem sustentáve;
- Criação de jardins de chuva em cotas baixas;
- Controle de erosão em encostas;
- Canalização pontual apenas onde necessária;
- Recuperação da drenagem natural dos cursos d’água;
- Redução do escoamento superficial.
Infraestrutura Verde
- Implantação de parques lineares acessíveis, ou não, em fundos de vale;
- Criação de cinturões vegetados de proteção hídrica;
- Integração entre áreas verdes e espaços públicos;
- Fomento a agricultura urbana e agroflorestas já existentes;
- Uso de vegetação como contenção natural de encostas.
Acessibilidade
- Integração entre teleféricos, passarelas e circulação local;
- Melhoria da iluminação e segurança dos percursos;
- Prioridade para deslocamentos de pedestres.
Integração Territorial
- Conexão física entre diferentes morros;
- Integração dos assentamentos à malha urbana formal;
- Criação de eixos de circulação comunitária;
- Ampliação do acesso a equipamentos públicos;
- Integração entre infraestrutura ambiental e mobilidade.
Programa Tipologias-Uso
Descrever as propostas de arquiteturas, paisagismo, infraestruturas, equipamentos públicos, mobiliário urbano e usos previstos.
Arquiteturas
- Habitações de interesse social adaptadas à topografia;
- Requalificação de moradias existentes;
- Habitações escalonadas em encostas;
- Estruturas leves para áreas de difícil acesso;
- Equipamentos comunitários de pequena escala;
- Arquitetura modular para reassentamentos pontuais.
Paisagismo
- Parques lineares nos fundos de vale;
- Áreas de convivência comunitária;
- Hortas urbanas e agroflorestas;
- Recuperação paisagística de áreas degradadas;
- Criação de mirantes e espaços públicos em cotas elevadas.
Infraestruturas
- Redes de saneamento integradas;
- Sistemas de drenagem verde;
- Passarelas elevadas;
- Escadarias urbanizadas;
- Estruturas de contenção vegetal;
- Teleféricos urbanos e estações de integração.
Equipamentos
- Centros comunitários;
- Espaços culturais;
- Equipamentos esportivos de bairro;
- Áreas de apoio à agricultura urbana;
- Pontos de apoio social e assistência comunitária;
- Pequenos equipamentos de saúde e educação local;
- Estações de teleféricos como equipamentos públicos que integram a comunidade.
Mobiliário urbano
- Bancos e áreas de permanência;
- Iluminação pública eficiente;
- Bicicletários;
- Guarda-corpos e corrimãos;
- Sinalização territorial e ambiental;
- Estruturas de sombra e descanso ao longo dos percurso
Imagens, mapas, croquis e fotos
Materiais produzidos pelo grupo e armazenados no File Browser:
Mapas
- Mapa da área do plano
- Mapa Conjunto Taquaril
- Mapa Acaba Mundo

Imagens
Referências
- TEIXEIRA, Maria Cristina Villefort. Radamés Teixeira e o urbanismo em Belo Horizonte: reinventando o futuro? In: Radamés Teixeira. p. 209. Disponível em: https://commoncity.net/uploads/2021/10/sumario.pdf. Donwnload do texto no File Browser http://150.164.107.115/upload/api/public/dl/4XIJz85D?inline=true
- SOBRENOME, Nome. Título da obra. Local: Editora, ano. Disponível em: https://link-da-referencia.
- SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Nome do periódico, local, v. X, n. Y, p. xx-yy, ano. Disponível em: https://link-da-referencia.
- AUTOR/ESCRITÓRIO/INSTITUIÇÃO. Nome do projeto. Local, ano. Disponível em: https://link-da-referencia.
- INSTITUIÇÃO. Título do documento. Local: Instituição, ano. Disponível em: https://link-da-referencia.