Rede Metropolitana: mudanças entre as edições
Sem resumo de edição |
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| Linha 55: | Linha 55: | ||
A partir disso foi gerado a proposta de Programa de Mobilidade para as estações: | A partir disso foi gerado a proposta de Programa de Mobilidade para as estações: | ||
= Tabela-síntese do Programa Básico Obrigatório da Estação Intermodal = | = Tabela-síntese do Programa Básico Obrigatório da Estação Intermodal = | ||
{| class="wikitable | {| class="wikitable" | ||
! | ! Eixo programático | ||
! | ! Elementos estruturantes | ||
! | ! Observações | ||
|- | |- | ||
| '''1. Área Pública e Acessos''' | | '''1. Área Pública e Acessos''' | ||
| | | | ||
| Linha 71: | Linha 70: | ||
* Espelhos d'água e jardins de chuva | * Espelhos d'água e jardins de chuva | ||
* Espaços para eventos | * Espaços para eventos | ||
* Áreas de retenção e acomodação de público (cenários de normalidade e anormalidade) | |||
'''Acessos Principais:''' | '''Acessos Principais:''' | ||
| Linha 80: | Linha 80: | ||
* Área de embarque e desembarque (kiss and ride) | * Área de embarque e desembarque (kiss and ride) | ||
* Área para aplicativos e táxis | * Área para aplicativos e táxis | ||
* Estruturas para receber e orientar o fluxo do público | |||
'''Mobilidade Ativa:''' | '''Mobilidade Ativa:''' | ||
| Linha 87: | Linha 88: | ||
* Vestiários para ciclistas | * Vestiários para ciclistas | ||
* Oficina rápida de bicicletas | * Oficina rápida de bicicletas | ||
| | | Deve funcionar como espaço público de chegada, distribuição, permanência e integração urbana. | ||
|- | |||
| '''2. Átrio Principal''' | |||
| | |||
'''Recepção e Informação''' | |||
* Hall principal (Área Não Paga) | |||
* Painéis eletrônicos | |||
* Centro de informações | |||
* Totens digitais | |||
* Estruturas para condução de fluxo e orientação | |||
'''Bilhetagem e Controle de Acesso''' | |||
* Bilheterias | |||
* Máquinas de autoatendimento | |||
* Área de filas | |||
* Linha de bloqueios / Validação de bilhetes (fronteira entre Área Não Paga e Área Paga) | |||
'''Permanência''' | |||
* Espaços de espera | |||
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'''Dimensionamento sugerido:''' | |||
* Átrio principal: 500 a 800 m² | |||
* 15 bloqueios convencionais | |||
* 3 bloqueios acessíveis | |||
* 8 máquinas de autoatendimento | |||
* 4 bilheterias | |||
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| '''3. Integração Modal''' | |||
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'''Setor Metrô''' | |||
* Plataformas centrais | |||
* Salas técnicas | |||
* Sala de operação | |||
'''Setor Trem Metropolitano''' | |||
* Plataformas laterais | |||
* Área de espera | |||
* Salas operacionais | |||
'''Setor Monotrilho''' | |||
* Plataformas elevadas | |||
* Controle operacional | |||
'''Integração''' | |||
* Corredores de transferência | |||
* Zonas de organização e distribuição contínua de fluxos modais | |||
* Escadas rolantes | |||
* Elevadores panorâmicos | |||
* Passarelas cobertas | |||
| | |||
Deve garantir integração rápida, acessível e protegida entre os modais. | |||
|- | |||
| '''4. Plataformas''' | |||
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'''Metrô''' | |||
* 2 plataformas | |||
* Portas de plataforma (PSD) | |||
'''Trem Metropolitano''' | |||
* 2 plataformas | |||
* Possibilidade de expansão futura | |||
'''Monotrilho''' | |||
* 2 plataformas elevadas | |||
'''Elementos Comuns''' | |||
* Áreas de espera | |||
* Zonas de separação de fluxos (embarque x desembarque) | |||
* Sinalização | |||
* Bancos | |||
* Piso tátil | |||
* Proteção climática | |||
* Faixa de segurança | |||
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Dimensionamento conforme capacidade operacional de cada modal. | |||
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| '''5. Apoio ao Usuário''' | |||
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'''Saúde''' | |||
* Sala de primeiros socorros | |||
* Ambulatório básico | |||
'''Sanitários (Setorizados na Área Não Paga e Área Paga)''' | |||
* Masculino | |||
* Feminino | |||
* Familiar | |||
* PCD | |||
'''Apoio ao Usuário''' | |||
* Fraldário | |||
* Sala de amamentação | |||
* Guarda-volumes | |||
* Achados e perdidos | |||
| | |||
Distribuídos em áreas de fácil acesso e alta visibilidade. | |||
|- | |||
| '''6. Administração e Operação''' | |||
| | |||
'''Operação''' | |||
* Centro de Controle Operacional (CCO) | |||
* Sala de monitoramento | |||
* Sala de segurança | |||
* Sala de despachantes | |||
'''Administração''' | |||
* Escritórios | |||
* Salas de reunião | |||
* Arquivo | |||
'''Funcionários''' | |||
* Copa | |||
* Refeitório | |||
