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=== Infraestruturas ===
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== Imagens, mapas, croquis e fotos ==
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== Referências ==
== Referências ==

Edição das 12h59min de 26 de maio de 2026

Parque Pós-Mineração e Novas Centralidades Urbanas

Conceito do plano

A proposta busca transformar as áreas degradadas pela mineração em Águas Claras e no Taquaril em uma nova estrutura urbano-ambiental capaz de integrar habitação, mobilidade, lazer e recuperação paisagística. A futura centralidade de transporte em Águas Claras é entendida como elemento organizador do território, articulada a parques públicos, equipamentos coletivos e espaços culturais, promovendo uma ocupação que combine desenvolvimento imobiliário e preservação ambiental. O projeto evita modelos de urbanização fechados, propondo uma cidade mais permeável e conectada ao espaço público.

No Taquaril, o plano prevê um bairro predominantemente residencial, com habitações coletivas, comércio local e equipamentos públicos integrados ao cotidiano urbano, visando a criação de atrativos públicos, evitando-se proliferação de condomínios de uso restrito

Delimitação da área do plano

O setor trabalhado compreende as áreas das minas de Águas Claras e do Taquaril, em uma região marcada pela presença histórica da mineração e pela proximidade com importantes eixos urbanos e ambientais da metrópole. O território é caracterizado por grandes vazios resultantes da atividade mineradora, extensas áreas de encosta e pela presença de conexões estratégicas de mobilidade, especialmente em Águas Claras, onde a futura centralidade de transporte estrutura a proposta urbana.

Do ponto de vista ambiental, o setor apresenta relevo acidentado, fundos de vale, áreas de drenagem natural e topos de morro que condicionam a ocupação urbana e demandam estratégias específicas de preservação. As áreas mais frágeis ambientalmente são destinadas à implantação de parques e áreas livres, evitando edificações em terrenos de difícil acesso, suscetíveis a alagamentos ou instabilidade. Dessa forma, os limites físicos e ambientais do território não são entendidos como barreiras ao desenvolvimento, mas como elementos estruturadores do plano urbano, orientando uma ocupação mais integrada à paisagem e às dinâmicas ecológicas locais.

Link do mapa: http://150.164.107.115/upload/files/06_mapas/pdf/2026-05-26-mapa-de-delimita%C3%A7%C3%A3o-setor-2.pdf

Objetivos do plano

  • Objetivo geral: Transformar as áreas degradadas pela mineração da Serra do Curral, especialmente a Mina de Águas Claras e os territórios minerados próximos ao Taquaril, em um programa de parques ambientais, centralidades urbanas e núcleos de ocupação controlada, que conciliam a recuperação ecológica, mobilidade sustentável, preservação paisagística e desenvolvimento urbano de uso misto.
  • Objetivos específicos:
    • Recuperar em âmbito ambiental e paisagístico os territórios degradados, transformando-os em espaços públicos estruturadores;
    • Estruturar novas centralidades urbanas integradas à mobilidade, ampliando acesso a serviços, equipamentos e habitação;
    • Promover uma ocupação urbana que não tendam a segregação do espaço, garantindo fluxos e conectividade com o restante do meio urbano;
    • Articular urbanização e preservação ambiental, respeitando as condicionantes naturais, interesses de conservação e reduzindo riscos.

Diretrizes do plano

  • Implantar um parque ambiental na antiga Mina de Águas Claras voltado à preservação ecológica, lazer, ecoturismo e educação ambiental
  • Reforçar uma centralidade urbana na entrada da Mina de Águas Claras estabelecida por um nó intermodal proposto
  • Reduzir a dependência do automóvel através da priorização do transporte coletivo, da mobilidade ativa e de modais férreos e aéreos;
  • Promover a integração territorial entre Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará por meio de conexões urbanas, paisagísticas e de mobilidade;
  • Estruturar um novo bairro-parque na região do Taquaril com ocupação controlada e adaptada às condicionantes topográficas e ambientais;
  • Preservar fundos de vale, áreas inundáveis, topos de morro e encostas de elevada declividade, evitando ocupações em áreas ambientalmente frágeis;
  • Evitar processos de segregação urbana, como a formação de condomínios fechados, através de diretrizes e parâmetros urbanos;
  • Desenvolver uma ocupação urbana de baixa verticalização, que não conflitam com a paisagem e os interesses de conservação ambiental da Serra do Curral;

