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A ViaQuatro é uma das concessionárias pertencentes ao [[Grupo CCR]] que atuam no âmbito da mobilidade urbana no Brasil. Sua criação ocorreu em novembro de 2006, após o grupo liderado pela CCR vencer a concessão da Linha 4 - Amarela do Metrô de São Paulo, firmando com o Governo do Estado de São Paulo o primeiro contrato de Parceria Público-Privada (PPP) do Brasil. O contrato concedeu à ViaQuatro o direito de explorar os serviços de transporte de passageiros da linha por um período de 30 anos, com término previsto para 2036. Desde então, a concessionária tem sido responsável pela operação e manutenção da Linha 4 - Amarela <ref name=":1"> VIA QUATRO. '''Sobre a concessão.''' Mobilidade Grupo CCR, [s.d.]. Disponível em: <https://mobilidade.grupoccr.com.br/viaquatro/sobre/>. Acesso em: 1 abr. 2025 </ref> <ref name=":2"> VIAQUATRO. '''ViaQuatro: inovação e conforto na Linha 4-Amarela.''' ViaQuatro, 2018. Disponível em: <https://www.viaquatro.com.br/Media/Press/PressRoom/fdca86951f084165ae944675a46d6fb7_03-05-2018-press-kit.pdf>. Acesso em: 10 de mar. de 2025 </ref>.
A ViaQuatro é uma das concessionárias pertencentes ao [[Grupo CCR]] que atuam no âmbito da mobilidade urbana no Brasil. Sua criação ocorreu em novembro de 2006, após o grupo liderado pela CCR vencer a concessão da Linha 4 - Amarela do Metrô de São Paulo, firmando com o Governo do Estado de São Paulo o primeiro contrato de Parceria Público-Privada (PPP) do Brasil. O contrato concedeu à ViaQuatro o direito de explorar os serviços de transporte de passageiros da linha por um período de 30 anos, com término previsto para 2036. Desde então, a concessionária tem sido responsável pela operação e manutenção da Linha 4 - Amarela <ref name=":1"> VIA QUATRO. '''Sobre a concessão.''' Disponível em: <https://mobilidade.grupoccr.com.br/viaquatro/sobre/>. Acesso em: 1 abr. 2025 </ref> <ref name=":2"> VIAQUATRO. '''ViaQuatro: inovação e conforto na Linha 4-Amarela.''' Disponível em: <https://www.viaquatro.com.br/Media/Press/PressRoom/fdca86951f084165ae944675a46d6fb7_03-05-2018-press-kit.pdf>. Acesso em: 10 de mar. de 2025 </ref>.


De acordo com a própria ViaQuatro, até o fim do prazo do contrato, serão investidos mais de US$ 2 bilhões na aquisição, atualização e manutenção de novos trens, equipamentos e sistemas. Entre esses avanços, destaca-se a implementação do sistema CBTC (Controle de Trens Baseado em Comunicação via ondas de rádio) Driverless (sem condutor), que permite a operação dos trens à distância. O controle é realizado diretamente do Centro de Controle Operacional (CCO), onde toda a operação metroferroviária é supervisionada por meio de painéis. Do CCO, é possível monitorar toda a extensão da linha, incluindo o interior dos trens, as estações e o pátio de manutenção e estacionamento. Além disso, os trens da Linha 4 - Amarela são controlados remotamente (Driverless), com envio de dados em tempo real sobre consumo de energia, funcionamento dos sistemas de freios e tração, além do controle do ar-condicionado dos carros <ref name=":2" /> <ref name=":3"> SUZUKI, Leonardo. '''Linha mais moderna do metrô de São Paulo é operada pela iniciativa privada.''' Gazeta do Povo, 2017. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/gpbc/ccr-rodonorte/linha-mais-moderna-do-metro-de-sao-paulo-e-operada-pela-iniciativa-privada-0tb504p8s1wjre8iytww8lyb4/>. Acesso em: 3 abr. 2025 </ref>.


