Infraestrutura Verde e Ordenamento Territorial: mudanças entre as edições
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Edição das 14h54min de 23 de junho de 2026
Autor: Davi Nunes
A proposta estabelece a cobertura vegetal como elemento estruturante do ordenamento territorial, articulando a preservação ambiental com a valorização imobiliária e o desenvolvimento urbano. Nessa perspectiva, as áreas verdes deixam de representar apenas restrições à ocupação do solo e passam a ser compreendidas como ativos de capital natural, capazes de gerar benefícios econômicos, ambientais e sociais por meio da oferta de serviços ecossistêmicos e da qualificação da paisagem.
Como instrumento de planejamento, propõe-se a implantação de Cinturões de Amortecimento Produtivo (CAP) ao redor da malha urbana. Esses espaços atuam na contenção do espraiamento urbano, incentivam o adensamento qualificado e contribuem para a preservação das características ambientais que sustentam a atratividade e a qualidade de vida da região. Além disso, a estratégia favorece o uso mais eficiente da infraestrutura urbana existente e reduz pressões sobre áreas ambientalmente sensíveis.
Nas áreas de relevo acidentado, a vegetação assume o papel de infraestrutura verde essencial para a mitigação de riscos geológicos e hidrológicos. A manutenção da mata nativa contribui para a estabilização de encostas, o controle do escoamento superficial e a redução de processos erosivos e inundações. Dessa forma, a proposta promove maior segurança ambiental e urbana, reduzindo custos associados a obras de contenção e aumentando a resiliência territorial frente aos processos de ocupação e transformação da paisagem.
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