Zoneamento Metropolitano Integrado da Serra do Curral: mudanças entre as edições

De Urb608
Ir para navegação Ir para pesquisar
Urb608 (discussão | contribs)
Urb608 (discussão | contribs)
Sem resumo de edição
Linha 1: Linha 1:
''Autor: Rayane Gomes Costa''
''Autor: Rayane Gomes Costa''


'''Palavras-chave:''' Serra do Curral; Governança metropolitana; Planejamento territorial; Preservação ambiental; Mobilidade intermunicipal.
'''Palavras-chave:''' Serra do Curral; Governança metropolitana; Planejamento territorial; Preservação ambiental; Mobilidade intermunicipal.
Linha 6: Linha 5:
[[Arquivo: 2026-06-28-Mapa-proposta-plano-individual-Rayane.jpeg|frame|link=http://150.164.107.115/upload/files/06_mapas/pdf/2026-06-28-%20Mapa-proposta-plano-individual-Rayane.pdf|Mapa-síntese da Proposta Territorial. Download do PDF.]]
[[Arquivo: 2026-06-28-Mapa-proposta-plano-individual-Rayane.jpeg|frame|link=http://150.164.107.115/upload/files/06_mapas/pdf/2026-06-28-%20Mapa-proposta-plano-individual-Rayane.pdf|Mapa-síntese da Proposta Territorial. Download do PDF.]]


A proposta parte do diagnóstico territorial desenvolvido pela Práxis (2021) para a Serra do Curral, que reconhece a serra como um sistema territorial contínuo de elevada relevância ambiental, paisagística, cultural e urbana, cujos conflitos extrapolam os limites administrativos de Belo Horizonte, Nova Lima, Sabará e Raposos. Em consonância com essa leitura, o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (PDDI-RMBH) reconhece a Serra do Curral como um território estratégico para a estrutura ambiental, paisagística e funcional da metrópole, reforçando a necessidade de articulação entre os municípios na gestão de funções públicas de interesse comum, como a preservação ambiental, a mobilidade e o ordenamento territorial (UFMG, 2011). Nesse contexto, o plano adota como conceito a governança territorial metropolitana, entendida como um modelo de planejamento integrado capaz de articular diferentes agentes, escalas de gestão e instrumentos urbanísticos e ambientais, em conformidade com os princípios estabelecidos pelo Estatuto da Metrópole (Lei nº 13.089/2015) (BRASIL, 2015). Assim, o plano compreende a Serra do Curral não como um limite administrativo entre municípios, mas como um território metropolitano único, cuja gestão deve ocorrer de forma integrada.
A proposta parte do diagnóstico territorial desenvolvido pela Práxis (2021) para a Serra do Curral, que reconhece a serra como um sistema territorial contínuo de elevada relevância ambiental, paisagística, cultural e urbana, cujos conflitos extrapolam os limites administrativos de Belo Horizonte, Nova Lima, Sabará e Raposos. Em consonância com essa leitura, o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (PDDI-RMBH) reconhece a Serra do Curral como um território estratégico para a estrutura ambiental, paisagística e funcional da metrópole, reforçando a necessidade de articulação entre os municípios na gestão de funções públicas de interesse comum, como a preservação ambiental, a mobilidade e o ordenamento territorial (UFMG, 2011).  
 
A partir desse conceito, o objetivo da proposta é consolidar um modelo de governança territorial metropolitana para a Serra do Curral, articulando conservação ambiental, recuperação de áreas degradadas, permanência das populações existentes, controle da expansão urbana e qualificação da mobilidade regional por meio de estratégias integradas de planejamento e gestão.


A estratégia central consiste na elaboração de um [http://150.164.107.115/upload/files/05_qgis/projetos_qgz/2026-06-28-mapa-s%C3%ADntese-proposta-Rayane.gpkg zoneamento territorial integrado], fundamentado na reorganização e articulação de instrumentos urbanísticos e ambientais já existentes. O zoneamento delimita áreas de preservação ambiental associadas às regiões de maior sensibilidade ecológica, áreas destinadas ao uso sustentável e ao desenvolvimento compatível com a conservação, setores voltados à recuperação de áreas impactadas pela mineração e zonas destinadas à regularização e qualificação de assentamentos em situação de vulnerabilidade socioambiental.
Nesse contexto, o plano adota como conceito a governança territorial metropolitana, entendida como um modelo de planejamento integrado capaz de articular diferentes agentes, escalas de gestão e instrumentos urbanísticos e ambientais, em conformidade com os princípios estabelecidos pelo Estatuto da Metrópole (Lei nº 13.089/2015) (BRASIL, 2015). Assim, o plano compreende a Serra do Curral não como um limite administrativo entre municípios, mas como um território metropolitano único, cuja gestão deve ocorrer de forma integrada.