* Vestiários | |||
* Área de descanso | |||
* Setores de apoio logístico/limpeza | |||
| | |||
Acesso restrito e independente das áreas públicas. | |||
|- | |||
| '''7. Áreas Técnicas''' | |||
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'''Instalações Técnicas''' | |||
* Subestação elétrica | |||
* Sala de baterias | |||
* Sala de TI | |||
* Sala de telecomunicações | |||
'''Infraestrutura Predial''' | |||
* Geradores | |||
* Reservatórios | |||
* Casa de bombas | |||
* Central de resíduos | |||
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Dimensionamento conforme demanda operacional da estação. | |||
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| '''8. Equipamentos Comerciais''' | |||
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'''Alimentação''' | |||
* Praça de alimentação | |||
* Cafeterias | |||
'''Comércio''' | |||
* Mercado urbano | |||
* Farmácia | |||
* Livraria | |||
* Lojas de conveniência | |||
| | |||
Podem operar independentemente do horário dos transportes. | |||
|- | |||
| '''9. Equipamentos de Serviços''' | |||
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'''Serviços Financeiros e Postais''' | |||
* Agência bancária | |||
* Correios | |||
'''Trabalho e Estudo''' | |||
* Coworking | |||
* Espaços de estudo | |||
| | |||
Devem reforçar o caráter multifuncional da estação e sua função como centralidade urbana. | |||
|} | |||
= Tabela-síntese do Programa Básico Obrigatório da Estação Intermodal = | |||
{| class="wikitable" style="width: 100%;" | |||
! width="20%" | Eixo programático | |||
! width="45%" | Elementos estruturantes | |||
! width="35%" | Observações e Intencionalidade da Ambiência | |||
|- valign="top" | |||
| '''1. Área Pública e Acessos''' | |||
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'''Praça de Acesso Metropolitana:''' | |||
* Praça cívica de integração | |||
* Áreas de permanência | |||
* Mobiliário urbano | |||
* Espaços pluripotentes | |||
'''Acessos Principais:''' | |||
* Acessos múltiplos | |||
* Acesso para ciclistas | |||
* Área de embarque e desembarque | |||
* Área para aplicativos e táxis | |||
'''Mobilidade Ativa:''' | |||
* Bicicletário coberto | |||
* Bicicletário de longa permanência | |||
* Estação de bicicletas compartilhadas | |||
* Espaço de apoio | |||
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'''Intencionalidade do Espaço:''' | |||
Atua como um autêntico '''palco cívico de acolhimento'''. Em vez de uma área árida de passagem, a espacialidade é desenhada para convidar à permanência e diluir as barreiras entre a cidade e a estação. | |||
A articulação de elementos paisagísticos em diferentes estratos, cria microclimas confortáveis que mitigam o calor e absorvem a água localmente, compondo uma '''ambiência de frescor'''. | |||
Ao priorizar percursos cicloviários e de pedestres de forma franca e nivelada, o espaço consolida a '''escala humana''' logo na chegada. | |||
|- valign="top" | |- valign="top" | ||
| Linha 114: | Linha 319: | ||
* 4 bilheterias | * 4 bilheterias | ||
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'''Intencionalidade do Espaço:''' | |||
Funciona como a grande bússola orientadora do complexo. A sua ambiência é projetada para proporcionar uma '''transição fluida''' entre o ritmo vibrante da rua e a logística do embarque. | |||
A articulação espacial — com pé-direito generoso, iluminação ampla e ausência de barreiras visuais — garante total '''legibilidade do espaço'''. Isso minimiza atritos e estresse nos fluxos de multidões, tornando o ato de comprar bilhetes e acessar os bloqueios uma experiência intuitiva e livre de estrangulamentos. | |||
|- valign="top" | |- valign="top" | ||
| Linha 136: | Linha 345: | ||
* Corredores de transferência | * Corredores de transferência | ||
* Escadas rolantes | * Escadas rolantes | ||
* Elevadores | * Elevadores | ||
* Passarelas cobertas | * Passarelas cobertas | ||
| | | | ||
'''Intencionalidade do Espaço:''' | |||
É o coração logístico que costura as diferenças de escala da metrópole. A ambiência deve transmitir a sensação de um percurso contínuo, protegido e integrado. | |||
A articulação entre elevadores, passarelas e corredores deve permitir conexões rápidas e curtas entre as linhas de alta capacidade e os modais menores que vencem as encostas, transformando a baldeação em um '''passeio visualmente estimulante''' e confortável, sem a sensação de estar em um labirinto confinado. | |||
|- valign="top" | |- valign="top" | ||
| Linha 163: | Linha 376: | ||
* Faixa de segurança | * Faixa de segurança | ||
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'''Intencionalidade do Espaço:''' | |||
