Mapas de Análise: mudanças entre as edições
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Edição das 10h48min de 23 de junho de 2026
Mapas de Análise
Contexto Ambiental
MAPA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
Link do mapa: http://150.164.107.115/upload/files/06_mapas/pdf/2026-06-02-mapa-ambiental-preserva%C3%A7%C3%A3o-ambiental-grupo-A.pdf
Objetivo: mapear a estrutura de preservação ambiental existentes, entendendo os conflitos com a ocupação urbana e áreas remanescentes a tais lógicas
Análises:
- O território da Serra do Curral é caracterizado por diferentes níveis de restrição legal que estruturam uma malha de proteção ambiental, que abrange categoria estritras de conservação, como Estação Ecológica do Cercadinho (ESEC), os Parques Mangabeiras e do Baleia, a Área de Proteção Ambiental, até os parque menores atrelados a malha urbana;
- O crescimento urbano e exploração econômico na região apesar de dificultados pela barreira natural da Serra, não são completamente impedidos e ameaçam a integridade do patrimônio natural ao ser feito de forma desordenada. Isso pode ser percebido pelas mancha da mineração no território e o avanço da malha urbana, que contornam as unidades de conservação e se impõe sob a topografia;
- Apesar de existir corredores ecológicos na prática, eles estão sendo compostos por vazios fundiários não incluídos em instrumentos legais de preservação, o que torna alvos de especulação imobiliários e possibilita a exploração econômica degradante;
MAPA HIPSOMÉTRICO
Objetivo: representar as variações de altitude e relevo da área de estudo.
Análises:
- A Serra do Curral configura uma importante barreira topográfica, concentrando as maiores altitudes da área analisada e atuando como divisor natural de águas.
- A elevada densidade de drenagens nas encostas demonstra a relevância do território para a recarga hídrica e para a alimentação dos cursos d'água da região.
- A presença de inúmeras cabeceiras de drenagem associadas às áreas mais elevadas evidencia a função da serra como zona estratégica para a conservação dos recursos hídricos.
- A associação entre relevo acidentado, drenagem abundante e importância paisagística confere ao território elevada sensibilidade ambiental, demandando estratégias de ocupação compatíveis com a preservação dos sistemas naturais.
Contexto Econômico
MAPA DE USO PRODUTIVO DO SOLO
Link do mapa:
Objetivo: mapear a dinâmica econômico do território em recorte, identificando o uso predominante econômico e relação às centralidades
Análises:
MAPA DE MINERAÇÃO E POTENCIAL DE REQUALIFICAÇÃO
Link do mapa:
Objetivo: delimitar as atividades minerárias, sua situação e contexto próximo para possível requalificação
Análises:
- A área de estudo é composto por dois complexos minerários principais, a Mina de Águas Claras e a Mina da Granja Corumi, ambas em processo de desativação e estabilização. Outras menores atividades acontecem na Mineração Gute Sich, no sentido a Sabará, que está paralisada por atividades ilegais; a Mineração Lagoa Seca, já em disputas para transformação em espaço público; e por fim, a represa de que compõe o Complexo Queiroz da AngloGold ativo;
- Todas as frentes de mineração, em vista da exploração na Serra do Curral, estão cortando ou margeando área de Tombamento da Serra e Unidades de Conservação já existentes. Portanto, a requalificação dos complexos minerários é essencial para pensar numa transição ecológica entre o meio urbano e o patrimônio natural protegido;
- A malha urbana já se encotra permeando as estruturas minerárias, principalmente a Mineração Lagoa Seca, Gute Sicht e Mina da Granja Corumi. Apesar de gerar um conflito de uso do solo, também expõe tais locais como potenciais frentes de expansão controlada, seja como parques , ocupações moderadas ou equipamento de uso coletivos de cultura, pesquisa e lazer;
- A princípio, em vista da malha rodoviária e da existente de linhas ferroviárias ao redor, é um potencial de integração ao transporte interurbano às antigas minas;
- A topografia acentuada alimenta um rede hidrográfica que nasce nas porções mais altas da Serra e desce em direção contrária. As minerações estão inseridas em cabeceiras, podendo ser visto diversas nascentes nas sua limitações. O entendimento das potencialidades das cavas como requalificação dessa estrutura ambiental é fundamental;
Contexto Político

Link do mapa: http://150.164.107.115/upload/share/lqpLSGwJ
Objetivo: unir os zoneamentos de Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará para comparação e sobreposição de diferentes posicionamentos entre municípios.
