Novas Centralidades: mudanças entre as edições
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* A proposta arquitetônica para a Mina de Águas Claras busca promover uma ocupação urbana integrada à paisagem natural, respeitando a topografia e as características ambientais do local. O projeto adota tipologias multifamiliares com altura máxima de 12 metros, reduzindo intervenções no relevo e valorizando a relação entre arquitetura e natureza. A implantação de usos mistos contribui para a criação de um bairro mais dinâmico e acessível, reunindo habitação, comércio, serviços e áreas de convivência. Em oposição ao modelo de condomínios fechados, a proposta prioriza a permeabilidade urbana, a conexão com o entorno e a qualificação dos espaços públicos, promovendo uma ocupação mais sustentável, inclusiva e integrada à cidade; | * A proposta arquitetônica para a Mina de Águas Claras busca promover uma ocupação urbana integrada à paisagem natural, respeitando a topografia e as características ambientais do local. O projeto adota tipologias multifamiliares com altura máxima de 12 metros, reduzindo intervenções no relevo e valorizando a relação entre arquitetura e natureza. A implantação de usos mistos contribui para a criação de um bairro mais dinâmico e acessível, reunindo habitação, comércio, serviços e áreas de convivência. Em oposição ao modelo de condomínios fechados, a proposta prioriza a permeabilidade urbana, a conexão com o entorno e a qualificação dos espaços públicos, promovendo uma ocupação mais sustentável, inclusiva e integrada à cidade; | ||
Edição das 14h34min de 9 de junho de 2026
Parque Pós-Mineração e Novas Centralidades Urbanas
Conceito do plano
O plano se fundamenta em conceitos de planejamento e desenho urbano integrado, adotando estratégias como o Urbanismo da Paisagem e a análise de comportamento e desempenho da cidade, com exemplo do City Calculator©, como norteadores para a proposta. Dessa forma, toma-se partido de uma abordagem de antecipação de cenários e definição de estratégias de maneira propositiva, em contraposição a ações reativas de urbanização.
Urbanismo da Paisagem
O Urbanismo da Paisagem (Landscape Urbanism) trata a paisagem como infraestrutura estruturadora do território. Nesse sentido, os espaços livres e áreas verdes deixam de ser elementos residuais e passam a assumir papel organizador da ocupação urbana, atuando como suporte ambiental, zonas de amortecimento e, sobretudo, como elementos primários de articulação espacial. Mais do que a presença do verde, esse conceito implica a leitura dos sistemas naturais como base para a estruturação do tecido urbano, orientando continuidades, hierarquias e relações entre cheios e vazios. Experiências como Vauban, em Freiburg, e Tianjin Eco-city, na China, evidenciam essa abordagem ao integrar sistemas ambientais, como drenagem, energia e mobilidade, ao desenho urbano, promovendo uma ocupação que articula desempenho ecológico, uso intensivo do espaço e qualidade urbana.
Análise de Comportamento e Desempenho
Essa lógica é aplicada nas propostas para o Grand Paris desenvolvidas pela MVRDV, partindo da análise da infraestrutura existente e da demanda urbana que precede o desenho do território. A abordagem orientada por dados é inspirada no City Calculator©, uma versão demonstrativa proposta de um possível software e ferramenta online, que quantifica o comportamento e o desempenho de uma cidade. O masterplan passa, assim, a ser definido com base em métricas e cenários, garantindo coerência entre ocupação e suporte urbano.
(colocar as fotos e fontes)
Delimitação da área do plano
O setor trabalhado compreende as áreas das minas de Águas Claras, em uma região marcada pela presença histórica da mineração e pela proximidade com importantes eixos urbanos e ambientais da metrópole. O território é caracterizado por grandes vazios resultantes da atividade mineradora, extensas áreas de encosta e pela presença de conexões estratégicas de mobilidade, especialmente em Águas Claras, onde a futura centralidade de transporte estrutura a proposta urbana.

Objetivos do plano
- Objetivo geral: Promover uma requalificação para as áreas degradadas pela mineração da Mina de Águas Claras, por meio da proposição de um programa integrado de parque e novas centralidades urbanas que conciliem a recuperação ecológica, a mobilidade inter-regional, a preservação paisagística e um desenvolvimento urbano de uso misto.
- Objetivos específicos:
- Propor uma nova centralidade urbana na área de platô Mina de Águas Claras, que seja estruturada por usos mistos, incluindo habitação, serviços e equipamentos urbanos;
- Propor um parque nas áreas de entorno da cava da Mina de Águas Claras;
- Integrar a nova centralidade urbana ao nó multimodal e ao novo parque no entorno da cava;
- Promover a integração territorial entre a nova ocupação, o tecido urbano existente e o novo parque proposto;
- Priorizar uma mobilidade nessas novas centralidades com transporte coletivo e transporte ativo;
- Prever estratégias de recuperação ambiental e paisagísticas para o parque e a nova centralidade na Mina de Águas Claras;
- Articular na Mina de Águas Claras a urbanização e a recuperação ambiental, respeitando as condicionantes naturais, interesses de conservação e reduzindo impactos paisagísticos e ambientais.