As plataformas devem ser projetadas visando '''segurança, amplitude e conforto climático'''. | |||
Sua espacialidade é dimensionada não apenas para a movimentação atual, mas de forma generosa para absorver os futuros adensamentos da vizinhança. O posicionamento do mobiliário, o piso tátil e o contato visual desimpedido com as vias evitam pontos cegos, garantindo uma espera agradável e serena antes do embarque. | |||
|- valign="top" | |- valign="top" | ||
| Linha 184: | Linha 401: | ||
* Achados e perdidos | * Achados e perdidos | ||
| | | | ||
'''Intencionalidade do Espaço:''' | |||
Estabelece uma atmosfera de '''amparo e dignidade'''. A alocação desses equipamentos deve ocorrer em pontos de alta visibilidade e fácil intercepção nos trajetos naturais. | |||
A articulação de fraldários, sanitários e salas de saúde reforça a estação como um ambiente cívico e acolhedor, cujo design universal se adapta ativamente para suportar as necessidades de famílias, idosos e pessoas com deficiência. | |||
|- valign="top" | |- valign="top" | ||
| Linha 206: | Linha 427: | ||
* Área de descanso | * Área de descanso | ||
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'''Intencionalidade do Espaço:''' | |||
Atua como o '''sistema nervoso central''' do complexo. A articulação destas áreas ocorre de forma independente, sem cruzar diretamente o fluxo do público geral. | |||
Sua ambiência interna foca no conforto e no foco da equipe, enquanto a sua inserção estratégica no projeto garante que a vigilância e o monitoramento operem perfeitamente nos bastidores, irradiando para a área pública uma constante sensação de organização e segurança. | |||
|- valign="top" | |- valign="top" | ||
| Linha 223: | Linha 448: | ||
* Central de resíduos | * Central de resíduos | ||
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'''Intencionalidade do Espaço:''' | |||
Representa o '''metabolismo da edificação'''. São ambientes de articulação estrita e técnica, desenhados para não interferir na experiência sensorial do passageiro. | |||
De forma silenciosa, estas infraestruturas dão o suporte necessário para que a estação respire e opere de forma resiliente, acomodando desde os sistemas responsáveis pelo manejo ecológico da água das chuvas até a eficiência energética do complexo intermodal. | |||
|- valign="top" | |- valign="top" | ||
| Linha 238: | Linha 467: | ||
* Lojas de conveniência | * Lojas de conveniência | ||
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'''Intencionalidade do Espaço:''' | |||
É a principal âncora de '''vitalidade e dinamismo'''. A articulação espacial foca na permeabilidade: ao posicionar cafés e lojas com vitrines amplas diretamente para os fluxos e praças, o limite entre a estação e a calçada se dissolve. | |||
Essa ambiência vibrante convida a cidade a consumir o espaço independentemente do transporte. A presença contínua de pessoas gera vigilância natural e luminosidade, tornando os arredores ativos e seguros do dia até a noite. | |||
|- valign="top" | |- valign="top" | ||
| Linha 251: | Linha 484: | ||
* Espaços de estudo | * Espaços de estudo | ||
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'''Intencionalidade do Espaço:''' | |||
Transforma a estação em um autêntico '''polo de destino''', capaz de resolver o cotidiano das pessoas no mesmo local. | |||
A disposição de áreas de estudo e coworking aliada aos serviços postais cria bolsões de calmaria e concentração em contraste com a velocidade do transporte. Essa articulação atrai um público diverso, instigando a formação de uma vizinhança autônoma que utiliza o complexo como uma verdadeira extensão do seu local de moradia e trabalho. | |||
|} | |} | ||
==Programa Especifico das Estações de Monotrilho na Serra do Curral == | ==Programa Especifico das Estações de Monotrilho na Serra do Curral == | ||
Edição das 04h17min de 23 de junho de 2026
Rede Metropolitana Pós-Carro e Mobilidade sobre Trilhos
Conceito do Plano
A proposta fundamenta-se nos princípios do Desenvolvimento Orientado ao Transporte Sustentável (DOTS), estratégia que visa integrar o planejamento urbano ao de transportes para mitigar a dependência do automóvel particular (Cervero, 1998; EMBARQ Brasil, 2015). O objetivo central é promover a transição de um território fragmentado e disperso, rompendo com o atual modelo urbano "3D" (cidades distantes, dispersas e desconectadas), para a lógica de uma "cidade pós-carro", estruturando um arranjo metropolitano que seja essencialmente "3C": compacto, conectado e coordenado (IDB, 2021). Essa abordagem reconhece que a rua é um espaço social e um recurso público contínuo, devendo priorizar a escala humana, a diversidade de usos e a mobilidade coletiva (Jacobs, 1961; Gehl, 2010).
