ViaQuatro: mudanças entre as edições

De Infra
Ir para navegação Ir para pesquisar
Admin (discussão | contribs)
Sem resumo de edição
Admin (discussão | contribs)
Sem resumo de edição
 
(20 revisões intermediárias pelo mesmo usuário não estão sendo mostradas)
Linha 1: Linha 1:
A ViaQuatro é uma das concessionárias pertencentes ao [[Grupo CCR]] que atuam no âmbito da mobilidade urbana no Brasil. Sua criação ocorreu em novembro de 2006, após o grupo liderado pela CCR vencer a concessão da Linha 4 - Amarela do Metrô de São Paulo, firmando com o Governo do Estado de São Paulo o primeiro contrato de Parceria Público-Privada (PPP) do Brasil. O contrato concedeu à ViaQuatro o direito de explorar os serviços de transporte de passageiros da linha por um período de 30 anos, com término previsto para 2036. Desde então, a concessionária tem sido responsável pela operação e manutenção da Linha 4 - Amarela <ref name=":1"> VIA QUATRO. '''Sobre a concessão.''' Mobilidade Grupo CCR, [s.d.]. Disponível em: <https://mobilidade.grupoccr.com.br/viaquatro/sobre/>. Acesso em: 1 abr. 2025 </ref> <ref name=":2"> VIAQUATRO. '''ViaQuatro: inovação e conforto na Linha 4-Amarela.''' ViaQuatro, 2018. Disponível em: <https://www.viaquatro.com.br/Media/Press/PressRoom/fdca86951f084165ae944675a46d6fb7_03-05-2018-press-kit.pdf>. Acesso em: 10 de mar. de 2025 </ref>.
{| class="wikitable"
 
|+ '''Ficha de Cadastro de Empresa - Infraestrutura de Transporte'''
 
! Campo
== ESTRUTURA ==
! Informação a ser preenchida
 
|-
Por mais que a ViaQuatro seja de propriedade do Grupo CCR, a concessionária, atualmente, conta também com a participação de outros grupos de acionistas que detém certas parcelas das ações representativas do seu capital social. São eles: o próprio [[Grupo CCR]] (com 75% de participação), [[RuasInvest Participações]] (15%) e [[Mitsui & CO. Ltda.]] (10%) <ref name=":3"> VALOR ECONÔMICO. '''CCR faz acordo para adquirir fatia de 15% da Odebrecht na ViaQuatro.''' Valor Econômico, 2017. Disponível em: <https://valor.globo.com/empresas/noticia/2017/03/09/ccr-faz-acordo-para-adquirir-fatia-de-15-da-odebrecht-na-viaquatro.ghtml>. Acesso em: 1 abr. 2025 </ref>.
| '''Nome da empresa (razão social)'''
 
| Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A.
Anteriormente, a estrutura acionária da ViaQuatro contava com um quarto acionista, a [[Odebrecht Transport Participações]] (OTTP), pertencente a holding [[Novonor]] - antiga organização Odebrecht -, que possuía cerca de 15% de participação da concessionária. Todavia, em 2017, o Grupo CCR adquiriu a totalidade das participações da OTTP pelo valor de R$ 171,1 milhões <ref name=":3" />.
|-
 
|'''Nome comercial (nome fantasia)'''
| ViaQuatro
|-
|'''CNPJ'''
| 07.682.638/0001-07
|-
| '''Categoria'''
| Subsidiária
|-
| '''Natureza jurídica'''
| Sociedade Anônima fechada
|-
| '''Origem do capital'''
| Capital privado
|-
|'''Segmento de listagem na B3'''
| Não listada
|-
| '''Composição acionária atual'''
| [[Grupo CCR]] (75%), RUASINVEST Participações (15%) e Mitsui & Co. (10%)
|-
| '''Linha do tempo da composição acionária'''
|
* 2006 - 2017: [[Grupo CCR]], [[Odebrecht Transport Participações]], [[RUASINVEST Participações]] e [[Mitsui & Co.]]