Diretrizes do plano
- Utilizar a antiga estrutura territorial da mina de Águas Claras como suporte para a implantação da nova malha urbana e de um parque;
- Consolidar a Mina de Águas Claras como uma nova centralidade articulada a um nó multimodal;
- Promover um modelo urbano de uso misto com predominância habitacional associado a serviços, equipamentos públicos e espaços de permanência;
- Priorizar soluções urbanas que incentivem o transporte coletivo, os deslocamentos ativos e a redução do uso do automóvel;
- Concentrar as ocupações em áreas estabilizadas de menor sensibilidade ambiental;
- Preservar as áreas inundáveis, os topos de morro e eixos de drenagem natural como infraestruturas ecológicas dentro dos limites do território;
- Desenvolver uma ocupação de baixa verticalização integrada à topografia e à paisagem da Serra do Curral;
- Distribuir equipamentos públicos e centralidades de bairro de forma uniforme;
- Estimular a diversidade social e funcional por meio da não implantação de condomínios fechados e da priorização de espaços públicos acessíveis;
- Garantir a conectividade entres área verdes e espaços livres, de forma a compor a paisagem urbana
Programa Urbanístico-Ambiental-Infraestrutural
- Implantação de bairro residencial na Mina de Águas Claras com capacidade para aproximadamente 10 mil moradores, priorizando habitações coletivas e ocupações integradas ao espaço urbano.
- Inserção de comércio local e serviços de proximidade junto às áreas residenciais, promovendo usos mistos e maior vitalidade urbana no cotidiano do bairro.
- Desenvolvimento de tipologias habitacionais integradas à paisagem local, promovendo formas de ocupação que preservem as características do território e minimizem impactos ambientais, articulando de maneira equilibrada os usos residenciais e de lazer.
- Definição de zoneamento urbano-ambiental organizando áreas residenciais, comerciais, espaços públicos e áreas de preservação de acordo com as condições ambientais e urbanas da Mina de Águas Claras
Análise de Comportamento - Bairro- parque Águas Claras
A partir da análise dos padrões de comportamento urbano e desempenho territorial observados no bairro Belvedere, estabelece-se, de forma sintética, um conjunto de parâmetros orientadores para a formulação do programa urbanístico do novo bairro Águas Claras. Essa abordagem permite transpor referências consolidadas para um novo contexto, ajustando-as às especificidades locais e às diretrizes projetuais adotadas.
- Área total: aproximadamente 2,87 km² (287 ha)
- População prevista: aproximadamente 7.800 habitantes
- Densidade populacional: aproximadamente 2.680 hab/km²
Uso Residencial
- População atendida: 7.800 habitantes
- Índice volumétrico adotado: 150 m³/habitante
- Altimetria máxima: 9 metros
- Referência construtiva: pavimentos com pé-direito médio de 3 metros
Área residencial total:
- 7.800 habitantes × 150 m³/habitante ÷ 9 m (habitações coletivas de 3 pavimentos)
- Mancha de ocupação residencial: 130.000 m²
Volumetria residencial total:
- 7.800 habitantes × 150 m³/habitante
- Volumetria total: 1.170.000 m³ = 0,00117 km³
Uso Comercial e de Serviços
- Área construída: 440.000 m²
- Referência construtiva: 4 metros por pavimento
Volumetria comercial total:
- 440.000 m² × 4 m
- Volumetria total: 1.760.000 m³ = 0,00176 km³
Equipamentos Públicos e Institucionais
- Área construída: 150.000 m²
- Referência construtiva: 4 metros por pavimento
Volumetria institucional total:
- 150.000 m² × 4 m
- Volumetria total: 600.000 m³ = 0,00060 km³
Programa Tipologias-Uso
Arquiteturas
- A proposta arquitetônica para a Mina de Águas Claras busca promover uma ocupação urbana integrada à paisagem natural, respeitando a topografia e as características ambientais do local. O projeto adota tipologias multifamiliares com altura máxima de 12 metros, reduzindo intervenções no relevo e valorizando a relação entre arquitetura e natureza. A implantação de usos mistos contribui para a criação de um bairro mais dinâmico e acessível, reunindo habitação, comércio, serviços e áreas de convivência. Em oposição ao modelo de condomínios fechados, a proposta prioriza a permeabilidade urbana, a conexão com o entorno e a qualificação dos espaços públicos, promovendo uma ocupação mais sustentável, inclusiva e integrada à cidade;
- O parque é proposto principalmente ao redor do lago resultante da antiga cava da mineração acompanhando as áreas que se aproximam do topo da Serra do Curral. A intenção é dispersar equipamento de uso coletivo associados ao parque, como centro de visitantes, museu, auditório, lanchonetes e apoio ao lazer. Além disso, criação de um parque linear acompanhando o final do platô de implantação do bairro, de modo que contribua como mirante e área de transição a mata não alterada e cercear o espraiamento da ocupação;
- Nas áreas de lazer e convivência, podem ser implantados playgrounds, academias ao ar livre, mobiliários modulares para encontros e pequenos eventos, mesas comunitárias e espaços de contemplação voltados para a paisagem. Em conjunto com arborização e infraestrutura verde, esses equipamentos ajudam a criar ambientes mais humanizados e seguros, estimulando o uso coletivo e reforçando a identidade urbana na Mina de Águas Claras como um bairro aberto, ativo e integrado à paisagem natural.




Imagens, mapas, croquis e fotos
- http://150.164.107.115/upload/files/06_mapas/pdf/2026-05-25-zoneamento-proposto-para-areas-remanescentes-de-minera%C3%A7%C3%A3o.pdf
- http://150.164.107.115/upload/files/06_mapas/pdf/2026-05-26-mapa-proposta-setor-2.pdf