=== Investimentos e tecnologias ===
Além do CBTC Driverless, a linha conta, também, com inovações diversas, tais como divisórias e portas de plataforma para evitar o acesso direto dos usuários aos trilhos, monitores informativos com cronômetros, para informar a previsão de chegada dos trens, e a lotação de determinados vagões através de um sistema de pesagem, entre outras tecnologias <ref name=":2" />.


De acordo com a própria ViaQuatro, até o fim do prazo do contrato, serão investidos mais de US$ 2 bilhões na aquisição, atualização e manutenção de novos trens, equipamentos e sistemas. Entre esses avanços, destaca-se a implementação do sistema CBTC (Controle de Trens Baseado em Comunicação via ondas de rádio) Driverless (sem condutor), que permite a operação dos trens à distância. O controle é realizado diretamente do Centro de Controle Operacional (CCO), onde toda a operação metroferroviária é supervisionada por meio de painéis (Figura 1). Do CCO, é possível monitorar toda a extensão da linha, incluindo o interior dos trens, as estações e o pátio de manutenção e estacionamento. Além disso, os trens da Linha 4 - Amarela são controlados remotamente (Driverless), com envio de dados em tempo real sobre consumo de energia, funcionamento dos sistemas de freios e tração, além do controle do ar-condicionado dos carros <ref name=":2" /> <ref name=":4"> SUZUKI, Leonardo. '''Linha mais moderna do metrô de São Paulo é operada pela iniciativa privada.''' Gazeta do Povo, 2017. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/gpbc/ccr-rodonorte/linha-mais-moderna-do-metro-de-sao-paulo-e-operada-pela-iniciativa-privada-0tb504p8s1wjre8iytww8lyb4/>. Acesso em: 3 abr. 2025 </ref>.
Embora tenha sido criada em 2006, a ViaQuatro iniciou a operação da Linha 4 - Amarela apenas em 2010, com a inauguração das estações Faria Lima e Paulista. Posteriormente, foram abertas as estações Pinheiros e Butantã, ampliando o atendimento aos passageiros. A primeira fase da linha foi concluída em outubro de 2011, quando as estações República e Luz passaram a operar plenamente, marcando o cumprimento da etapa inicial do contrato firmado com o Governo do Estado de São Paulo <ref name=":4"> SÃO PAULO. '''Linha 4 - Amarela.''' Disponível em: <https://www.parcerias.sp.gov.br/parcerias/projetos/detalhes/123>. Acesso em: 17 de mar. de 2025 </ref>.  


Além do CBTC Driverless, a linha conta, também, com inovações diversas, tais como divisórias e portas de plataforma para evitar o acesso direto dos usuários aos trilhos (Figura 2), monitores informativos com cronômetros, para informar a previsão de chegada dos trens, e a lotação de determinados vagões através de um sistema de pesagem (Figura 3), entre outras tecnologias <ref name=":2" />.
Faz-se importante mencionar que a previsão de conclusão, sobretudo, das estações da Fase I estavam previstas para 2008. Esse atraso é explicável devido a um acidente ocorrido na estação Pinheiros em 2007, o que postergou a entrega da primeira fase em 3 anos <ref name=":5"> OLIVEIRA, André. '''Os atrasos e contradições da Linha 4-Amarela, primeira PPP do metrô.''' El País, 2017. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/30/politica/1485802821_227320.html>. Acesso em: 10 de mar. de 2025 </ref>.


