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= Mapas de Análise =
== Contexto Ambiental ==
== Contexto Ambiental ==


=== MAPA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL ===
=== MAPA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL ===
[[Arquivo:MAPA CONTEXTO AMBIENTAL II.png|frame|none|link=http://150.164.107.115/arquivos/urb608/12_caderno-final/GRUPO%20A/2026-06-23-mapa-ambiental-preservacao-ambiental-grupo-A.pdf|Mapa de Preservação Ambiental. Download do PDF.]]
[[Arquivo:MAPA CONTEXTO AMBIENTAL II.png|frame|none|link=http://150.164.107.115/arquivos/urb608/12_caderno-final/GRUPO%20A/2026-07-02-mapa-ambiental-preservacao-ambiental-grupo-A.pdf|Mapa de Preservação Ambiental. Download do PDF.]]


Objetivo: mapear a estrutura de preservação ambiental existentes, entendendo os conflitos com a ocupação urbana e áreas remanescentes a tais lógicas
A área de estudo, inserida no contexto da Serra do Curral e suas adjacências, propõe-se a analisar a configuração das áreas de preservação ambiental, investigando as tensões com a ocupação urbana e reconhecendo os remanescentes territoriais resultantes dessas relações. Para isso, a análise foi desenvolvida a partir das camadas disponibilizadas pelo plano metropolitano da RMBH, complementadas por bases de dados da Prefeitura de Belo Horizonte e pela delimitação das áreas degradadas pela mineração por meio da interpretação de imagens do Google Earth. Essa abordagem integrada permite uma leitura ampliada das relações entre proteção ambiental, ocupação urbana e usos produtivos no território.


Análises:
O território da Serra do Curral configura-se por diferentes níveis de restrição legal, estruturando uma complexa malha de proteção ambiental. Essa rede abrange desde categorias mais rigorosas de conservação, como a Estação Ecológica do Cercadinho (ESEC), até unidades de uso mais flexível, como os Parques Municipais das Mangabeiras e da Baleia, além da Área de Proteção Ambiental (APA) e de parques urbanos de menor escala, integrados à malha consolidada da cidade. Em conjunto, esses instrumentos estabelecem diretrizes de preservação que reconhecem a relevância ecológica, paisagística e simbólica da Serra do Curral para Belo Horizonte e sua região metropolitana.
 
Entretanto, o crescimento urbano e a exploração econômica na região, embora condicionados pela barreira física imposta pela serra, não são plenamente contidos. Ao contrário, manifestam-se por meio de processos de ocupação que tensionam os limites dessas áreas protegidas. A expansão da malha urbana e as atividades minerárias evidenciam esse conflito, ao contornarem as unidades de conservação e, em muitos casos, avançarem sobre áreas sensíveis, adaptando-se à topografia de maneira pouco integrada ao meio natural. Esse padrão de ocupação fragmenta o território e compromete a continuidade dos sistemas ambientais.


* O território da Serra do Curral é caracterizado por diferentes níveis de restrição legal que estruturam uma malha de proteção ambiental, que abrange categoria estritras de conservação, como Estação Ecológica do Cercadinho (ESEC), os Parques Mangabeiras e do Baleia, a Área de Proteção Ambiental, até os parque menores atrelados a malha urbana;
Nesse contexto, observa-se que, embora existam corredores ecológicos em potencial, responsáveis por conectar fragmentos de vegetação e garantir fluxos ecológicos, muitos deles não estão formalmente reconhecidos por instrumentos legais de proteção. Na prática, esses corredores coincidem com vazios fundiários e áreas não parceladas, o que os torna particularmente vulneráveis à especulação imobiliária e à ocupação desenfreada. A ausência de regulamentação específica para essas áreas fragiliza a efetividade da rede de proteção existente, abrindo espaço para usos que podem intensificar processos de degradação ambiental e perda de biodiversidade.
* O crescimento urbano e exploração econômico na região apesar de dificultados pela barreira natural da Serra, não são completamente impedidos e ameaçam a integridade do patrimônio natural ao ser feito de forma desordenada. Isso pode ser percebido pelas mancha da mineração no território e o avanço da malha urbana, que contornam as unidades de conservação e se impõe sob a topografia;
* Apesar de existir corredores ecológicos na prática, eles estão sendo compostos por vazios fundiários não incluídos em instrumentos legais de preservação, o que torna alvos de especulação imobiliários e possibilita a exploração econômica degradante;


=== MAPA HIPSOMÉTRICO ===
=== MAPA HIPSOMÉTRICO ===
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=== MAPA DE USO PRODUTIVO DO SOLO ===
=== MAPA DE USO PRODUTIVO DO SOLO ===
(INSERIR O MAPA)
[[Arquivo:Mapa-econômico-uso-produtivo-do-solo-grupo-A.png|frame|none|link=http://150.164.107.115/arquivos/urb608/06_mapas/pdf/2026-07-02-mapa-economico-uso-produtivo-do-solo-grupo-A.pdf|Mapa de Uso Produtivo do Solo. Download do PDF.]]
 
O mapa de uso produtivo do solo apresentado, construído a partir das camadas disponibilizadas pela Prefeitura de Belo Horizonte, em conjunto com dados do diagnóstico do PDDI para Belo Horizonte e Nova Lima, tem como objetivo mapear a dinâmica econômica do território no recorte analisado, identificando os usos produtivos predominantes e sua relação com as centralidades urbanas e metropolitanas. A partir da análise das tipologias de uso e ocupação do solo, complementada pelo uso de ferramentas como o Google Earth, foi possível agrupar os usos produtivos em categorias mais amplas, permitindo uma leitura sintética e estratégica do território.
 