O eixo estruturante da intervenção baseia-se em prover condições equitativas de mobilidade em diferentes escalas. A nível regional, busca-se garantir a macroacessibilidade, compreendida como a facilidade de atravessar o espaço metropolitano e acessar grandes oportunidades descentralizadas (Vasconcellos, 2001; Kneib e Mello, 2017), conectando rapidamente Belo Horizonte, Nova Lima, Raposos e Sabará através de modais de média e alta capacidade (trens e expansão do metrô). Paralelamente, atua-se na mesoacessibilidade, que abrange a ligação funcional entre os bairros periféricos e as centralidades intermunicipais, utilizando sistemas alimentadores adaptáveis, como teleféricos e monotrilhos, para vencer barreiras topográficas e fundos de vale (Zegras, 2005; Mello e Kneib, 2017).
O epicentro dessa profunda integração territorial é a implantação de uma megaestação na tríplice fronteira municipal. Esta infraestrutura é concebida teoricamente sob o modelo "Nó-Lugar", que pressupõe o equilíbrio necessário entre a forte provisão de infraestrutura de uma rede de transporte e a demanda gerada pelo uso do solo adjacente (Bertolini, 1999; Andrade, 2015). Assim, a estação transcende a sua função física de baldeação e conexão ágil de longas distâncias (a função de Nó, como na ligação intermunicipal), passando a atuar simultaneamente como um polo de altíssima vitalidade, concentrando atividades, comércio, serviços e adensamento misto no seu entorno imediato (a função de Lugar).
Ao assumir esse duplo papel, a estação e a ferrovia consolidam-se como agentes urbanizadores ativos, funcionando como um verdadeiro "entre-lugar", um espaço de alteridade, de encontro de diferentes realidades que desconstroem hierarquias e superam o isolamento e a segregação impostos pelos limites geográficos e municipais (Serpa, 2007). Ao equilibrar a provisão de mobilidade de alta capacidade com o desenvolvimento local sustentável, o plano atrai vitalidade urbana "24x7", instiga novos padrões de apropriação do território e democratiza, efetivamente, o direito à cidade (Lefebvre, 1991; Serpa, 2007). ```
Delimitação da área do plano
O Setor 3 compreende áreas estratégicas para a implantação de uma rede de mobilidade metropolitana integrada entre Belo Horizonte, Nova Lima, Raposos e Sabará. A delimitação considera os principais eixos de conexão entre centralidades urbanas e áreas periféricas, incluindo corredores de transporte, fundos de vale e áreas próximas a infraestruturas ferroviárias existentes. Possibilitando assim a:
- Integração entre metrô, monotrilho, teleféricos e linhas férreas reativadas
- Criação de pontos de interseção multimodal e de uma nova centralidade regional próxima às fronteiras entre Belo Horizonte, Nova Lima, Raposos e Sabará.
Mapa [1]
Objetivos do plano
- Objetivo geral: A proposta busca ampliar a acessibilidade, reduzir os tempos de deslocamento e fortalecer as conexões entre áreas periféricas e polos metropolitanos, como o BH Shopping e os municípios vizinhos. Pretende-se expandir o direito à cidade por meio de uma rede de mobilidade integrada, capaz de diminuir a dependência exclusiva do automóvel e das rodovias, promovendo uma lógica urbana mais sustentável e conectada.
- O plano também propõe uma transição para uma cidade pós-carro, baseada em sistemas de transporte coletivo de média e alta capacidade, integrando metrôs, monotrilhos, teleféricos, trens e conexões intermodais. Além de melhorar a circulação metropolitana, a proposta busca qualificar a experiência cotidiana da população, ampliando o acesso a trabalho, educação, lazer e serviços urbanos, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida e para a modernização do sistema de transporte da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Diretrizes do Plano: Reestruturação Intermunicipal Pós-Carro
- Diretriz 1: Macroacessibilidade Estruturante nos Eixos fronteiriços ao Fundo de Vale. Estruturar corredores de transporte de média e alta capacidade (monotrilhos e trens) que respeitem a geomorfologia local, conectando o polo consolidado do BH Shopping às cidades vizinhas sem depender do sistema rodoviário saturado. A transformação do Anel Rodoviário em Anel Ferroviário e a inserção de uma linha de trem na base da Serra do Curral servirão como o tronco metropolitano principal de macroacessibilidadeda região, desviando o fluxo que hoje estrangula as rodovias de acesso a Nova Lima e Sabará.
