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== Diretrizes do plano ==
== Diretrizes do plano ==
* Utilizar a antiga estrutura territorial da mina de Águas Claras como suporte para a implantação da nova malha urbana;
* Utilizar a antiga estrutura territorial da mina de Águas Claras como suporte para a implantação da nova malha urbana e de um paque;
* Consolidar a Mina de Águas Claras como uma nova centralidade metropolitana articulada a um nó multimodal;
* Consolidar a Mina de Águas Claras como uma nova centralidade metropolitana articulada a um nó multimodal;
* Promover um modelo urbano de uso misto com predominância habitacional associado a serviços, equipamentos públicos e espaços de permanência;
* Promover um modelo urbano de uso misto com predominância habitacional associado a serviços, equipamentos públicos e espaços de permanência;
* Priorizar soluções urbanas que incentivem o transporte coletivo, os deslocamentos ativos e a redução do uso do automóvel;
* Priorizar soluções urbanas que incentivem o transporte coletivo, os deslocamentos ativos e a redução do uso do automóvel;
* Concentrar as ocupações em áreas estabilizadas e de menor sensibilidade ambiental;
* Concentrar as ocupações em áreas estabilizadas de menor sensibilidade ambiental;
* Preservar fundos de vale, áreas inundáveis, topos de morro e eixos de drenagem natural como infraestruturas ecológicas do território;
* Preservar fundos de vale, áreas inundáveis, topos de morro e eixos de drenagem natural como infraestruturas ecológicas do território;
* Desenvolver uma ocupação de baixa verticalização integrada à topografia e à paisagem da Serra do Curral;
* Desenvolver uma ocupação de baixa verticalização integrada à topografia e à paisagem da Serra do Curral;

Edição das 23h06min de 8 de junho de 2026

Parque Pós-Mineração e Novas Centralidades Urbanas

Conceito do plano

O plano se fundamenta em conceitos de planejamento e desenho urbano integrado, adotando estratégias como o Urbanismo da Paisagem e a análise de comportamento e desempenho da cidade, com exemplo do City Calculator©, como norteadores para a proposta. Dessa forma, toma-se partido de uma abordagem de antecipação de cenários e definição de estratégias de maneira propositiva, em contraposição a ações reativas de urbanização.

Urbanismo da Paisagem

O Urbanismo da Paisagem (Landscape Urbanism) trata a paisagem como infraestrutura estruturadora do território. Nesse sentido, os espaços livres e áreas verdes deixam de ser elementos residuais e passam a assumir papel organizador da ocupação urbana, atuando como suporte ambiental, zonas de amortecimento e, sobretudo, como elementos primários de articulação espacial. Mais do que a presença do verde, esse conceito implica a leitura dos sistemas naturais como base para a estruturação do tecido urbano, orientando continuidades, hierarquias e relações entre cheios e vazios. Experiências como Vauban, em Freiburg, e Tianjin Eco-city, na China, evidenciam essa abordagem ao integrar sistemas ambientais, como drenagem, energia e mobilidade, ao desenho urbano, promovendo uma ocupação que articula desempenho ecológico, uso intensivo do espaço e qualidade urbana.

Análise de Comportamento e Desempenho

Essa lógica é aplicada nas propostas para o Grand Paris desenvolvidas pela MVRDV, partindo da análise da infraestrutura existente e da demanda urbana que precede o desenho do território. A abordagem orientada por dados é inspirada no City Calculator©, uma versão demonstrativa proposta de um possível software e ferramenta online, que quantifica o comportamento e o desempenho de uma cidade. O masterplan passa, assim, a ser definido com base em métricas e cenários, garantindo coerência entre ocupação e suporte urbano.

(colocar as fotos e fontes)

Delimitação da área do plano

O setor trabalhado compreende as áreas das minas de Águas Claras e do Taquaril, em uma região marcada pela presença histórica da mineração e pela proximidade com importantes eixos urbanos e ambientais da metrópole. O território é caracterizado por grandes vazios resultantes da atividade mineradora, extensas áreas de encosta e pela presença de conexões estratégicas de mobilidade, especialmente em Águas Claras, onde a futura centralidade de transporte estrutura a proposta urbana.

http://150.164.107.115/upload/files/06_mapas/pdf/2026-05-26-mapa-de-delimita%C3%A7%C3%A3o-setor-2.pdf