Legenda do mapa:
Zoneamento Sabará
AIA: Área de Interesse Ambiental
AIS: Área de Interesse Social
ZEI: Zona de Empreendimentos de Impactos
ZEU: Zona de Expansão Urbana
ZUM: Zona de Uso Misto
ZUMA: Zona Urbana Mista Adensada
Zoneamento Nova Lima
ZR 1B: Zona Residencial 1B
ZR 2B: Zona Residencial 2B
ZR 2A: Zona Residencial 2A
ZR 3: Zona Residencial 3
ZI 2: Zona Industrial 2
ZCS 1: Zona de Comércio e Serviço 1
ZCS 2: Zona de Comércio e Serviço 2
ZCS 3: Zona de Comércio e Serviço 3
ZEUS: Zona Especial de Uso Sustentável
ZETH: Zona Especial de Turismo e Habitação
ZERVU: Zona Especial de Revitalização Urbana
ZERQU: Zona Especial de Requalificação Urbana
ZEPA: Zona Especial de Proteção Ambiental
ZEIS: Zona Especial de Interesse Social
ZEEU: Zona Especial de Expansão Urbana
ZR: Zona Rural
Zoneamento Belo Horizonte
AGEUC: Área de Grandes Equipamentos de Uso Coletivo
AGEE: Área de Grandes Equipamentos Econômicos
AEIS 2: Área Especial de Interesse Social - 2
AEIS1: Área Especial de Interesse Social - 1
CR: Centralidade Regional
OM 1: Ocupação Moderada 1
OM 2: Ocupação Moderada 2
OM 3: Ocupação Moderada 3
OM 4: Ocupação Moderada 4
OP 1: Ocupação Preferencial 1
OP 2: Ocupação Preferencial 2
OP 3: Ocupação Preferencial 3
PA 1: Preservação Ambiental 1
PA 2: Preservação Ambiental 2
PA 3: Preservação Ambiental 3
ZEIS 1: Zona Especial de Interesse Social 1
ZEIS 2: Zona Especial de Interesse Social 2
Análises:
- O zoneamento de Nova Lima prevê uma zona de comércios e serviços no local da Serra do Curral, rodeado de áreas de preservação, se tornando uma possível contradição em um local que seria de interesse comum de ter leis mais rígidas em relação a sua ocupação. Essa zona também está em contradição com as políticas de Belo Horizonte, que prevê a preservação nesses arredores.
- Uma área entre os três municípios se encontra sem legislação presente, se tornando um espaço vazio.
Contexto Infraestrutural
MAPA DA INFRAESTRUTURA METROPOLITANA EXISTENTE
Link do mapa: http://150.164.107.115/upload/files/12_caderno-final/GRUPO%20A/2026-06-15-mapa-infraestutura-atual-grupo-A.pdf
Objetivo: Contextualizar a infraestrutura de mobilidade metropolitana existentes, entendendo os conflitos e potencialidades.
Análises:
- A estrutura territorial observada demonstra uma forte concentração de infraestrutura e conectividade em torno de Belo Horizonte, consolidando a capital como principal centralidade metropolitana. Além disso, a rede viária metropolitana aparece estruturada por grandes eixos viários que reforçam a lógica monocêntrica da RMBH, em que os deslocamentos convergem majoritariamente para Belo Horizonte. Isso evidencia a dependência funcional dos municípios vizinhos em relação à capital e a dependência do sistema rodoviário para estabelecer essas conecxões.
- O mapa reforça o papel da Serra do Curral como elemento central na organização territorial da RMBH. Mais do que uma barreira física, a serra aparece como marco paisagístico, ambiental e infraestrutural, condicionando os vetores de expansão e a implantação das redes metropolitanas. A concentração de propostas de mobilidade ao redor desse eixo demonstra sua importância estratégica para a integração entre Belo Horizonte, Nova Lima, Sabará e Raposos.
- A linha de metrô existente possui alcance territorial limitado quando comparada à extensão urbana da metrópole. O sistema permanece concentrado no eixo oeste-norte, o que mostra lacunas importantes de integração no que tange á distribuição de transporte de média-alta capacidade.
- Nova Lima, apesar de possuir forte relevância econômica e crescimento recente, ainda apresenta relativa desconexão infraestrutural direta com o restante da malha metropolitana, muito condicionada pela Serra do Curral e pela dependência do sistema rodoviário. Já Sabará e Raposos aparecem como centralidades locais mais isoladas, associadas a vales e corredores específicos de ocupação.
MAPA DA ESTRUTURA METROPOLITANA PROPOSTA PELO PDDI
Link do mapa: http://150.164.107.115/upload/files/12_caderno-final/GRUPO%20A/2026-06-12-mapa-infraestuturas-PDDI-grupo-A.pdf
Objetivo: Mapear a infraestrutura de mobilidade metropolitana propostas no PDDI, entendendo suas potencialidades e limitações.
Análises:
- A infraestrutura ferroviária aparece com maior relevância nas propostas do PDDI e reforça uuma lógica de integração metropolitana de longa escala.
- A proposta do Ferroanel, associada às expansões do metrô e aos eixos viários metropolitanos, evidencia a intenção do PDDI de consolidar corredores de mobilidade capazes de conectar Belo Horizonte Nova Lima, Sabará e Raposos, reduzindo a dependência do transporte rodoviário convencional. Essa estratégia também revela uma tentativa de redistribuição dos fluxos metropolitanos, desviando parte da circulação de cargas e deslocamentos estruturais das áreas mais consolidadas da capital.
- Outro aspecto importante é a sobreposição entre infraestrutura e áreas ambientalmente sensíveis. O traçado do Rodoanel e das expansões ferroviárias tangencia áreas de preservação e regiões de elevada fragilidade ambiental, como a Serra do Curral e a Várzea das Flores. O que evidencia um dos principais conflitos presentes na RMBH: a necessidade de ampliar a conectividade regional sem intensificar processos de degradação paisagística e fragmentação ecológica.
- A leitura do mapa permite compreender que o PDDI propõe uma metrópole baseada em infraestruturas integradas, multimodais e regionalizadas, buscando equilibrar mobilidade, preservação ambiental e articulação territorial. Entretanto, a representação também explicita tensões importantes entre expansão infraestrutural, proteção da paisagem cultural da Serra do Curral e ocupação urbana em áreas ambientalmente frágeis.