Rede Estrutural de VLT para Belo Horizonte: mudanças entre as edições

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Edição das 14h29min de 19 de junho de 2026

Autor: Sofia Figueiredo

A proposta parte do diagnóstico de sobrecarga do sistema viário de Belo Horizonte e da elevada dependência dos deslocamentos realizados por automóveis e ônibus. Diante desse cenário, propõe-se a implantação de uma rede de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) como complemento aos sistemas de transporte já existentes, ampliando a capacidade da rede de mobilidade urbana e promovendo maior integração entre diferentes centralidades da cidade.

O sistema foi concebido para operar de forma articulada ao metrô e ao transporte coletivo sobre rodas, reforçando conexões em eixos de alta demanda e qualificando os deslocamentos urbanos. O traçado conecta importantes polos geradores de viagens, incluindo a Lagoa da Pampulha, a Universidade Federal de Minas Gerais, o Parque das Mangabeiras, o Hospital da Baleia e outras áreas estratégicas da capital, fortalecendo a acessibilidade entre diferentes regiões da cidade.

O principal elemento da proposta é a linha estruturada ao longo da Serra do Curral, concebida como eixo central de integração da rede. Além de desempenhar função de mobilidade, essa linha atua como elemento organizador do sistema, articulando os diferentes ramais e promovendo conexões entre áreas atualmente atendidas de forma fragmentada. Sua implantação reforça a lógica de rede e amplia a eficiência das conexões entre os diversos modais de transporte.

A proposta atribui ainda um papel simbólico à linha da Serra do Curral, associando sua função estruturadora à relevância da própria serra na formação da paisagem urbana de Belo Horizonte. Assim como a Serra do Curral constitui uma referência visual e territorial para a cidade, o eixo de VLT torna-se o principal elemento de orientação e integração dos fluxos urbanos, consolidando uma rede de mobilidade mais eficiente, acessível e conectada.

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