Também são definidas áreas de transição urbana submetidas a parâmetros mais restritivos de ocupação, com o objetivo de controlar a expansão urbana, proteger a paisagem da Serra do Curral e preservar seus sistemas ambientais. Essas áreas funcionam como espaços de mediação entre o tecido urbano consolidado e os ambientes naturais, contribuindo para a manutenção da conectividade ecológica e da qualidade ambiental do território.
A partir desse conceito, o objetivo da proposta é consolidar um modelo de governança territorial metropolitana para a Serra do Curral, articulando conservação ambiental, recuperação de áreas degradadas, permanência das populações existentes, controle da expansão urbana e qualificação da mobilidade regional por meio de estratégias integradas de planejamento e gestão. A estratégia central consiste na elaboração de um [http://150.164.107.115/upload/files/05_qgis/projetos_qgz/2026-06-28-mapa-s%C3%ADntese-proposta-Rayane.gpkg zoneamento territorial integrado], fundamentado na reorganização e articulação de instrumentos urbanísticos e ambientais já existentes. O zoneamento delimita áreas de preservação ambiental associadas às regiões de maior sensibilidade ecológica, áreas destinadas ao uso sustentável e ao desenvolvimento compatível com a conservação, setores voltados à recuperação de áreas impactadas pela mineração e zonas destinadas à regularização e qualificação de assentamentos em situação de vulnerabilidade socioambiental.


Complementarmente, a proposta incorpora a utilização da infraestrutura ferroviária existente para a implantação de um eixo de mobilidade intermunicipal sobre trilhos, conectando Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará. A medida busca ampliar a acessibilidade metropolitana, reduzir a dependência do transporte rodoviário e minimizar a pressão por novos vetores de expansão urbana em áreas ambientalmente sensíveis.
Também são definidas áreas de transição urbana submetidas a parâmetros mais restritivos de ocupação, com o objetivo de controlar a expansão urbana, proteger a paisagem da Serra do Curral e preservar seus sistemas ambientais. Essas áreas funcionam como espaços de mediação entre o tecido urbano consolidado e os ambientes naturais, contribuindo para a manutenção da conectividade ecológica e da qualidade ambiental do território. Complementarmente, a proposta incorpora a utilização da infraestrutura ferroviária existente para a implantação de um eixo de mobilidade intermunicipal sobre trilhos, conectando Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará. A medida busca ampliar a acessibilidade metropolitana, reduzir a dependência do transporte rodoviário e minimizar a pressão por novos vetores de expansão urbana em áreas ambientalmente sensíveis.


Além das diretrizes territoriais e de mobilidade, o plano reforça a preservação do corredor ecológico da Serra do Curral e incorpora instrumentos voltados à proteção do patrimônio cultural e paisagístico. Dessa forma, a proposta busca conciliar preservação ambiental, permanência das populações existentes e transformação urbana controlada, consolidando a Serra do Curral como um sistema integrado de suporte ecológico, social e urbano em escala metropolitana.
Além das diretrizes territoriais e de mobilidade, o plano reforça a preservação do corredor ecológico da Serra do Curral e incorpora instrumentos voltados à proteção do patrimônio cultural e paisagístico. Dessa forma, a proposta busca conciliar preservação ambiental, permanência das populações existentes e transformação urbana controlada, consolidando a Serra do Curral como um sistema integrado de suporte ecológico, social e urbano em escala metropolitana.

Edição das 22h41min de 28 de junho de 2026

Autor: Rayane Gomes Costa

Palavras-chave: Serra do Curral; Governança metropolitana; Planejamento territorial; Preservação ambiental; Mobilidade intermunicipal.

Mapa-síntese da Proposta Territorial. Download do PDF.