De acordo com o contrato firmado entre a concessionária e o Governo do Estado de São Paulo, a ViaQuatro ficou responsável pela operação da linha – incluindo o fornecimento de trens e a gestão da logística –, enquanto o poder público assumiu a construção das estações, túneis, trilhos e toda a infraestrutura necessária. O projeto foi estruturado em três fases de implantação e, como mencionado anteriormente, a Fase I sofreu um atraso de três anos devido a um acidente. Além disso, outros atrasos e até mesmo um rompimento de contrato ocorreram posteriormente, como em 2015, durante a Fase II de implantação, quando o Governo do Estado de São Paulo alegou que o consórcio responsável pela construção da infraestrutura ferroviária, o consórcio [[Corsán-Corviam]], havia descumprido certos termos contratuais. As obras só foram retomadas em julho de 2016, após a assinatura de um novo contrato com o consórcio [[TC-Linha 4]] <ref name=":5" /> <ref name=":6"> CARVALHO, Cleide. '''Governo de SP rescinde contrato de consórcio responsável por obras da Linha 4 do Metrô.''' O Globo, 2015. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/politica/governo-de-sp-rescinde-contrato-de-consorcio-responsavel-por-obras-da-linha-4-do-metro-17017652>. Acesso em: 3 abr. 2025 </ref>.


=== Fases de implantação e atrasos ===
Esses e outros fatores resultaram em um atraso total de aproximadamente sete anos na entrega e operação plena das 11 estações da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo: Luz, República, Higienópolis-Mackenzie, Paulista, Fradique Coutinho, Faria Lima, Pinheiros, Butantã, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Inicialmente, o contrato previa a conclusão do projeto em 2014, porém, a terceira e última fase, com a inauguração da estação Vila Sônia, ocorreu apenas em 2021 <ref name=":7"> SANTIAGO, Tatiana. '''Estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela, é inaugurada com 7 anos de atraso.''' G1, 2021. Disponível em: <https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/12/17/estacao-vila-sonia-da-linha-4-amarela-e-inaugurada.ghtml>. Acesso em: 3 abr. 2025 </ref>.
 
Embora tenha sido criada em 2006, a ViaQuatro iniciou a operação da Linha 4 - Amarela apenas em 2010, com a inauguração das estações Faria Lima e Paulista. Posteriormente, foram abertas as estações Pinheiros e Butantã, ampliando o atendimento aos passageiros. A primeira fase da linha foi concluída em outubro de 2011, quando as estações República e Luz passaram a operar plenamente, marcando o cumprimento da etapa inicial do contrato firmado com o Governo do Estado de São Paulo <ref name=":6"> SÃO PAULO. '''Linha 4 - Amarela.''' Governo do Estado de São Paulo, [s.d.]. Disponível em: <https://www.parcerias.sp.gov.br/parcerias/projetos/detalhes/123>. Acesso em: 17 de mar. de 2025 </ref>.
 
Faz-se importante mencionar que a previsão de conclusão, sobretudo, das estações da Fase I estavam previstas para 2008. Esse atraso é explicável devido a um acidente ocorrido na estação Pinheiros em 2007, o que postergou a entrega da primeira fase em 3 anos <ref name=":7"> OLIVEIRA, André. '''Os atrasos e contradições da Linha 4-Amarela, primeira PPP do metrô.''' El País, 2017. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/30/politica/1485802821_227320.html>. Acesso em: 10 de mar. de 2025 </ref>.
 
De acordo com o contrato firmado entre a concessionária e o Governo do Estado de São Paulo, a ViaQuatro ficou responsável pela operação da linha – incluindo o fornecimento de trens e a gestão da logística –, enquanto o poder público assumiu a construção das estações, túneis, trilhos e toda a infraestrutura necessária. O projeto foi estruturado em três fases de implantação e, como mencionado anteriormente, a Fase I sofreu um atraso de três anos devido a um acidente. Além disso, outros atrasos e até mesmo um rompimento de contrato ocorreram posteriormente, como em 2015, durante a Fase II de implantação, quando o Governo do Estado de São Paulo alegou que o consórcio responsável pela construção da infraestrutura ferroviária, o consórcio [[Corsán-Corviam]], havia descumprido certos termos contratuais. As obras só foram retomadas em julho de 2016, após a assinatura de um novo contrato com o consórcio [[TC-Linha 4]] <ref name=":7" /> <ref name=":8"> CARVALHO, Cleide. '''Governo de SP rescinde contrato de consórcio responsável por obras da Linha 4 do Metrô.''' O Globo, 2015. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/politica/governo-de-sp-rescinde-contrato-de-consorcio-responsavel-por-obras-da-linha-4-do-metro-17017652>. Acesso em: 3 abr. 2025 </ref>.
 