Programa Urbanístico-Ambiental-Infraestrutural

  1. Implantação de bairro residencial no Taquaril com capacidade para aproximadamente 10 mil moradores, priorizando habitações coletivas e ocupações integradas ao espaço urbano.
  2. Inserção de comércio local e serviços de proximidade junto às áreas residenciais, promovendo usos mistos e maior vitalidade urbana no cotidiano do bairro.
  3. Desenvolvimento de tipologias habitacionais compatíveis com a paisagem e a topografia, evitando ocupações que descaracterizem o território ou gerem impactos ambientais significativos.
  4. Definição de zoneamento urbano-ambiental organizando áreas residenciais, comerciais, espaços públicos e áreas de preservação de acordo com as condições ambientais e urbanas do Taquaril.

ESTRUTURA DO ZONEAMENTO PROPOSTO

ZPRM — Zona de Parque e Recuperação Ambiental

Localização:

Área correspondente ao interior da antiga Mina de Águas Claras e setores ambientalmente frágeis associados.

Objetivos:

  • Recuperar ecossistemas degradados pela mineração;
  • Restabelecer conectividade ecológica;
  • Transformar a área em parque ambiental metropolitano;
  • Compatibilizar preservação, pesquisa ambiental e ecoturismo controlado.

Diretrizes Urbanístico-Ambientais:

  • Proibição de ocupação residencial permanente;
  • Recuperação vegetal com espécies nativas;
  • Preservação integral de áreas de fundo de vale e drenagens naturais;
  • Implantação de trilhas ecológicas, mirantes e equipamentos leves de apoio;
  • Requalificação paisagística das cavas mineradas;
  • Criação de áreas de educação ambiental e pesquisa científica.

Infraestrutura Verde e Drenagem:

  • Bacias de retenção naturalizadas;
  • Recuperação de nascentes;
  • Sistemas para contenção de erosão;
  • Reflorestamento de encostas.

Mobilidade:

  • Prioridade absoluta para circulação não motorizada;
  • Acesso interno apenas por transporte coletivo de baixa emissão;
  • Rede de ciclovias e trilhas interligadas ao parque.

ZGE — Zona de Grandes Equipamentos

Localização:

Extremidade da Mina de Águas Claras, funcionando como portal de acesso ao parque e principal centralidade de mobilidade.

Objetivos:

  • Implantar nó multimodal metropolitano;
  • Consolidar centralidade cultural e pública;
  • Reduzir circulação de automóveis no interior da Serra;
  • Funcionar como interface entre cidade, parque e sistemas de transporte.

Usos Permitidos:

  • Terminais de ônibus metropolitanos;
  • Estações de monotrilho e teleférico;
  • Equipamentos culturais;
  • Museus;
  • Centros de visitantes;
  • Auditórios;
  • Centros de educação ambiental;
  • Comércio de apoio;

Diretrizes Urbanísticas:

  • Grandes praças públicas de integração;
  • Edificações de baixo impacto ambiental;
  • Prioridade para espaços livres e permeáveis;
  • Limitação de estacionamentos para carros.

Mobilidade

  • Último ponto de acesso para automóveis particulares;
  • Integração ônibus + monotrilho + teleférico;
  • Distribuição prioritária por modais coletivos.

Infraestrutura Verde e Drenagem:

  • Preconização da permeabilidade;
  • Arborização intensiva;
  • Reuso de água;
  • Energia renovável.

ZOCT— Zona de Ocupação Controlada Taquaril

Localização:

Área minerada desativada próxima ao Taquaril.

Objetivos:

  • Implantar novo bairro compacto e ambientalmente adaptado;
  • Criar centralidade urbana conectada ao parque;
  • Promover diversidade funcional e social;
  • Evitar expansão baseada em condomínios fechados;
  • Integrar urbanização e preservação ambiental.

Diretrizes Urbanísticas:

  • Ocupação condicionada ao relevo: Ocupações apenas em áreas já estabilizadas e com menor declividade aliada á preservação de fundos de vale, áreas inundáveis e topos de morro;
  • O gabarito deve considerar uma altura máxima de 4 pavimentos e priorizar o escalonamento conforme topografia;
  • Devem ser priorizadas habitações multifamiliares de média densidade;
  • Uso misto obrigatório em eixos estruturantes com térreos ativos e comerciais. Sendo assim, o bairro deverá comportar: escolas, hospitais, centros de saúde, museus, cinemas, teatros, bibliotecas, centros esportivos e comércio local e serviços;
  • O tecido urbano deve possuir equipamentos de uso público distribuídos;

