Corredor Ecológico: mudanças entre as edições

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Edição das 04h26min de 30 de junho de 2026

Corredor Ecológico

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Conceito do plano

Preservar, simultaneamente ao desenvolvimento urbano da região, a importância ecológica da Serra do Curral enquanto componente estratégico do Complexo do Espinhaço. Entender esse território como conexão entre unidades de conservação e como rota de biodiversidade, ou seja, como um grande corredor ecológico.

“O Corredor Ecológico é um instrumento de gestão e ordenamento territorial, definido pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC (Lei 9.985, de 18 de julho de 2000), com o objetivo de garantir a manutenção dos processos ecológicos nas áreas de conexão entre unidades de conservação e/ou territórios tradicionais (indígenas e quilombolas) e unidades de conservação. Esse instrumento facilita o deslocamento de espécies entre diferentes áreas, permitindo a recolonização de regiões degradadas, a troca genética entre populações e o aumento de chances de sobrevivência de animais e plantas que precisam ir além dos limites de uma única área protegida.” BRASIL, 2000.

Delimitação da área do plano

O corredor ecológico é definido entre unidades de conservação existentes - e propostas - na Serra do Curral e adjacências nos municípios de Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará.

http://150.164.107.115/upload/share/tlzqYheW

Objetivos do plano

Objetivo Geral

Inspirado nos princípios dos corredores ecológicos, o plano propõe a implantação de infraestruturas ao longo de percursos estratégicos capazes de promover a continuidade e a integração dos ecossistemas da Serra do Curral. Associado a tipologias de urbanização compatíveis com a preservação ambiental, esse instrumento busca conciliar o equilíbrio ecológico com o desenvolvimento da região.

Diretrizes do plano

Diretrizes do Plano

Diretriz 01: O corredor ecológico será constituído por percursos ecológicos: rotas preferenciais para a fauna, providas de infraestruturas e de recursos hídricos e de vegetação.

Diretriz 02: Considerar as unidades de conservação existentes como início ou fim de cada percurso ecológico.

Diretriz 03: Elementos de mobilidade humana, de modo particular as rodovias, são pontos críticos para cada percurso ecológico.

Diretriz 04: Novas redes de transporte e arquitetura nas proximidades devem ser compatíveis com a finalidade do corredor ecológico.

Diretriz 05: Novas arquiteturas devem estar integradas ao transporte coletivo não automotivo.

Programa Urbanístico-Ambiental-Infraestrutura

Percurso A:

Trechos delimitados com base na ocupação preexistente e possibilidade de expansão e ocupação de área de  interesse biológico em vista a proposta de conexão entre unidades de conservação.

Programa:

Estação ecológica: propõe-se uma área destinada à estação ecológica visando a preservação máxima de um grande mancha vegetal fundamental a passagem dos corredores ecológicos.

Zona de interesse Relevante Ambiental: Visando a manutenção e mitigação da ocupação em áreas próximas à destinadas ao corredor ecológico do percurso A, propõe-se uma área de zona de interesse relevante ambiental próximo ao centroide da cidade de Sabará.

Parque Estadual: Visando a proximidade a cidade de Sabará juntamente a necessidade de preservação de uma área de grande cobertura vegetal nativa, é definido um parque Estadual visando a preservação e contato a natureza de forma controlada por usuários locais ou visitantes.

Percurso B:

Percurso C: Mata do Jambeiro x Mata Samuel de Paula


Trecho delimitado com base nos fundos de vale e nos remanescentes de vegetação densa, favorecendo a conectividade ecológica da paisagem.




Percurso D: Área de Preservação Fechos x MONA/RPPN x Mata Samuel de Paula


A delimitação do trecho considerou o curso dos córregos dos Fechos e dos Cristais, adotando-se como eixo de ligação o corredor de menor distância associado aos fundos de vale existentes.





Percurso E: Parque Serra do Curral x APE Cercadinho x Mangabeiras


Por se tratar do trecho de maior sensibilidade ambiental, propõe-se não apenas a criação de um eixo de conectividade ecológica, mas a implementação de uma estratégia mais ampla de recuperação ambiental, composto pelo reflorestamento de serra e implantação de parque linear.




Área de desenvolvimento Cemig-Rio das Velhas:

Centralidade: Uma nova centralidade se dará em função da nova estação Cemig-Rio das Velhas e a ocupação da região partirá do eixo do monotrilho.

Mobilidade: Terá o sistema de monotrilho como estruturante na implantação dos edifícios, bem como no fluxo interno e com outros territórios.

Ambiente, drenagem e infraestrutura verde: A nova urbanização deverá ter baixa taxa de ocupação do solo, liberando-o para os ecossistemas originais e para o uso humano sustentável.

Programa Tipologias-Uso

Percurso A:

Trecho delimitado com base no percurso de maior presença vegetal nativa, visando menor possibilidade de cruzamento com a ocupação humana, este caminho apresenta como necessidade a implantação de 4 ecodutos e 1 ponte ecológica. Sendo tais ecodutos necessários devido a presença de eixo viário existente. Já a ponte ecológica se faz necessária devido ao cruzamento entre as margens do corpo da água referente ao rio das velhas no percurso delimitado.

Percurso B:

Percurso C: Mata do Jambeiro x Mata Samuel de Paula

Foram propostas duas passagens subterrâneas sob a Avenida Presidente Kennedy e a MG-030, para passagem de fauna de médio e grande porte, ambas em Nova Lima.

Referência: https://passagemdefauna.com.br/passagens-fauna-subterraneas/

Percurso D: Área de Preservação Fechos x MONA/RPPN x Mata Samuel de Paula

Por se tratar de uma área caracterizada por significativa integridade ecológica, com remanescentes vegetais contínuos e baixa fragmentação da paisagem, dispensou-se a proposição de novos ecodutos, priorizando-se a manutenção das conexões naturais já estabelecidas.

Percurso E: Parque Serra do Curral x APE Cercadinho x Mangabeiras

A proposta contempla o reflorestamento da serra nas áreas lindeiras à BR-040, associado à implantação de dois ecodutos para garantir a travessia segura da fauna.

Complementarmente, prevê a criação de um parque linear ao longo da linha férrea do Belvedere, promovendo sua requalificação como corredor ecológico e espaço público de uso social.


Referência: https://www.channelnewsasia.com/singapore/ecological-bridge-wildlife-connectivity-upper-bukit-timah-3519831

Área de desenvolvimento Cemig-Rio das Velhas:

Arquiteturas: Grandes edifícios em formato de lâminas sinuosas, implantados paralelamente às curvas do terreno e apoiados sobre pilotis. As linhas de monotrilho integram-se aos edifícios principais. Blocos secundários, dispostos transversalmente às curvas do terreno, conectam-se aos principais.

Imagens, mapas, croquis e fotos

Croqui Tipologias de Uso Área da Subestação Cemig - Planta
Edificações na CEMIG - Rio das Velhas
Croqui Tipologias de Uso da área da Subestação Cemig - Corte 1
Edificações na CEMIG - Rio das Velhas
Croqui Tipologias de Uso da área da Subestação Cemig - Perspectiva 1


Croqui Tipologias de Uso da área da Subestação Cemig - Corte 2
  1. http://150.164.107.115/upload/share/nY7-bHj3 Materiais produzidos pelo grupo e armazenados no File Browser:

Referências

  1. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Corredores Ecológicos. Disponível em: https://www.gov.br/mma. Acesso em: 28 maio 2026.