Esses e outros fatores resultaram em um atraso total de aproximadamente sete anos na entrega e operação plena das 11 estações da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo (Figura 4): Luz, República, Higienópolis-Mackenzie, Paulista, Fradique Coutinho, Faria Lima, Pinheiros, Butantã, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Inicialmente, o contrato previa a conclusão do projeto em 2014, porém, a terceira e última fase, com a inauguração da estação Vila Sônia, ocorreu apenas em 2021 <ref name=":9"> SANTIAGO, Tatiana. '''Estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela, é inaugurada com 7 anos de atraso.''' G1, 2021. Disponível em: <https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/12/17/estacao-vila-sonia-da-linha-4-amarela-e-inaugurada.ghtml>. Acesso em: 3 abr. 2025 </ref>.




== Estrutura organizacional ==
== Estrutura organizacional ==


Por mais que a ViaQuatro seja de propriedade do Grupo CCR, a concessionária, atualmente, conta também com a participação de outros grupos de acionistas que detém certas parcelas das ações representativas do seu capital social. São eles: o próprio [[Grupo CCR]] (com 75% de participação), [[RuasInvest Participações]] (15%) e [[Mitsui & CO. Ltda.]] (10%) <ref name=":3"> VALOR ECONÔMICO. '''CCR faz acordo para adquirir fatia de 15% da Odebrecht na ViaQuatro.''' Valor Econômico, 2017. Disponível em: <https://valor.globo.com/empresas/noticia/2017/03/09/ccr-faz-acordo-para-adquirir-fatia-de-15-da-odebrecht-na-viaquatro.ghtml>. Acesso em: 1 abr. 2025 </ref>.
Por mais que a ViaQuatro seja de propriedade do Grupo CCR, a concessionária, atualmente, conta também com a participação de outros grupos de acionistas que detém certas parcelas das ações representativas do seu capital social. São eles: o próprio [[Grupo CCR]] (com 75% de participação), [[RuasInvest Participações]] (15%) e [[Mitsui & CO. Ltda.]] (10%) <ref name=":8"> VALOR ECONÔMICO. '''CCR faz acordo para adquirir fatia de 15% da Odebrecht na ViaQuatro.''' Disponível em: <https://valor.globo.com/empresas/noticia/2017/03/09/ccr-faz-acordo-para-adquirir-fatia-de-15-da-odebrecht-na-viaquatro.ghtml>. Acesso em: 1 abr. 2025 </ref>.


Anteriormente, a estrutura acionária da ViaQuatro contava com um quarto acionista, a [[Odebrecht Transport Participações]] (OTTP), pertencente a holding [[Novonor]] - antiga organização Odebrecht -, que possuía cerca de 15% de participação da concessionária. Todavia, em 2017, o Grupo CCR adquiriu a totalidade das participações da OTTP pelo valor de R$ 171,1 milhões <ref name=":3" />.
Anteriormente, a estrutura acionária da ViaQuatro contava com um quarto acionista, a [[Odebrecht Transport Participações]] (OTTP), pertencente a holding [[Novonor]] - antiga organização Odebrecht -, que possuía cerca de 15% de participação da concessionária. Todavia, em 2017, o Grupo CCR adquiriu a totalidade das participações da OTTP pelo valor de R$ 171,1 milhões <ref name=":5" />.