{| class="wikitable"
* A partir de 2017 : [[Grupo CCR]], [[RUASINVEST Participações]] e [[Mitsui & Co.]]
! Acionista
! Participação aproximada
! Descrição
|-
|-
| CCR S.A.
| '''Modal de atuação'''
| 75%
| Transporte metroviário
| Controladora majoritária. Atua por meio da CCR Mobilidade, sua subholding setorial.
|-
|-
| RUASINVEST Participações
| '''Abrangência geográfica'''
| 15%
| Municipal
| Holding ligada ao Grupo Ruas, tradicional no transporte coletivo de São Paulo (ônibus).
|-
|-
| Mitsui & Co.
| '''Site da empresa'''
| 10%
| https://mobilidade.grupoccr.com.br/viaquatro/
| Conglomerado japonês com participação estratégica; investidor internacional em infraestrutura.
|}
|}




== INVESTIMENTOS E TECNOLOGIAS ==
= Visão geral =
 
De acordo com a própria ViaQuatro, até o fim do prazo do contrato, serão investidos mais de US$ 2 bilhões na aquisição, atualização e manutenção de novos trens, equipamentos e sistemas. Entre esses avanços, destaca-se a implementação do sistema CBTC (Controle de Trens Baseado em Comunicação via ondas de rádio) Driverless (sem condutor), que permite a operação dos trens à distância. O controle é realizado diretamente do Centro de Controle Operacional (CCO), onde toda a operação metroferroviária é supervisionada por meio de painéis (Figura 1). Do CCO, é possível monitorar toda a extensão da linha, incluindo o interior dos trens, as estações e o pátio de manutenção e estacionamento. Além disso, os trens da Linha 4 - Amarela são controlados remotamente (Driverless), com envio de dados em tempo real sobre consumo de energia, funcionamento dos sistemas de freios e tração, além do controle do ar-condicionado dos carros <ref name=":2" /> <ref name=":4"> SUZUKI, Leonardo. '''Linha mais moderna do metrô de São Paulo é operada pela iniciativa privada.''' Gazeta do Povo, 2017. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/gpbc/ccr-rodonorte/linha-mais-moderna-do-metro-de-sao-paulo-e-operada-pela-iniciativa-privada-0tb504p8s1wjre8iytww8lyb4/>. Acesso em: 3 abr. 2025 </ref>.
 
 
[[Arquivo:Centro de Controle Operacional (CCO) da ViaQuatro.jpg|nenhum|miniaturadaimagem|454x454px]]
<small> '''Figura 1:''' Centro de Controle Operacional (CCO) da ViaQuatro </small> <ref name=":5"> LOBO, Renato. '''Por dentro da Linha 4-Amarela – CCO.''' Via Trolebus, 2018. Figura de Rafael Narchi. Disponível em: <https://viatrolebus.com.br/2014/10/por-dentro-da-linha-4-amarela-cco/>. Acesso em: 3 abr. 2025 </ref>.
 


Além do CBTC Driverless, a linha conta, também, com inovações diversas, tais como divisórias e portas de plataforma para evitar o acesso direto dos usuários aos trilhos (Figura 2), monitores informativos com cronômetros, para informar a previsão de chegada dos trens, e a lotação de determinados vagões através de um sistema de pesagem (Figura 3), entre outras tecnologias <ref name=":2" />.
A ViaQuatro é uma das concessionárias pertencentes ao [[Grupo CCR]] que atuam no âmbito da mobilidade urbana no Brasil. Sua criação ocorreu em novembro de 2006, após o grupo liderado pela CCR vencer a concessão da Linha 4 - Amarela do Metrô de São Paulo, firmando com o Governo do Estado de São Paulo o primeiro contrato de Parceria Público-Privada (PPP) do Brasil. O contrato concedeu à ViaQuatro o direito de explorar os serviços de transporte de passageiros da linha por um período de 30 anos, com término previsto para 2036. Desde então, a concessionária tem sido responsável pela operação e manutenção da Linha 4 - Amarela <ref name=":1"> VIAQUATRO. '''Sobre a concessão.''' Disponível em: <https://mobilidade.grupoccr.com.br/viaquatro/sobre/>. Acesso em: 1 abr. 2025 </ref> <ref name=":2"> VIAQUATRO. '''ViaQuatro: inovação e conforto na Linha 4-Amarela.''' Disponível em: <https://www.viaquatro.com.br/Media/Press/PressRoom/fdca86951f084165ae944675a46d6fb7_03-05-2018-press-kit.pdf>. Acesso em: 10 de mar. de 2025 </ref>.