- Diretriz 2: A Estação e a Ferrovia como Agentes Urbanizadores e "Nó-Lugar". Planejar e implementar todas as estações do sistema de mobilidade sob a perspectiva do modelo "Nó-Lugar". A infraestrutura ferroviária e a própria estação devem atuar ativamente como um agente urbanizador, induzindo o desenvolvimento econômico da região e instigando novos formatos e padrões de ocupação do solo antes não aproveitados [1, 2]. Cada estação deve transcender a função de ser apenas um ponto de acesso e baldeação na rede de transportes, assumindo também a identidade de uma área específica da cidade com concentração de infraestruturas, espaços abertos e dinâmica própria [3]. Toda estação deve ter a competência de equilibrar a oferta de transportes com a demanda gerada pelo uso do solo, conectando-se diretamente aos aspectos e condicionantes do território em questão. Dessa forma, as estações atuarão como minicentralidades em rede, recebendo adensamento misto e espaços públicos que dialoguem com a vizinhança, diluindo a fragmentação territorial sem se restringir a um único centro.
- Diretriz 3: Mesoacessibilidade Vertical para Vencer a Topografia. Dada a topografia acidentada do território, utilizar teleféricos e sistemas alimentadores de menor capacidade para realizar a "mesoacessibilidade" vertical. O objetivo é conectar as comunidades isoladas nas encostas (como áreas periféricas de Sabará e Nova Lima) diretamente às estações estruturantes localizadas nos fundos de vale, garantindo que bairros segregados pelo relevo tenham acesso rápido à rede ferroviária e de monotrilho.
- Diretriz 4: Microacessibilidade e os "5Ds" nos Polos Locais. Aplicar os princípios de Desenvolvimento Orientado ao Transporte (TOD) com base nos "5Ds" (Densidade, Diversidade, Desenho urbano, Destino acessível e Disponibilidade de transporte) no raio de caminhada (cerca de 500m) das estações propostas. As estações próximas ao Sport Club Olaria (Nova Lima), Supermercados BH (Raposos) e Vila Marzagão (Sabará) devem ter suas vias redesenhadas para a escala do pedestre, com fachadas ativas no nível térreo, mobiliário acessível e eliminação de barreiras físicas.
- Diretriz 5: Integração da Mobilidade à Infraestrutura Verde e Azul. Tratar a mobilidade em sinergia com os ecossistemas locais, especialmente o Rio das Velhas e a Serra do Curral. A infraestrutura de transporte deve incorporar soluções baseadas na natureza para mitigar ilhas de calor e inundações sazonais, transformando as áreas de mobilidade em corredores ecológicos contínuos.
Programa Básico Integrado das Estações na Serra do Curral
A proposta adota como principal referência os sistemas metropolitanos que utilizam a ferrovia como um indutor e elemento estruturador do território, transformando as estações em núcleos de desenvolvimento urbano sustentável e não apenas em pontos de embarque. Busca-se superar a visão da infraestrutura apenas como um ponto de acesso à rede, equilibrando-a com a criação de um ambiente de alta vitalidade, adensamento e diversidade de usos em seu entorno imediato. Essa abordagem atua como uma ferramenta para reverter a lógica de metrópoles dispersas e desconectadas, consolidando complexos urbanos compactos, conectados e coordenados.
Nesse contexto, o Programa Básico Integrado das Estações na Serra do Curral estabelece uma matriz programática destinada a orientar a implantação de uma rede articulada de estações ao longo do território. Estruturado a partir de uma estação-modelo, o programa define diretrizes espaciais, funcionais e urbanas que servem como referência para os demais equipamentos, permitindo adaptações às especificidades de cada contexto sem comprometer a unidade e a coerência do sistema.
A flexibilidade do modelo busca assegurar o atendimento simultâneo a diferentes escalas de mobilidade, contemplando tanto a macroacessibilidade, por meio da conexão eficiente entre centralidades metropolitanas, quanto a mesoacessibilidade, ao favorecer a integração com os bairros e os deslocamentos locais de caráter capilar. Complementarmente, as adaptações territoriais incorporam estratégias de infraestrutura verde e azul e outras soluções baseadas na natureza, contribuindo para a manutenção dos serviços ecossistêmicos, a qualificação da paisagem e a preservação dos atributos ambientais da Serra do Curral, reconhecida como um território de elevada relevância ecológica, cultural e paisagística.
Mais do que um conjunto de edificações de transporte, as estações são entendidas como infraestruturas cívicas e metropolitanas, capazes de promover mobilidade, permanência, integração territorial e qualificação do espaço urbano. Para isso, os projetos priorizam a escala humana, adotando percursos seguros para modais ativos e fachadas ativas no nível térreo, o que fomenta a diversidade e a vigilância natural . Ao transcenderem a função utilitária, esses equipamentos deixam de ser cenários monumentais de passagem para abrigarem práticas sociais cotidianas, democratizando o acesso às oportunidades e consolidando uma vivência urbana mais inclusiva e igualitária.