Edição das 22h07min de 22 de abril de 2025

Ficha de Cadastro de Empresa - Infraestrutura de Transporte
Campo Informação a ser preenchida
Nome da empresa (razão social)
Nome comercial (nome fantasia)
CNPJ
Categoria
Natureza jurídica
Origem do capital
Estrutura de participação
Segmento de listagem na B3
Composição acionária atual
Linha do tempo da composição acionária
Modal de atuação
Abrangência geográfica
Site da empresa


Visão geral

A ViaQuatro é uma das concessionárias pertencentes ao Grupo CCR que atuam no âmbito da mobilidade urbana no Brasil. Sua criação ocorreu em novembro de 2006, após o grupo liderado pela CCR vencer a concessão da Linha 4 - Amarela do Metrô de São Paulo, firmando com o Governo do Estado de São Paulo o primeiro contrato de Parceria Público-Privada (PPP) do Brasil. O contrato concedeu à ViaQuatro o direito de explorar os serviços de transporte de passageiros da linha por um período de 30 anos, com término previsto para 2036. Desde então, a concessionária tem sido responsável pela operação e manutenção da Linha 4 - Amarela [1] [2].

De acordo com a própria ViaQuatro, até o fim do prazo do contrato, serão investidos mais de US$ 2 bilhões na aquisição, atualização e manutenção de novos trens, equipamentos e sistemas. Entre esses avanços, destaca-se a implementação do sistema CBTC (Controle de Trens Baseado em Comunicação via ondas de rádio) Driverless (sem condutor), que permite a operação dos trens à distância. O controle é realizado diretamente do Centro de Controle Operacional (CCO), onde toda a operação metroferroviária é supervisionada por meio de painéis. Do CCO, é possível monitorar toda a extensão da linha, incluindo o interior dos trens, as estações e o pátio de manutenção e estacionamento. Além disso, os trens da Linha 4 - Amarela são controlados remotamente (Driverless), com envio de dados em tempo real sobre consumo de energia, funcionamento dos sistemas de freios e tração, além do controle do ar-condicionado dos carros [2] [3].

Além do CBTC Driverless, a linha conta, também, com inovações diversas, tais como divisórias e portas de plataforma para evitar o acesso direto dos usuários aos trilhos, monitores informativos com cronômetros, para informar a previsão de chegada dos trens, e a lotação de determinados vagões através de um sistema de pesagem, entre outras tecnologias [2].

Embora tenha sido criada em 2006, a ViaQuatro iniciou a operação da Linha 4 - Amarela apenas em 2010, com a inauguração das estações Faria Lima e Paulista. Posteriormente, foram abertas as estações Pinheiros e Butantã, ampliando o atendimento aos passageiros. A primeira fase da linha foi concluída em outubro de 2011, quando as estações República e Luz passaram a operar plenamente, marcando o cumprimento da etapa inicial do contrato firmado com o Governo do Estado de São Paulo [4].

Faz-se importante mencionar que a previsão de conclusão, sobretudo, das estações da Fase I estavam previstas para 2008. Esse atraso é explicável devido a um acidente ocorrido na estação Pinheiros em 2007, o que postergou a entrega da primeira fase em 3 anos [5].

De acordo com o contrato firmado entre a concessionária e o Governo do Estado de São Paulo, a ViaQuatro ficou responsável pela operação da linha – incluindo o fornecimento de trens e a gestão da logística –, enquanto o poder público assumiu a construção das estações, túneis, trilhos e toda a infraestrutura necessária. O projeto foi estruturado em três fases de implantação e, como mencionado anteriormente, a Fase I sofreu um atraso de três anos devido a um acidente. Além disso, outros atrasos e até mesmo um rompimento de contrato ocorreram posteriormente, como em 2015, durante a Fase II de implantação, quando o Governo do Estado de São Paulo alegou que o consórcio responsável pela construção da infraestrutura ferroviária, o consórcio Corsán-Corviam, havia descumprido certos termos contratuais. As obras só foram retomadas em julho de 2016, após a assinatura de um novo contrato com o consórcio TC-Linha 4 [5] [6].