Mobilidade

A mobilidade e integração territorial deve ser hierarquizada de maneira que priorize a mobilidade ativa e o transporte coletivo. Dessa forma, deve-se prever calçadas amplas, existir uma rede cicloviária integrada com o resto da mancha urbana, prever uma conexão direta ao nó multimodal proposto, propor com teleféricos conectando áreas de maior declividade, integrar o novo bairro com transporte metropolitano e, por fim, prever elevadores urbanos quando necessário para garantia da acessibilidade;

Infraestrutura Verde e Drenagem:

  • Criação de parques lineares em fundos de vale;
  • Arborização urbana intensiva;
  • Altas taxas de permeabilidade e priorizar pavimentos drenantes;

Programa Tipologias-Uso

Descrever as propostas de arquiteturas, paisagismo, infraestruturas, equipamentos públicos, mobiliário urbano e usos previstos.

Arquiteturas

  • A proposta arquitetônica para o Taquaril busca estabelecer uma relação mais integrada entre ocupação urbana e paisagem natural, adotando tipologias em degraus que acompanham o ritmo da topografia existente. Em vez da implantação de torres verticais isoladas, as edificações se distribuem horizontalmente ao longo das encostas, adaptando-se ao relevo e reduzindo impactos visuais e ambientais. Essa estratégia permite melhor inserção na paisagem, maior aproveitamento da ventilação e iluminação natural, além da criação de terraços, áreas verdes e espaços coletivos integrados à arquitetura

Equipamentos

  • Espaços culturais, esportivos, educacionais e de lazer atraem diferentes públicos ao longo do dia, estimulando circulação, convivência e apropriação coletiva do território. A presença desses equipamentos fortalece a vida urbana, cria centralidades locais e amplia o senso de pertencimento dos moradores em relação ao espaço público. Além disso, a distribuição de serviços e equipamentos coletivos reduz a dependência de deslocamentos para outras áreas da cidade e contribui para uma ocupação mais dinâmica e diversa. Ao combinar habitação, comércio local, parques e infraestrutura pública, o bairro passa a funcionar como parte ativa da malha urbana, promovendo integração social e evitando a lógica de segregação frequentemente associada a condomínios fechados. Dessa forma, os equipamentos públicos atuam como elementos estruturadores da urbanidade e da integração territorial.

Mobiliário urbano

  • Nas áreas de lazer e convivência, podem ser implantados playgrounds, academias ao ar livre, mobiliários modulares para encontros e pequenos eventos, mesas comunitárias e espaços de contemplação voltados para a paisagem. Em conjunto com arborização e infraestrutura verde, esses equipamentos ajudam a criar ambientes mais humanizados e seguros, estimulando o uso coletivo e reforçando a identidade urbana do Taquaril como um bairro aberto, ativo e integrado à paisagem natural.

Paisagismo

Infraestruturas

Imagens, mapas, croquis e fotos

Referências

  1. TEIXEIRA, Maria Cristina Villefort. Radamés Teixeira e o urbanismo em Belo Horizonte: reinventando o futuro? In: Radamés Teixeira. p. 209. Disponível em: https://commoncity.net/uploads/2021/10/sumario.pdf. Donwnload do texto no File Browser http://150.164.107.115/upload/api/public/dl/4XIJz85D?inline=true
  2. BIG; JDS. Mountain Dwellings. Copenhague, Dinamarca, 2008. Disponível em: ArchDaily Brasil. Acesso em: 26 maio 2026. (archdaily.com.br)
  3. SAFDIE ARCHITECTS. Eling Residences. Chongqing, China, 2018. Disponível em: Designboom. Acesso em: 26 maio 2026. (designboom.com)
  4. HUMBERTO CONDE. Terraços de Cascais. Cascais, Portugal, 2011. Disponível em: ArchDaily Brasil. Acesso em: 26 maio 2026.
  5. SOBRENOME, Nome. Título da obra. Local: Editora, ano. Disponível em: https://link-da-referencia.
  6. Tipologia proposta para a ocupação no Taquaril
    SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Nome do periódico, local, v. X, n. Y, p. xx-yy, ano. Disponível em: https://link-da-referencia.
  7. AUTOR/ESCRITÓRIO/INSTITUIÇÃO. Nome do projeto. Local, ano. Disponível em: https://link-da-referencia.
  8. INSTITUIÇÃO. Título do documento. Local: Instituição, ano. Disponível em: https://link-da-referencia.