ViaQuatro
| Campo | Informação a ser preenchida |
|---|---|
| Nome da empresa (razão social) | Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A. |
| Nome comercial (nome fantasia) | ViaQuatro |
| CNPJ | 07.682.638/0001-07 |
| Categoria | Subsidiária |
| Natureza jurídica | Sociedade Anônima fechada |
| Origem do capital | Capital privado |
| Segmento de listagem na B3 | Não listada |
| Composição acionária atual | Grupo CCR (75%), RUASINVEST Participações (15%) e Mitsui & Co. (10%) |
| Linha do tempo da composição acionária |
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| Modal de atuação | Transporte metroviário |
| Abrangência geográfica | Municipal |
| Site da empresa | https://mobilidade.grupoccr.com.br/viaquatro/ |
Visão geral
A ViaQuatro é uma das concessionárias pertencentes ao Grupo CCR que atuam no âmbito da mobilidade urbana no Brasil. Sua criação ocorreu em novembro de 2006, após o grupo liderado pela CCR vencer a concessão da Linha 4 - Amarela do Metrô de São Paulo, firmando com o Governo do Estado de São Paulo o primeiro contrato de Parceria Público-Privada (PPP) do Brasil. O contrato concedeu à ViaQuatro o direito de explorar os serviços de transporte de passageiros da linha por um período de 30 anos, com término previsto para 2036. Desde então, a concessionária tem sido responsável pela operação e manutenção da Linha 4 - Amarela [1] [2].
De acordo com a própria ViaQuatro, até o fim do prazo do contrato, serão investidos mais de US$ 2 bilhões na aquisição, atualização e manutenção de novos trens, equipamentos e sistemas. Entre esses avanços, destaca-se a implementação do sistema CBTC (Controle de Trens Baseado em Comunicação via ondas de rádio) Driverless (sem condutor), que permite a operação dos trens à distância. O controle é realizado diretamente do Centro de Controle Operacional (CCO), onde toda a operação metroferroviária é supervisionada por meio de painéis. Do CCO, é possível monitorar toda a extensão da linha, incluindo o interior dos trens, as estações e o pátio de manutenção e estacionamento. Além disso, os trens da Linha 4 - Amarela são controlados remotamente (Driverless), com envio de dados em tempo real sobre consumo de energia, funcionamento dos sistemas de freios e tração, além do controle do ar-condicionado dos carros [2] [3].
Além do CBTC Driverless, a linha conta, também, com inovações diversas, tais como divisórias e portas de plataforma para evitar o acesso direto dos usuários aos trilhos, monitores informativos com cronômetros, para informar a previsão de chegada dos trens, e a lotação de determinados vagões através de um sistema de pesagem, entre outras tecnologias [2].
Embora tenha sido criada em 2006, a ViaQuatro iniciou a operação da Linha 4 - Amarela apenas em 2010, com a inauguração das estações Faria Lima e Paulista. Posteriormente, foram abertas as estações Pinheiros e Butantã, ampliando o atendimento aos passageiros. A primeira fase da linha foi concluída em outubro de 2011, quando as estações República e Luz passaram a operar plenamente, marcando o cumprimento da etapa inicial do contrato firmado com o Governo do Estado de São Paulo [4].
Faz-se importante mencionar que a previsão de conclusão, sobretudo, das estações da Fase I estavam previstas para 2008. Esse atraso é explicável devido a um acidente ocorrido na estação Pinheiros em 2007, o que postergou a entrega da primeira fase em 3 anos [5].
De acordo com o contrato firmado entre a concessionária e o Governo do Estado de São Paulo, a ViaQuatro ficou responsável pela operação da linha – incluindo o fornecimento de trens e a gestão da logística –, enquanto o poder público assumiu a construção das estações, túneis, trilhos e toda a infraestrutura necessária. O projeto foi estruturado em três fases de implantação e, como mencionado anteriormente, a Fase I sofreu um atraso de três anos devido a um acidente. Além disso, outros atrasos e até mesmo um rompimento de contrato ocorreram posteriormente, como em 2015, durante a Fase II de implantação, quando o Governo do Estado de São Paulo alegou que o consórcio responsável pela construção da infraestrutura ferroviária, o consórcio Corsán-Corviam, havia descumprido certos termos contratuais. As obras só foram retomadas em julho de 2016, após a assinatura de um novo contrato com o consórcio TC-Linha 4 [5] [6].