A partir disso foi gerado a proposta de Programa de Mobilidade para as estações:
Tabela-síntese do Programa Básico Obrigatório da Estação Intermodal
| Eixo programático | Elementos estruturantes | Observações |
|---|---|---|
| 1. Área Pública e Acessos |
Praça de Acesso Metropolitana:
Acessos Principais:
Mobilidade Ativa:
|
Deve funcionar como espaço público de chegada, distribuição, permanência e integração urbana. |
| 2. Átrio Principal |
Recepção e Informação
Bilhetagem e Controle de Acesso
Permanência
|
Dimensionamento sugerido:
|
| 3. Integração Modal |
Setor Metrô
Setor Trem Metropolitano
Setor Monotrilho
Integração
|
Deve garantir integração rápida, acessível e protegida entre os modais. |
| 4. Plataformas |
Metrô
Trem Metropolitano
Monotrilho
Elementos Comuns
|
Dimensionamento conforme capacidade operacional de cada modal. |
| 5. Apoio ao Usuário |
Saúde
Sanitários (Setorizados na Área Não Paga e Área Paga)
Apoio ao Usuário
|
Distribuídos em áreas de fácil acesso e alta visibilidade. |
| 6. Administração e Operação |
Operação
Administração
Funcionários
|
Acesso restrito e independente das áreas públicas. |
| 7. Áreas Técnicas |
Instalações Técnicas
Infraestrutura Predial
|
Dimensionamento conforme demanda operacional da estação. |
| 8. Equipamentos Comerciais |
Alimentação
Comércio
|
Podem operar independentemente do horário dos transportes. |
| 9. Equipamentos de Serviços |
Serviços Financeiros e Postais
Trabalho e Estudo
|
Devem reforçar o caráter multifuncional da estação e sua função como centralidade urbana. |
Tabela-síntese do Programa Básico Obrigatório da Estação Intermodal
| Eixo programático | Elementos estruturantes | Observações e Intencionalidade da Ambiência |
|---|---|---|
| 1. Área Pública e Acessos |
Praça de Acesso Metropolitana:
Acessos Principais:
Mobilidade Ativa:
|
Intencionalidade do Espaço: Atua como um autêntico palco cívico de acolhimento. Em vez de uma área árida de passagem, a espacialidade é desenhada para convidar à permanência e diluir as barreiras entre a cidade e a estação. A articulação de elementos paisagísticos em diferentes estratos, cria microclimas confortáveis que mitigam o calor e absorvem a água localmente, compondo uma ambiência de frescor. Ao priorizar percursos cicloviários e de pedestres de forma franca e nivelada, o espaço consolida a escala humana logo na chegada. |
| 2. Átrio Principal |
Recepção e Informação
Bilhetagem e Controle de Acesso
Permanência
Dimensionamento sugerido:
|
Intencionalidade do Espaço: Funciona como a grande bússola orientadora do complexo. A sua ambiência é projetada para proporcionar uma transição fluida entre o ritmo vibrante da rua e a logística do embarque. A articulação espacial — com pé-direito generoso, iluminação ampla e ausência de barreiras visuais — garante total legibilidade do espaço. Isso minimiza atritos e estresse nos fluxos de multidões, tornando o ato de comprar bilhetes e acessar os bloqueios uma experiência intuitiva e livre de estrangulamentos. |
| 3. Integração Modal |
Setor Metrô
Setor Trem Metropolitano
Setor Monotrilho
Integração
|
Intencionalidade do Espaço: É o coração logístico que costura as diferenças de escala da metrópole. A ambiência deve transmitir a sensação de um percurso contínuo, protegido e integrado. A articulação entre elevadores, passarelas e corredores deve permitir conexões rápidas e curtas entre as linhas de alta capacidade e os modais menores que vencem as encostas, transformando a baldeação em um passeio visualmente estimulante e confortável, sem a sensação de estar em um labirinto confinado. |
| 4. Plataformas |
Metrô
Trem Metropolitano
Monotrilho
Elementos Comuns
|
Intencionalidade do Espaço: As plataformas devem ser projetadas visando segurança, amplitude e conforto climático. Sua espacialidade é dimensionada não apenas para a movimentação atual, mas de forma generosa para absorver os futuros adensamentos da vizinhança. O posicionamento do mobiliário, o piso tátil e o contato visual desimpedido com as vias evitam pontos cegos, garantindo uma espera agradável e serena antes do embarque. |
| 5. Apoio ao Usuário |
Saúde
Sanitários
Apoio ao Usuário
|
Intencionalidade do Espaço: Estabelece uma atmosfera de amparo e dignidade. A alocação desses equipamentos deve ocorrer em pontos de alta visibilidade e fácil intercepção nos trajetos naturais. A articulação de fraldários, sanitários e salas de saúde reforça a estação como um ambiente cívico e acolhedor, cujo design universal se adapta ativamente para suportar as necessidades de famílias, idosos e pessoas com deficiência. |
| 6. Administração e Operação |
Operação
Administração
Funcionários
|
Intencionalidade do Espaço: Atua como o sistema nervoso central do complexo. A articulação destas áreas ocorre de forma independente, sem cruzar diretamente o fluxo do público geral. Sua ambiência interna foca no conforto e no foco da equipe, enquanto a sua inserção estratégica no projeto garante que a vigilância e o monitoramento operem perfeitamente nos bastidores, irradiando para a área pública uma constante sensação de organização e segurança. |
