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De Urb608
Revisão de 21h12min de 2 de julho de 2026 por Urb608 (discussão | contribs)
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  1. Da cidade parcelada à cidade programada
  1. A rua deixa de ser o elemento estruturador
  1. Programação espacial tridimensional
  1. Matriz 1 — Estrutura Conceitual da Disciplina: Articulação dos principais elementos e propostas de projeto para uma cidade pós-carro.
  2. A Matriz 1 organiza o projeto urbano em torno de oito categorias que se cruzam, e cada uma das cinco propostas do território da Serra do Curral pode ser lida como uma resposta particular a esse cruzamento. A rede é trabalhada pela Rede Metropolitana, que articula trens, monotrilhos e teleféricos entre Belo Horizonte, Nova Lima, Raposos e Sabará a partir do modelo Nó-Lugar, e prolongada pelo Ecoturismo e Permanência Social, que propõem teleféricos como circulação aérea em áreas de topografia difícil. A centralidade estrutura Novas Centralidades, que converte a antiga Mina de Águas Claras em bairro-parque de uso misto, e reaparece nas estações-programa da Rede Metropolitana e nas estações-comunidade de Permanência Social. Tipologia e morfologia acompanham o relevo em Novas Centralidades e Permanência Social, enquanto o programa social é a categoria dominante desta última, que busca garantir a permanência das comunidades por meio de corredores ambientais e novas tipologias habitacionais. Infraestrutura e paisagem se cruzam no Corredor Ecológico, que conecta unidades de conservação da Serra do Curral por ecodutos e parques lineares, reforçado pela infraestrutura verde-azul da Rede Metropolitana. O resultado é um modelo urbano policêntrico, em que rede, paisagem, programa e infraestrutura são decididos em conjunto, substituindo o zoneamento funcional tradicional.
    Perspectiva integrada das propostas para a cidade pós-carro
  1. Matriz 2 — Paradigmas de Organização da Cidade: Comparativo da cidade rodoviarista e da cidade pós-carro, destacando suas diferentes lógicas de organização urbana e habitacional.
  2. A Matriz 2 contrapõe dois paradigmas urbanos fundamentais. Enquanto a cidade rodoviarista utiliza a rua e o lote como elementos estruturadores, propostas como a Rede Metropolitana e a Permanência Social transferem esse papel para a infraestrutura coletiva, utilizando trens, monotrilhos e teleféricos. Nesse novo cenário, o sistema de mobilidade, e não o lote isolado, torna-se a unidade básica de organização do território. Seguindo essa mesma lógica, o eixo de Novas Centralidades inverte a regra tradicional onde o parcelamento precede a arquitetura: o programa, de uso misto, habitação e comércio, é definido antes da forma construída, nascendo da sobreposição direta entre a infraestrutura ambiental e o sistema de transporte. Paralelamente, a dependência automotiva e o zoneamento funcional, marcas do modelo rodoviarista, dão lugar à mobilidade estruturadora e à programação espacial integrada. Essa transição atinge seu ápice em Permanência Social, cuja prioridade é a sobreposição do programa social à forma. Por fim, a expansão dispersa e o verde residual são substituídos pela ocupação concentrada e pela paisagem organizadora. O Corredor Ecológico trata a Serra do Curral como um ecossistema contínuo, enquanto a Rede Metropolitana incorpora a infraestrutura verde-azul diretamente às estações. Assim, o modelo de cidade pós-carro tem como elemento-chave do projeto urbanístico a eliminação da lógica dos espaços residuais, por meio da priorização conjunta de paisagem e ocupação.
    Novos paradigmas de habitação
  1. Cidade Parcelada X Cidade Programada
    Matriz 3 — Da Cidade Parcelada à Cidade Programada:
  2. Diagramas para a Síntese Conceitual