Esses e outros fatores resultaram em um atraso total de aproximadamente sete anos na entrega e operação plena das 11 estações da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo: Luz, República, Higienópolis-Mackenzie, Paulista, Fradique Coutinho, Faria Lima, Pinheiros, Butantã, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Inicialmente, o contrato previa a conclusão do projeto em 2014, porém, a terceira e última fase, com a inauguração da estação Vila Sônia, ocorreu apenas em 2021 [7].
Estrutura organizacional
Por mais que a ViaQuatro seja de propriedade do Grupo CCR, a concessionária, atualmente, conta também com a participação de outros grupos de acionistas que detém certas parcelas das ações representativas do seu capital social. São eles: o próprio Grupo CCR (com 75% de participação), RuasInvest Participações (15%) e Mitsui & CO. Ltda. (10%) [8].
Anteriormente, a estrutura acionária da ViaQuatro contava com um quarto acionista, a Odebrecht Transport Participações (OTTP), pertencente a holding Novonor - antiga organização Odebrecht -, que possuía cerca de 15% de participação da concessionária. Todavia, em 2017, o Grupo CCR adquiriu a totalidade das participações da OTTP pelo valor de R$ 171,1 milhões [5].
[ Grupo CCR ] [ RUASINVEST Participações ] [ Mitsui & Co. ]
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[ ViaQuatro]
Participações em consórcios e PPPs e operações
- Concessão da Linha 4 - Amarela do metrô de São Paulo (ver Parcerias-Público Privadas e a concessão da linha 4 do metrô de São Paulo).
Referências
- ↑ VIAQUATRO. Sobre a concessão. Disponível em: <https://mobilidade.grupoccr.com.br/viaquatro/sobre/>. Acesso em: 1 abr. 2025
- ↑ 2,0 2,1 2,2 VIAQUATRO. ViaQuatro: inovação e conforto na Linha 4-Amarela. Disponível em: <https://www.viaquatro.com.br/Media/Press/PressRoom/fdca86951f084165ae944675a46d6fb7_03-05-2018-press-kit.pdf>. Acesso em: 10 de mar. de 2025
- ↑ SUZUKI, Leonardo. Linha mais moderna do metrô de São Paulo é operada pela iniciativa privada. Gazeta do Povo, 2017. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/gpbc/ccr-rodonorte/linha-mais-moderna-do-metro-de-sao-paulo-e-operada-pela-iniciativa-privada-0tb504p8s1wjre8iytww8lyb4/>. Acesso em: 3 abr. 2025
- ↑ SÃO PAULO. Linha 4 - Amarela. Disponível em: <https://www.parcerias.sp.gov.br/parcerias/projetos/detalhes/123>. Acesso em: 17 de mar. de 2025
- ↑ 5,0 5,1 5,2 OLIVEIRA, André. Os atrasos e contradições da Linha 4-Amarela, primeira PPP do metrô. El País, 2017. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/30/politica/1485802821_227320.html>. Acesso em: 10 de mar. de 2025
- ↑ CARVALHO, Cleide. Governo de SP rescinde contrato de consórcio responsável por obras da Linha 4 do Metrô. O Globo, 2015. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/politica/governo-de-sp-rescinde-contrato-de-consorcio-responsavel-por-obras-da-linha-4-do-metro-17017652>. Acesso em: 3 abr. 2025
- ↑ SANTIAGO, Tatiana. Estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela, é inaugurada com 7 anos de atraso. G1, 2021. Disponível em: <https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/12/17/estacao-vila-sonia-da-linha-4-amarela-e-inaugurada.ghtml>. Acesso em: 3 abr. 2025
- ↑ VALOR ECONÔMICO. CCR faz acordo para adquirir fatia de 15% da Odebrecht na ViaQuatro. Disponível em: <https://valor.globo.com/empresas/noticia/2017/03/09/ccr-faz-acordo-para-adquirir-fatia-de-15-da-odebrecht-na-viaquatro.ghtml>. Acesso em: 1 abr. 2025