| 7. Áreas Técnicas |
Instalações Técnicas
Infraestrutura Predial
|
Intencionalidade do Espaço: Representa o metabolismo da edificação. São ambientes de articulação estrita e técnica, desenhados para não interferir na experiência sensorial do passageiro. De forma silenciosa, estas infraestruturas dão o suporte necessário para que a estação respire e opere de forma resiliente, acomodando desde os sistemas responsáveis pelo manejo ecológico da água das chuvas até a eficiência energética do complexo intermodal. |
| 8. Equipamentos Comerciais |
Alimentação
Comércio
|
Intencionalidade do Espaço: É a principal âncora de vitalidade e dinamismo. A articulação espacial foca na permeabilidade: ao posicionar cafés e lojas com vitrines amplas diretamente para os fluxos e praças, o limite entre a estação e a calçada se dissolve. Essa ambiência vibrante convida a cidade a consumir o espaço independentemente do transporte. A presença contínua de pessoas gera vigilância natural e luminosidade, tornando os arredores ativos e seguros do dia até a noite. |
| 9. Equipamentos de Serviços |
Serviços Financeiros e Postais
Trabalho e Estudo
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Intencionalidade do Espaço: Transforma a estação em um autêntico polo de destino, capaz de resolver o cotidiano das pessoas no mesmo local. A disposição de áreas de estudo e coworking aliada aos serviços postais cria bolsões de calmaria e concentração em contraste com a velocidade do transporte. Essa articulação atrai um público diverso, instigando a formação de uma vizinhança autônoma que utiliza o complexo como uma verdadeira extensão do seu local de moradia e trabalho. |
Programa Especifico das Estações de Monotrilho na Serra do Curral
(imagem)
Para além da função de transporte, a linha de monotrilho foi pensada como uma oportunidade de promover novos usos e atividades ao longo da Serra do Curral. Dentre as linhas propostas, foi selecionado um trecho para o desenvolvimento de um programa urbanístico, ambiental e infraestrutural mais detalhado, devido à sua capacidade de conectar Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará, além de atravessar áreas de grande relevância paisagística e turística.
A partir das características de cada localidade, além do programa básico, foram propostos programas complementares às estações, buscando valorizar as potencialidades existentes e estimular atividades ligadas à cultura, ao turismo, à gastronomia, ao esporte e ao lazer.
Proposta de Programa para as 4 Estações de Monotrilho da Linha da Serra do Curral:
Programa Básico das Estações de Monotrilho na Serra do Curral
| Estação | Conceito | Programa Básico | Imagens |
|---|---|---|---|
| Estação 1 – BH Shopping | A estação BH Shopping foi pensada como um espaço dedicado à cultura e à convivência urbana. Aproveitando sua localização em uma área de grande circulação, reúne atividades ligadas à arte, à educação e ao entretenimento, criando oportunidades para exposições, apresentações, oficinas e encontros que aproximam as pessoas da produção cultural. |
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| Estação 2 – Mirante Águas Claras | Implantada em um dos pontos mais privilegiados da Serra do Curral, a estação Mirante Águas Claras tem como foco a relação entre natureza, ciência e contemplação. Seu programa incentiva a observação da paisagem, do céu noturno e dos aspectos ambientais da região, promovendo experiências educativas e de contato com o meio natural. |
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| Estação 3 – Lobo-Guará | A estação Lobo-Guará transforma a gastronomia em um elemento de atração e permanência. Em meio à paisagem da serra, o espaço valoriza a culinária mineira e os produtores locais por meio de mercados, restaurantes e eventos, criando um ambiente que conecta cultura, território e alimentação. Podendo funcionar tanto de manhã quanto de noite. |
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| Estação 4 – Velhas | A estação Velhas foi concebida como um espaço voltado ao esporte, à educação e à convivência comunitária, integrado à paisagem da serra. Seu programa reúne atividades culturais, recreativas e de bem-estar, promovendo oportunidades de aprendizado, lazer e interação social para diferentes públicos e faixas etárias. |
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Sistema Básico Construtivo Estação BH Shopping
Equipamentos Públicos Integrados
Paisagismo e Infraestrutura Verde-Azul
O projeto paisagístico da estação multimodal é concebido como uma infraestrutura ambiental integrada, capaz de articular mobilidade, biodiversidade, drenagem urbana e conforto bioclimático. A proposta estabelece uma conexão ambiental entre os diferentes espaços da estação por meio da introdução de vegetação nativa da Serra do Curral e dos domínios do Cerrado, organizada em diferentes estratos arbóreos, arbustivos, herbáceos e de forração.