De acordo com a própria ViaQuatro, até o fim do prazo do contrato, serão investidos mais de US$ 2 bilhões na aquisição, atualização e manutenção de novos trens, equipamentos e sistemas. Entre esses avanços, destaca-se a implementação do sistema CBTC (Controle de Trens Baseado em Comunicação via ondas de rádio) Driverless (sem condutor), que permite a operação dos trens à distância. O controle é realizado diretamente do Centro de Controle Operacional (CCO), onde toda a operação metroferroviária é supervisionada por meio de painéis. Do CCO, é possível monitorar toda a extensão da linha, incluindo o interior dos trens, as estações e o pátio de manutenção e estacionamento. Além disso, os trens da Linha 4 - Amarela são controlados remotamente (Driverless), com envio de dados em tempo real sobre consumo de energia, funcionamento dos sistemas de freios e tração, além do controle do ar-condicionado dos carros <ref name=":2" /> <ref name=":3"> SUZUKI, Leonardo. '''Linha mais moderna do metrô de São Paulo é operada pela iniciativa privada.''' Gazeta do Povo, 2017. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/gpbc/ccr-rodonorte/linha-mais-moderna-do-metro-de-sao-paulo-e-operada-pela-iniciativa-privada-0tb504p8s1wjre8iytww8lyb4/>. Acesso em: 3 abr. 2025 </ref>.


[[Arquivo:Portas e divisórias de plataforma da Linha 4 - Amarela do Metrô de São Paulo.jpg|nenhum|miniaturadaimagem|453x453px]]
Além do CBTC Driverless, a linha conta, também, com inovações diversas, tais como divisórias e portas de plataforma para evitar o acesso direto dos usuários aos trilhos, monitores informativos com cronômetros, para informar a previsão de chegada dos trens, e a lotação de determinados vagões através de um sistema de pesagem, entre outras tecnologias <ref name=":2" />.
<small> '''Figura 2:''' Portas e divisórias de plataforma da Linha 4 - Amarela do Metrô de São Paulo </small> <ref name=":2" />.


Embora tenha sido criada em 2006, a ViaQuatro iniciou a operação da Linha 4 - Amarela apenas em 2010, com a inauguração das estações Faria Lima e Paulista. Posteriormente, foram abertas as estações Pinheiros e Butantã, ampliando o atendimento aos passageiros. A primeira fase da linha foi concluída em outubro de 2011, quando as estações República e Luz passaram a operar plenamente, marcando o cumprimento da etapa inicial do contrato firmado com o Governo do Estado de São Paulo <ref name=":4"> SÃO PAULO. '''Linha 4 - Amarela.''' Disponível em: <https://www.parcerias.sp.gov.br/parcerias/projetos/detalhes/123>. Acesso em: 17 de mar. de 2025 </ref>.


[[Arquivo:Cronômetro de previsão de chegada e sistema de lotação dos trens.jpg|nenhum|miniaturadaimagem|454x454px]]
Faz-se importante mencionar que a previsão de conclusão, sobretudo, das estações da Fase I estavam previstas para 2008. Esse atraso é explicável devido a um acidente ocorrido na estação Pinheiros em 2007, o que postergou a entrega da primeira fase em 3 anos <ref name=":5"> OLIVEIRA, André. '''Os atrasos e contradições da Linha 4-Amarela, primeira PPP do metrô.''' El País, 2017. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/30/politica/1485802821_227320.html>. Acesso em: 10 de mar. de 2025 </ref>.
<small> '''Figura 3:''' Cronômetro de previsão de chegada e sistema de lotação dos trens </small> <ref name=":2" />.


