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<li> | <li><b>Matriz 3 — Da Cidade Parcelada à Cidade Programada:</b> A comparação entre Cidade Parcelada e Cidade Programada evidencia duas lógicas distintas de produção do espaço urbano. Na cidade parcelada, o processo de urbanização ocorre de forma sequencial e fragmentada, partindo da divisão do território em ruas, quadras e lotes, para somente depois receber edificações e programas de uso, resultando em uma cidade definida pela soma de parcelas individuais. Em contraste, a cidade programada inverte essa lógica ao considerar inicialmente as características do território, da paisagem e da infraestrutura como elementos estruturadores, incorporando o programa urbano antes da definição da forma construída. Dessa maneira, a ocupação deixa de ser apenas um processo de parcelamento fundiário e passa a ser resultado de um planejamento integrado, no qual mobilidade, infraestrutura, sistemas ambientais e usos do solo são concebidos de forma articulada, produzindo um tecido urbano mais eficiente, resiliente e coerente com as dinâmicas territoriais contemporâneas.[[Arquivo:Cidade Parcelada X Cidade Programada.png|nenhum|commoldura|Novos paradigmas de habitação]] </li> | ||
<li><b>Diagramas para a Síntese Conceitual</b></li> | <li><b>Diagramas para a Síntese Conceitual</b></li> | ||
Edição das 21h14min de 2 de julho de 2026
Imagens 3D, visualizações em IA e softwares de apresentação geral
- Da cidade parcelada à cidade programada
- A rua deixa de ser o elemento estruturador
- Programação espacial tridimensional
- Matriz 1 — Estrutura Conceitual da Disciplina: Articulação dos principais elementos e propostas de projeto para uma cidade pós-carro. A Matriz 1 organiza o projeto urbano em torno de oito categorias que se cruzam, e cada uma das cinco propostas do território da Serra do Curral pode ser lida como uma resposta particular a esse cruzamento. A rede é trabalhada pela Rede Metropolitana, que articula trens, monotrilhos e teleféricos entre Belo Horizonte, Nova Lima, Raposos e Sabará a partir do modelo Nó-Lugar, e prolongada pelo Ecoturismo e Permanência Social, que propõem teleféricos como circulação aérea em áreas de topografia difícil. A centralidade estrutura Novas Centralidades, que converte a antiga Mina de Águas Claras em bairro-parque de uso misto, e reaparece nas estações-programa da Rede Metropolitana e nas estações-comunidade de Permanência Social. Tipologia e morfologia acompanham o relevo em Novas Centralidades e Permanência Social, enquanto o programa social é a categoria dominante desta última, que busca garantir a permanência das comunidades por meio de corredores ambientais e novas tipologias habitacionais. Infraestrutura e paisagem se cruzam no Corredor Ecológico, que conecta unidades de conservação da Serra do Curral por ecodutos e parques lineares, reforçado pela infraestrutura verde-azul da Rede Metropolitana. O resultado é um modelo urbano policêntrico, em que rede, paisagem, programa e infraestrutura são decididos em conjunto, substituindo o zoneamento funcional tradicional.

- Matriz 2 — Paradigmas de Organização da Cidade: Comparativo da cidade rodoviarista e da cidade pós-carro, destacando suas diferentes lógicas de organização urbana e habitacional. A Matriz 2 contrapõe dois paradigmas urbanos fundamentais. Enquanto a cidade rodoviarista utiliza a rua e o lote como elementos estruturadores, propostas como a Rede Metropolitana e a Permanência Social transferem esse papel para a infraestrutura coletiva, utilizando trens, monotrilhos e teleféricos. Nesse novo cenário, o sistema de mobilidade, e não o lote isolado, torna-se a unidade básica de organização do território. Seguindo essa mesma lógica, o eixo de Novas Centralidades inverte a regra tradicional onde o parcelamento precede a arquitetura: o programa, de uso misto, habitação e comércio, é definido antes da forma construída, nascendo da sobreposição direta entre a infraestrutura ambiental e o sistema de transporte. Paralelamente, a dependência automotiva e o zoneamento funcional, marcas do modelo rodoviarista, dão lugar à mobilidade estruturadora e à programação espacial integrada. Essa transição atinge seu ápice em Permanência Social, cuja prioridade é a sobreposição do programa social à forma. Por fim, a expansão dispersa e o verde residual são substituídos pela ocupação concentrada e pela paisagem organizadora. O Corredor Ecológico trata a Serra do Curral como um ecossistema contínuo, enquanto a Rede Metropolitana incorpora a infraestrutura verde-azul diretamente às estações. Assim, o modelo de cidade pós-carro tem como elemento-chave do projeto urbanístico a eliminação da lógica dos espaços residuais, por meio da priorização conjunta de paisagem e ocupação.

- Matriz 3 — Da Cidade Parcelada à Cidade Programada: A comparação entre Cidade Parcelada e Cidade Programada evidencia duas lógicas distintas de produção do espaço urbano. Na cidade parcelada, o processo de urbanização ocorre de forma sequencial e fragmentada, partindo da divisão do território em ruas, quadras e lotes, para somente depois receber edificações e programas de uso, resultando em uma cidade definida pela soma de parcelas individuais. Em contraste, a cidade programada inverte essa lógica ao considerar inicialmente as características do território, da paisagem e da infraestrutura como elementos estruturadores, incorporando o programa urbano antes da definição da forma construída. Dessa maneira, a ocupação deixa de ser apenas um processo de parcelamento fundiário e passa a ser resultado de um planejamento integrado, no qual mobilidade, infraestrutura, sistemas ambientais e usos do solo são concebidos de forma articulada, produzindo um tecido urbano mais eficiente, resiliente e coerente com as dinâmicas territoriais contemporâneas.

Novos paradigmas de habitação - Diagramas para a Síntese Conceitual