Objetivos do plano

  • Objetivo geral: Promover uma requalificação para as áreas degradadas pela mineração da Mina de Águas Claras e da Mina Granja Corumi, por meio da proposição de um programa integrado de parque e novas centralidades urbanas que conciliem a recuperação ecológica, a mobilidade inter-regional, a preservação paisagística e um desenvolvimento urbano de uso misto.
  • Objetivos específicos:
    • Propor uma nova centralidade urbana na área de platô Mina de Águas Claras, que seja estruturada por usos mistos, incluindo habitação, serviços e equipamentos urbanos;
    • Propor um parque nas áreas de entorno da cava da Mina de Águas Claras;
    • Integrar a nova centralidade urbana ao nó multimodal e ao novo parque no entorno da cava;
    • Promover a integração territorial entre a nova ocupação, o tecido urbano existente e o novo parque proposto;
    • Priorizar uma mobilidade nessas novas centralidades com transporte coletivo e transporte ativo;
    • Prever estratégias de recuperação ambiental e paisagísticas para o parque e a nova centralidade na Mina de Águas Claras;
    • Articular na Mina de Águas Claras a urbanização e a recuperação ambiental, respeitando as condicionantes naturais, interesses de conservação e reduzindo impactos paisagísticos e ambientais.

Diretrizes do plano

  • Utilizar a antiga estrutura territorial da mina de Águas Claras como suporte para a implantação da nova malha urbana e de um paque;
  • Consolidar a Mina de Águas Claras como uma nova centralidade metropolitana articulada a um nó multimodal;
  • Promover um modelo urbano de uso misto com predominância habitacional associado a serviços, equipamentos públicos e espaços de permanência;
  • Priorizar soluções urbanas que incentivem o transporte coletivo, os deslocamentos ativos e a redução do uso do automóvel;
  • Concentrar as ocupações em áreas estabilizadas de menor sensibilidade ambiental;
  • Preservar fundos de vale, áreas inundáveis, topos de morro e eixos de drenagem natural como infraestruturas ecológicas do território;
  • Desenvolver uma ocupação de baixa verticalização integrada à topografia e à paisagem da Serra do Curral;
  • Distribuir equipamentos públicos e centralidades de bairro de forma uniforme;
  • Estimular a diversidade social e funcional por meio da não implantação de condomínios fechados e da priorização de espaços públicos acessíveis;
  • Garantir altas taxas de permeabilidade e arborização urbana compatíveis com as estratégias de infraestrutura verde.

Programa Urbanístico-Ambiental-Infraestrutural

  1. Implantação de bairro residencial no Taquaril com capacidade para aproximadamente 10 mil moradores, priorizando habitações coletivas e ocupações integradas ao espaço urbano.
  2. Inserção de comércio local e serviços de proximidade junto às áreas residenciais, promovendo usos mistos e maior vitalidade urbana no cotidiano do bairro.
  3. Desenvolvimento de tipologias habitacionais compatíveis com a paisagem e a topografia, evitando ocupações que descaracterizem o território ou gerem impactos ambientais significativos.
  4. Definição de zoneamento urbano-ambiental organizando áreas residenciais, comerciais, espaços públicos e áreas de preservação de acordo com as condições ambientais e urbanas do Taquaril

Programa Tipologias-Uso

Descrever as propostas de arquiteturas, paisagismo, infraestruturas, equipamentos públicos, mobiliário urbano e usos previstos.

Arquiteturas

  • A proposta arquitetônica para o Taquaril busca estabelecer uma relação mais integrada entre ocupação urbana e paisagem natural, adotando tipologias em degraus que acompanham o ritmo da topografia existente. Em vez da implantação de torres verticais isoladas, as edificações se distribuem horizontalmente ao longo das encostas, adaptando-se ao relevo e reduzindo impactos visuais e ambientais. Essa estratégia permite melhor inserção na paisagem, maior aproveitamento da ventilação e iluminação natural, além da criação de terraços, áreas verdes e espaços coletivos integrados à arquitetura

Equipamentos

  • Espaços culturais, esportivos, educacionais e de lazer atraem diferentes públicos ao longo do dia, estimulando circulação, convivência e apropriação coletiva do território. A presença desses equipamentos fortalece a vida urbana, cria centralidades locais e amplia o senso de pertencimento dos moradores em relação ao espaço público. Além disso, a distribuição de serviços e equipamentos coletivos reduz a dependência de deslocamentos para outras áreas da cidade e contribui para uma ocupação mais dinâmica e diversa. Ao combinar habitação, comércio local, parques e infraestrutura pública, o bairro passa a funcionar como parte ativa da malha urbana, promovendo integração social e evitando a lógica de segregação frequentemente associada a condomínios fechados. Dessa forma, os equipamentos públicos atuam como elementos estruturadores da urbanidade e da integração territorial.

Mobiliário urbano

  • Nas áreas de lazer e convivência, podem ser implantados playgrounds, academias ao ar livre, mobiliários modulares para encontros e pequenos eventos, mesas comunitárias e espaços de contemplação voltados para a paisagem. Em conjunto com arborização e infraestrutura verde, esses equipamentos ajudam a criar ambientes mais humanizados e seguros, estimulando o uso coletivo e reforçando a identidade urbana do Taquaril como um bairro aberto, ativo e integrado à paisagem natural.

Imagens, mapas, croquis e fotos

Referências