Esses e outros fatores resultaram em um atraso total de aproximadamente sete anos na entrega e operação plena das 11 estações da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo: Luz, República, Higienópolis-Mackenzie, Paulista, Fradique Coutinho, Faria Lima, Pinheiros, Butantã, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Inicialmente, o contrato previa a conclusão do projeto em 2014, porém, a terceira e última fase, com a inauguração da estação Vila Sônia, ocorreu apenas em 2021 [7].


Estrutura organizacional

Por mais que a ViaQuatro seja de propriedade do Grupo CCR, a concessionária, atualmente, conta também com a participação de outros grupos de acionistas que detém certas parcelas das ações representativas do seu capital social. São eles: o próprio Grupo CCR (com 75% de participação), RuasInvest Participações (15%) e Mitsui & CO. Ltda. (10%) [8].

Anteriormente, a estrutura acionária da ViaQuatro contava com um quarto acionista, a Odebrecht Transport Participações (OTTP), pertencente a holding Novonor - antiga organização Odebrecht -, que possuía cerca de 15% de participação da concessionária. Todavia, em 2017, o Grupo CCR adquiriu a totalidade das participações da OTTP pelo valor de R$ 171,1 milhões [5].


Acionista Participação aproximada Descrição
CCR S.A. 75% Controladora majoritária. Atua por meio da CCR Mobilidade, sua subholding setorial.
RUASINVEST Participações 15% Holding ligada ao Grupo Ruas, tradicional no transporte coletivo de São Paulo (ônibus).
Mitsui & Co. 10% Conglomerado japonês com participação estratégica; investidor internacional em infraestrutura.


Participações em consórcios e PPPs

Instituições e fundações

Projetos ambientais e de sustentabilidade

Notícias

Referências

  1. VIA QUATRO. Sobre a concessão. Disponível em: <https://mobilidade.grupoccr.com.br/viaquatro/sobre/>. Acesso em: 1 abr. 2025
  2. 2,0 2,1 2,2 VIAQUATRO. ViaQuatro: inovação e conforto na Linha 4-Amarela. Disponível em: <https://www.viaquatro.com.br/Media/Press/PressRoom/fdca86951f084165ae944675a46d6fb7_03-05-2018-press-kit.pdf>. Acesso em: 10 de mar. de 2025
  3. SUZUKI, Leonardo. Linha mais moderna do metrô de São Paulo é operada pela iniciativa privada. Gazeta do Povo, 2017. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/gpbc/ccr-rodonorte/linha-mais-moderna-do-metro-de-sao-paulo-e-operada-pela-iniciativa-privada-0tb504p8s1wjre8iytww8lyb4/>. Acesso em: 3 abr. 2025
  4. SÃO PAULO. Linha 4 - Amarela. Disponível em: <https://www.parcerias.sp.gov.br/parcerias/projetos/detalhes/123>. Acesso em: 17 de mar. de 2025
  5. 5,0 5,1 5,2 OLIVEIRA, André. Os atrasos e contradições da Linha 4-Amarela, primeira PPP do metrô. El País, 2017. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/30/politica/1485802821_227320.html>. Acesso em: 10 de mar. de 2025
  6. CARVALHO, Cleide. Governo de SP rescinde contrato de consórcio responsável por obras da Linha 4 do Metrô. O Globo, 2015. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/politica/governo-de-sp-rescinde-contrato-de-consorcio-responsavel-por-obras-da-linha-4-do-metro-17017652>. Acesso em: 3 abr. 2025
  7. SANTIAGO, Tatiana. Estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela, é inaugurada com 7 anos de atraso. G1, 2021. Disponível em: <https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/12/17/estacao-vila-sonia-da-linha-4-amarela-e-inaugurada.ghtml>. Acesso em: 3 abr. 2025
  8. VALOR ECONÔMICO. CCR faz acordo para adquirir fatia de 15% da Odebrecht na ViaQuatro. Disponível em: <https://valor.globo.com/empresas/noticia/2017/03/09/ccr-faz-acordo-para-adquirir-fatia-de-15-da-odebrecht-na-viaquatro.ghtml>. Acesso em: 1 abr. 2025