A proposta parte do diagnóstico territorial desenvolvido pela Práxis (2021) para a Serra do Curral, que reconhece a serra como um sistema territorial contínuo de elevada relevância ambiental, paisagística, cultural e urbana, cujos conflitos extrapolam os limites administrativos de Belo Horizonte, Nova Lima, Sabará e Raposos. Em consonância com essa leitura, o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (PDDI-RMBH) reconhece a Serra do Curral como um território estratégico para a estrutura ambiental, paisagística e funcional da metrópole, reforçando a necessidade de articulação entre os municípios na gestão de funções públicas de interesse comum, como a preservação ambiental, a mobilidade e o ordenamento territorial (UFMG, 2011).

Nesse contexto, o plano adota como conceito a governança territorial metropolitana, entendida como um modelo de planejamento integrado capaz de articular diferentes agentes, escalas de gestão e instrumentos urbanísticos e ambientais, em conformidade com os princípios estabelecidos pelo Estatuto da Metrópole (Lei nº 13.089/2015) (BRASIL, 2015). Assim, o plano compreende a Serra do Curral não como um limite administrativo entre municípios, mas como um território metropolitano único, cuja gestão deve ocorrer de forma integrada.

A partir desse conceito, o objetivo da proposta é consolidar um modelo de governança territorial metropolitana para a Serra do Curral, articulando conservação ambiental, recuperação de áreas degradadas, permanência das populações existentes, controle da expansão urbana e qualificação da mobilidade regional por meio de estratégias integradas de planejamento e gestão. A estratégia central consiste na elaboração de um zoneamento territorial integrado, fundamentado na reorganização e articulação de instrumentos urbanísticos e ambientais já existentes. O zoneamento delimita áreas de preservação ambiental associadas às regiões de maior sensibilidade ecológica, áreas destinadas ao uso sustentável e ao desenvolvimento compatível com a conservação, setores voltados à recuperação de áreas impactadas pela mineração e zonas destinadas à regularização e qualificação de assentamentos em situação de vulnerabilidade socioambiental.

Também são definidas áreas de transição urbana submetidas a parâmetros mais restritivos de ocupação, com o objetivo de controlar a expansão urbana, proteger a paisagem da Serra do Curral e preservar seus sistemas ambientais. Essas áreas funcionam como espaços de mediação entre o tecido urbano consolidado e os ambientes naturais, contribuindo para a manutenção da conectividade ecológica e da qualidade ambiental do território. Complementarmente, a proposta incorpora a utilização da infraestrutura ferroviária existente para a implantação de um eixo de mobilidade intermunicipal sobre trilhos, conectando Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará. A medida busca ampliar a acessibilidade metropolitana, reduzir a dependência do transporte rodoviário e minimizar a pressão por novos vetores de expansão urbana em áreas ambientalmente sensíveis.

Além das diretrizes territoriais e de mobilidade, o plano reforça a preservação do corredor ecológico da Serra do Curral e incorpora instrumentos voltados à proteção do patrimônio cultural e paisagístico. Dessa forma, a proposta busca conciliar preservação ambiental, permanência das populações existentes e transformação urbana controlada, consolidando a Serra do Curral como um sistema integrado de suporte ecológico, social e urbano em escala metropolitana.

IMAGENS E MAPAS

Mapa da Proposta Síntese

Geopackage

REFERÊNCIAS

  • BRASIL. Lei nº 13.089, de 12 de janeiro de 2015. Institui o Estatuto da Metrópole. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 jan. 2015. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13089.htm. Acesso em: 28 jun. 2026.
  • PRÁXIS. Dossiê de Tombamento do Conjunto Histórico e Paisagístico da Serra do Curral. Belo Horizonte: IEPHA-MG, 2021. Disponível em: https://praxisbh.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Apresenta_Dossie_Serra_do_Curral_Praxis.pdf. Acesso em: 28 jun. 2026.
  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS (UFMG). Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Belo Horizonte (PDDI-RMBH): Sumário Executivo. Belo Horizonte: UFMG, 2011. Disponível em: https://www.agenciarmbh.mg.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/Sumario-Executivo-Relatorio-Final-PDDI-RMBH-2red.pdf. Acesso em: 28 jun. 2026.