De acordo com o contrato firmado entre a concessionária e o Governo do Estado de São Paulo, a ViaQuatro ficou responsável pela operação da linha – incluindo o fornecimento de trens e a gestão da logística –, enquanto o poder público assumiu a construção das estações, túneis, trilhos e toda a infraestrutura necessária. O projeto foi estruturado em três fases de implantação e, como mencionado anteriormente, a Fase I sofreu um atraso de três anos devido a um acidente. Além disso, outros atrasos e até mesmo um rompimento de contrato ocorreram posteriormente, como em 2015, durante a Fase II de implantação, quando o Governo do Estado de São Paulo alegou que o consórcio responsável pela construção da infraestrutura ferroviária, o consórcio [[Corsán-Corviam]], havia descumprido certos termos contratuais. As obras só foram retomadas em julho de 2016, após a assinatura de um novo contrato com o consórcio [[TC-Linha 4]] <ref name=":5" /> <ref name=":6"> CARVALHO, Cleide. '''Governo de SP rescinde contrato de consórcio responsável por obras da Linha 4 do Metrô.''' O Globo, 2015. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/politica/governo-de-sp-rescinde-contrato-de-consorcio-responsavel-por-obras-da-linha-4-do-metro-17017652>. Acesso em: 3 abr. 2025 </ref>.


== FASES DE IMPLANTAÇÃO E ATRASOS ==
Esses e outros fatores resultaram em um atraso total de aproximadamente sete anos na entrega e operação plena das 11 estações da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo: Luz, República, Higienópolis-Mackenzie, Paulista, Fradique Coutinho, Faria Lima, Pinheiros, Butantã, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Inicialmente, o contrato previa a conclusão do projeto em 2014, porém, a terceira e última fase, com a inauguração da estação Vila Sônia, ocorreu apenas em 2021 <ref name=":7"> SANTIAGO, Tatiana. '''Estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela, é inaugurada com 7 anos de atraso.''' G1, 2021. Disponível em: <https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/12/17/estacao-vila-sonia-da-linha-4-amarela-e-inaugurada.ghtml>. Acesso em: 3 abr. 2025 </ref>.


Embora tenha sido criada em 2006, a ViaQuatro iniciou a operação da Linha 4 - Amarela apenas em 2010, com a inauguração das estações Faria Lima e Paulista. Posteriormente, foram abertas as estações Pinheiros e Butantã, ampliando o atendimento aos passageiros. A primeira fase da linha foi concluída em outubro de 2011, quando as estações República e Luz passaram a operar plenamente, marcando o cumprimento da etapa inicial do contrato firmado com o Governo do Estado de São Paulo. <ref name=":6"> SÃO PAULO. '''Linha 4 - Amarela.''' São Paulo, [s.d.]. Disponível em: <https://www.parcerias.sp.gov.br/parcerias/projetos/detalhes/123>. Acesso em: 17 de mar. de 2025 </ref>.


Faz-se importante mencionar que a previsão de conclusão, sobretudo, das estações da Fase I estavam previstas para 2008. Esse atraso é explicável devido a um acidente ocorrido na estação Pinheiros em 2007, o que postergou a entrega da primeira fase em 3 anos <ref name=":7"> OLIVEIRA, André. '''Os atrasos e contradições da Linha 4-Amarela, primeira PPP do metrô.''' El País, 2017. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/30/politica/1485802821_227320.html>. Acesso em: 10 de mar. de 2025 </ref>.
== Estrutura organizacional ==