Biodiversidade e Suporte à Fauna
A composição vegetal foi estruturada para garantir a oferta contínua de flores, frutos e sementes ao longo do ano, ampliando a disponibilidade de recursos para a fauna urbana. Dessa forma, o paisagismo passa a desempenhar função ecológica ativa, contribuindo para a manutenção dos processos naturais e para o fortalecimento da conectividade ecológica no território metropolitano.
Distribuição da Vegetação
A vegetação é organizada em conjuntos biodiversos adaptados às diferentes situações da estação:

- Praças de entrada — espécies ornamentais nativas voltadas à construção de identidade paisagística e qualificação da experiência de chegada (Mulungu, Ipê-amarelo, Ipê-roxo, Angico-vermelho).
- Áreas de permanência — espécies frutíferas e produtoras de sementes que ampliam o sombreamento e a oferta de recursos para a fauna (Pitangueira, Uvaia, Gabiroba).
- Áreas de alimentação — espécies floríferas atrativas para polinizadores e capazes de qualificar os espaços de convivência (Caliandra, Quaresmeira, Ipê-rosa, Cambará).
- Taludes e encostas — espécies nativas com elevada capacidade de fixação dos solos, contribuindo para a estabilização das encostas e redução dos processos erosivos (Capixingui, Pau-jacaré, Aroeira-pimenteira).
Infraestrutura Verde e Gestão das Águas
A diversidade de estratos vegetais desempenha papel fundamental na gestão das águas pluviais. A combinação entre árvores, arbustos, herbáceas e forrações aumenta o atrito superficial, reduz a velocidade do escoamento e favorece a infiltração da água no solo. Como complemento, são previstas valetas vegetadas, dispositivos de desaceleração hídrica e outras soluções baseadas na natureza voltadas ao controle da erosão e à qualificação da drenagem local.
Conforto Bioclimático
O paisagismo responde às condicionantes climáticas da região por meio da utilização de espécies adaptadas ao clima local e da criação de áreas com diferentes níveis de insolação e sombreamento. Espécies caducifólias, como ipês e mulungus, permitem maior incidência solar durante os meses frios e proporcionam sombra durante o verão, contribuindo para a redução das ilhas de calor e para a melhoria do conforto ambiental ao longo de todo o ano.
Descarbonização e Adaptação Climática
A ampliação da cobertura vegetal contribui diretamente para a descarbonização da mobilidade metropolitana. A associação entre transporte coletivo de média e alta capacidade, aumento da permeabilidade do solo, incremento da arborização urbana e fortalecimento da infraestrutura ecológica transforma a estação em um equipamento capaz de integrar mobilidade, adaptação climática e qualificação ambiental em uma única estratégia territorial.
Imagens, mapas, croquis e fotos
Referências do Caderno de Estudo
- SERPA, Ângelo. O espaço público na cidade contemporânea. São Paulo: Contexto, 2007.
- PORTUGAL, Licinio da Silva (Org.). Transporte, Mobilidade e Desenvolvimento Urbano. Rede Íbero-Americana de Estudo em Polos Geradores de Viagens, 2017.
- BNDES; PREFEITURA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. Masterplan: Visão de futuro para a região central do Rio de Janeiro (Relatório P6 - Anexo M - Partes 1 e 2). Consórcio Conexão Rio (Finarq, Urban Systems, Ramboll, Porto Marinho, etc.), Dezembro de 2023.
- BRANDÃO, Lívia Silva; PANTOJA, João da Costa; MEDEIROS, V. A. S; PAZOS, R. E. V. Desenvolvimento orientado ao transporte (DOT) em uma cidade dispersa: estudo aplicado em Brasília, Distrito Federal. Revista de Gestão e Secretariado (GeSec), São Paulo, SP, v. 15, n. 2, p. 01-17, 2024.
- GEHL, Jan. Cities for People. Washington: Island Press, 2010.
- CERVERO, Robert. Transforming Cities with Transit. [Apresentação em Vídeo/YouTube].
- KRIEGER, Alex; SAUNDERS, William S. (Eds.). Urban Design.
- TRANSIT-ORIENTED DEVELOPMENT: DEVELOPING A STRATEGY. Mineta Transportation Institute / San Jose State University.
- MEDIAWIKI. MediaWiki User Guide. 2013.