De acordo com o contrato firmado entre a concessionária e o Governo do Estado de São Paulo, a ViaQuatro ficou responsável pela operação da linha – incluindo o fornecimento de trens e a gestão da logística –, enquanto o poder público assumiu a construção das estações, túneis, trilhos e toda a infraestrutura necessária. O projeto foi estruturado em três fases de implantação (Figura 4) e, como mencionado anteriormente, a Fase I sofreu um atraso de três anos devido a um acidente. Além disso, outros atrasos e até mesmo um rompimento de contrato ocorreram posteriormente, como em 2015, durante a Fase II de implantação, quando o Governo do Estado de São Paulo alegou que o consórcio responsável pela construção da infraestrutura ferroviária, o [[Consórcio Corsán-Corviam]] havia descumprido certos termos contratuais. As obras só foram retomadas em julho de 2016, após a assinatura de um novo contrato com o [[Consórcio TC-Linha 4]] <ref name=":7" /> <ref name=":8"> CARVALHO, Cleide. '''Governo de SP rescinde contrato de consórcio responsável por obras da Linha 4 do Metrô.''' O Globo, 2015. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/politica/governo-de-sp-rescinde-contrato-de-consorcio-responsavel-por-obras-da-linha-4-do-metro-17017652>. Acesso em: 3 abr. 2025 </ref>.
Por mais que a ViaQuatro seja de propriedade do Grupo CCR, a concessionária, atualmente, conta também com a participação de outros grupos de acionistas que detém certas parcelas das ações representativas do seu capital social. São eles: o próprio [[Grupo CCR]] (com 75% de participação), [[RuasInvest Participações]] (15%) e [[Mitsui & CO. Ltda.]] (10%) <ref name=":8"> VALOR ECONÔMICO. '''CCR faz acordo para adquirir fatia de 15% da Odebrecht na ViaQuatro.''' Disponível em: <https://valor.globo.com/empresas/noticia/2017/03/09/ccr-faz-acordo-para-adquirir-fatia-de-15-da-odebrecht-na-viaquatro.ghtml>. Acesso em: 1 abr. 2025 </ref>.


Anteriormente, a estrutura acionária da ViaQuatro contava com um quarto acionista, a [[Odebrecht Transport Participações]] (OTTP), pertencente a holding [[Novonor]] - antiga organização Odebrecht -, que possuía cerca de 15% de participação da concessionária. Todavia, em 2017, o Grupo CCR adquiriu a totalidade das participações da OTTP pelo valor de R$ 171,1 milhões <ref name=":5" />.


[[Arquivo:Fases de implantação da Linha 4 - Amarela do Metrô de São Paulo.jpg|nenhum|miniaturadaimagem|447x447px]]
<small> '''Figura 4:''' Fases de implantação da Linha 4 - Amarela do Metrô de São Paulo </small> <ref name=":6" />.


[ Grupo CCR ]  [ RUASINVEST Participações ]  [ Mitsui & Co. ]
      │                      │                        │
      └──────────────────────┼────────────────────────┘
                              │
                              ▼
                        [ ViaQuatro]


Esses e outros fatores resultaram em um atraso total de aproximadamente sete anos na entrega e operação das 11 estações da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo (Figura 5): Luz, República, Higienópolis-Mackenzie, Paulista, Fradique Coutinho, Faria Lima, Pinheiros, Butantã, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Inicialmente, o contrato previa a conclusão do projeto em 2014, porém, a terceira e última fase, com a inauguração da estação Vila Sônia, ocorreu apenas em 2021 <ref name=":9"> SANTIAGO, Tatiana. '''Estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela, é inaugurada com 7 anos de atraso.''' G1, 2021. Disponível em: <https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/12/17/estacao-vila-sonia-da-linha-4-amarela-e-inaugurada.ghtml>. Acesso em: 3 abr. 2025 </ref>.


== Participações em consórcios e PPPs e operações ==


[[Arquivo:Mapa do Sistema Metroviário de São Paulo.jpg|nenhum|miniaturadaimagem|564x564px]]
* Concessão da Linha 4 - Amarela do metrô de São Paulo (ver [[Parcerias-Público Privadas e a concessão da linha 4 do metrô de São Paulo]]).
<small> '''Figura 5:''' Mapa do Sistema Metroviário de São Paulo </small> <ref name=":10"> SANTOS, Eliezer. '''Mapa do Metrô de São Paulo em escala.''' Wikipédia, 2018. Disponível em: <https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Mapa_do_Metrô_de_São_Paulo_em_escala.png>. Acesso em: 11 mar. 2025 </ref>.




== REFERÊNCIAS ==
= Referências =
<references />
<references />




[[Categoria:Operadoras privadas subsidiárias]]
[[Categoria:Operadoras privadas subsidiárias]]

Edição atual tal como às 16h49min de 9 de maio de 2025

Ficha de Cadastro de Empresa - Infraestrutura de Transporte
Campo Informação a ser preenchida
Nome da empresa (razão social) Concessionária da Linha 4 do Metrô de São Paulo S.A.
Nome comercial (nome fantasia) ViaQuatro
CNPJ 07.682.638/0001-07
Categoria Subsidiária
Natureza jurídica Sociedade Anônima fechada
Origem do capital Capital privado
Segmento de listagem na B3 Não listada
Composição acionária atual Grupo CCR (75%), RUASINVEST Participações (15%) e Mitsui & Co. (10%)
Linha do tempo da composição acionária
Modal de atuação Transporte metroviário
Abrangência geográfica Municipal
Site da empresa https://mobilidade.grupoccr.com.br/viaquatro/


Visão geral

A ViaQuatro é uma das concessionárias pertencentes ao Grupo CCR que atuam no âmbito da mobilidade urbana no Brasil. Sua criação ocorreu em novembro de 2006, após o grupo liderado pela CCR vencer a concessão da Linha 4 - Amarela do Metrô de São Paulo, firmando com o Governo do Estado de São Paulo o primeiro contrato de Parceria Público-Privada (PPP) do Brasil. O contrato concedeu à ViaQuatro o direito de explorar os serviços de transporte de passageiros da linha por um período de 30 anos, com término previsto para 2036. Desde então, a concessionária tem sido responsável pela operação e manutenção da Linha 4 - Amarela [1] [2].

De acordo com a própria ViaQuatro, até o fim do prazo do contrato, serão investidos mais de US$ 2 bilhões na aquisição, atualização e manutenção de novos trens, equipamentos e sistemas. Entre esses avanços, destaca-se a implementação do sistema CBTC (Controle de Trens Baseado em Comunicação via ondas de rádio) Driverless (sem condutor), que permite a operação dos trens à distância. O controle é realizado diretamente do Centro de Controle Operacional (CCO), onde toda a operação metroferroviária é supervisionada por meio de painéis. Do CCO, é possível monitorar toda a extensão da linha, incluindo o interior dos trens, as estações e o pátio de manutenção e estacionamento. Além disso, os trens da Linha 4 - Amarela são controlados remotamente (Driverless), com envio de dados em tempo real sobre consumo de energia, funcionamento dos sistemas de freios e tração, além do controle do ar-condicionado dos carros [2] [3].

Além do CBTC Driverless, a linha conta, também, com inovações diversas, tais como divisórias e portas de plataforma para evitar o acesso direto dos usuários aos trilhos, monitores informativos com cronômetros, para informar a previsão de chegada dos trens, e a lotação de determinados vagões através de um sistema de pesagem, entre outras tecnologias [2].

Embora tenha sido criada em 2006, a ViaQuatro iniciou a operação da Linha 4 - Amarela apenas em 2010, com a inauguração das estações Faria Lima e Paulista. Posteriormente, foram abertas as estações Pinheiros e Butantã, ampliando o atendimento aos passageiros. A primeira fase da linha foi concluída em outubro de 2011, quando as estações República e Luz passaram a operar plenamente, marcando o cumprimento da etapa inicial do contrato firmado com o Governo do Estado de São Paulo [4].

Faz-se importante mencionar que a previsão de conclusão, sobretudo, das estações da Fase I estavam previstas para 2008. Esse atraso é explicável devido a um acidente ocorrido na estação Pinheiros em 2007, o que postergou a entrega da primeira fase em 3 anos [5].

De acordo com o contrato firmado entre a concessionária e o Governo do Estado de São Paulo, a ViaQuatro ficou responsável pela operação da linha – incluindo o fornecimento de trens e a gestão da logística –, enquanto o poder público assumiu a construção das estações, túneis, trilhos e toda a infraestrutura necessária. O projeto foi estruturado em três fases de implantação e, como mencionado anteriormente, a Fase I sofreu um atraso de três anos devido a um acidente. Além disso, outros atrasos e até mesmo um rompimento de contrato ocorreram posteriormente, como em 2015, durante a Fase II de implantação, quando o Governo do Estado de São Paulo alegou que o consórcio responsável pela construção da infraestrutura ferroviária, o consórcio Corsán-Corviam, havia descumprido certos termos contratuais. As obras só foram retomadas em julho de 2016, após a assinatura de um novo contrato com o consórcio TC-Linha 4 [5] [6].

Esses e outros fatores resultaram em um atraso total de aproximadamente sete anos na entrega e operação plena das 11 estações da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo: Luz, República, Higienópolis-Mackenzie, Paulista, Fradique Coutinho, Faria Lima, Pinheiros, Butantã, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia. Inicialmente, o contrato previa a conclusão do projeto em 2014, porém, a terceira e última fase, com a inauguração da estação Vila Sônia, ocorreu apenas em 2021 [7].


Estrutura organizacional

Por mais que a ViaQuatro seja de propriedade do Grupo CCR, a concessionária, atualmente, conta também com a participação de outros grupos de acionistas que detém certas parcelas das ações representativas do seu capital social. São eles: o próprio Grupo CCR (com 75% de participação), RuasInvest Participações (15%) e Mitsui & CO. Ltda. (10%) [8].

Anteriormente, a estrutura acionária da ViaQuatro contava com um quarto acionista, a Odebrecht Transport Participações (OTTP), pertencente a holding Novonor - antiga organização Odebrecht -, que possuía cerca de 15% de participação da concessionária. Todavia, em 2017, o Grupo CCR adquiriu a totalidade das participações da OTTP pelo valor de R$ 171,1 milhões [5].


[ Grupo CCR ]   [ RUASINVEST Participações ]   [ Mitsui & Co. ] 
      │                      │                        │
      └──────────────────────┼────────────────────────┘
                             │
                             ▼
                       [ ViaQuatro]


Participações em consórcios e PPPs e operações


Referências

  1. VIAQUATRO. Sobre a concessão. Disponível em: <https://mobilidade.grupoccr.com.br/viaquatro/sobre/>. Acesso em: 1 abr. 2025
  2. 2,0 2,1 2,2 VIAQUATRO. ViaQuatro: inovação e conforto na Linha 4-Amarela. Disponível em: <https://www.viaquatro.com.br/Media/Press/PressRoom/fdca86951f084165ae944675a46d6fb7_03-05-2018-press-kit.pdf>. Acesso em: 10 de mar. de 2025
  3. SUZUKI, Leonardo. Linha mais moderna do metrô de São Paulo é operada pela iniciativa privada. Gazeta do Povo, 2017. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/gpbc/ccr-rodonorte/linha-mais-moderna-do-metro-de-sao-paulo-e-operada-pela-iniciativa-privada-0tb504p8s1wjre8iytww8lyb4/>. Acesso em: 3 abr. 2025
  4. SÃO PAULO. Linha 4 - Amarela. Disponível em: <https://www.parcerias.sp.gov.br/parcerias/projetos/detalhes/123>. Acesso em: 17 de mar. de 2025
  5. 5,0 5,1 5,2 OLIVEIRA, André. Os atrasos e contradições da Linha 4-Amarela, primeira PPP do metrô. El País, 2017. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/30/politica/1485802821_227320.html>. Acesso em: 10 de mar. de 2025
  6. CARVALHO, Cleide. Governo de SP rescinde contrato de consórcio responsável por obras da Linha 4 do Metrô. O Globo, 2015. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/politica/governo-de-sp-rescinde-contrato-de-consorcio-responsavel-por-obras-da-linha-4-do-metro-17017652>. Acesso em: 3 abr. 2025
  7. SANTIAGO, Tatiana. Estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela, é inaugurada com 7 anos de atraso. G1, 2021. Disponível em: <https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/12/17/estacao-vila-sonia-da-linha-4-amarela-e-inaugurada.ghtml>. Acesso em: 3 abr. 2025
  8. VALOR ECONÔMICO. CCR faz acordo para adquirir fatia de 15% da Odebrecht na ViaQuatro. Disponível em: <https://valor.globo.com/empresas/noticia/2017/03/09/ccr-faz-acordo-para-adquirir-fatia-de-15-da-odebrecht-na-viaquatro.ghtml>. Acesso em: 1 abr. 2025