* '''Comércio, Serviços e Centralidades Corporativas:''' atividades econômicas de maior intensidade, voltadas à prestação de serviços, negócios, consumo e articulação corporativa, caracterizando as principais centralidades urbanas. Tipologias enquadradas: Casa/Sobrado não residencial; Edifício de uso misto; Edifício não residencial; Estacionamento; Hotéis/Motéis e similares; Instituição financeira; Shopping center;
* '''Equipamentos Institucionais e Serviços Públicos:''' funções essenciais ao funcionamento urbano, garantindo atendimento coletivo nas áreas de saúde, educação, lazer e administração pública, com papel estruturador do território. '''Tipologias enquadradas:''' Cemitério; Clube esportivo/social; Estádio/Ginásio; Hospital/Serviço de saúde; Instituição de ensino; Serviços públicos;
* '''Economia Criativa, Turismo e Patrimônio:''' atividades culturais, turísticas e simbólicas que promovem identidade urbana, atração de fluxos e dinamização econômica baseada no lazer e na cultura. Tipologias enquadradas: Casa de show; Centro de convenções/exposições; Instituição cultural;
* '''Áreas mineradas:''' atividades produtivas de base extrativa e usos de grande impacto territorial, associados à exploração de recursos naturais e suporte operacional pesado. Tipologias enquadradas: Áreas de mineração (polígonos elaborados a partir da mancha observada no Google Earth);
* '''Comércio de Grande Porte, Logística e Serviços Estruturantes:''' atividades voltadas à circulação de mercadorias e pessoas em escala urbana e metropolitana, estruturando cadeias produtivas e sistemas logísticos. Tipologias enquadradas: Aeroporto; Galpão comercial; Galpão industrial; Supermercado/Hipermercado; Terminal rodoviário/ferroviário.


Link do mapa:
A leitura do mapa reforça a região central de Belo Horizonte como principal polo acumulador de atividades econômicas, especialmente aquelas relacionadas ao comércio e aos serviços, mas também com forte presença de equipamentos institucionais. Essa concentração evidencia o papel da capital como centralidade dominante da região metropolitana, articulando fluxos econômicos, administrativos e de serviços em escala ampliada. A partir desse núcleo, é possível identificar vetores de uso que se irradiam em direção a outras áreas da cidade, conectando diferentes porções do território e estruturando sua organização funcional.


Objetivo: mapear a dinâmica econômico do território em recorte, identificando o uso predominante econômico e relação às centralidades
Esses vetores de expansão produtiva estão diretamente associados à rede viária principal, revelando uma lógica linear de crescimento urbano. A dependência da infraestrutura rodoviária orienta tanto a localização das atividades quanto a expansão da mancha urbana, contribuindo para a formação de corredores econômicos e para a dispersão relativa de determinadas funções, sobretudo aquelas ligadas à logística e ao comércio de grande porte.


Análises:
Em contraponto a essa dinâmica urbana, destaca-se a presença expressiva das áreas mineradas ao longo da Serra do Curral. Essas áreas configuram um uso produtivo de grande escala e forte impacto territorial, não se apresentando como ocorrências isoladas, mas como sistemas contínuos que ocupam extensas porções do território. Tal configuração evidencia a permanência da mineração como atividade estruturante da economia metropolitana. Ao mesmo tempo, sua localização em zonas de transição entre a urbanização e áreas ambientalmente sensíveis explicita um conflito latente entre exploração econômica, preservação ambiental e expansão urbana.


*
As unidades de conservação, por sua vez, aparecem majoritariamente nas bordas da urbanização, especialmente em áreas ainda não ocupadas. Observa-se uma clara contraposição entre essas áreas protegidas e a mancha urbana consolidada, indicando que sua presença está mais associada à preservação de porções não urbanizadas do território do que à articulação direta com a dinâmica econômica. Dessa forma, seu papel como elemento estruturador da economia urbana se mostra limitado e pontual, embora fundamental do ponto de vista ambiental.
 
Por fim, é importante destacar que a aparente ausência de usos produtivos mais expressivos nos territórios de Nova Lima e Sabará decorre, em grande medida, da limitação dos dados utilizados, concentrados em Belo Horizonte. Essa lacuna resulta em uma leitura parcial da dinâmica metropolitana, uma vez que esses municípios possuem atividades econômicas relevantes, como mineração, empreendimentos imobiliários de alto padrão e usos industriais. Ainda assim, o mapa evidencia, mesmo que indiretamente, a forte dependência regional em relação a Belo Horizonte, que concentra funções econômicas estratégicas e exerce papel dominante na organização do espaço metropolitano.


=== MAPA DE MINERAÇÃO E POTENCIAL DE REQUALIFICAÇÃO ===
=== MAPA DE MINERAÇÃO E POTENCIAL DE REQUALIFICAÇÃO ===
[[Arquivo:Mapa-econômico-minerações-potencialidades-grupo-A.png|frame|none|link=http://150.164.107.115/arquivos/urb608/12_caderno-final/GRUPO%20A/2026-06-23-mapa-economico-mineracoes-potencialidades-grupo-A.pdf|Mapa de Mineração e Potencial de Requalificação. Download do PDF.]]
[[Arquivo:Mapa-econômico-minerações-potencialidades-grupo-A.png|frame|none|link=http://150.164.107.115/arquivos/urb608/12_caderno-final/GRUPO%20A/2026-06-23-mapa-economico-mineracoes-potencialidades-grupo-A.pdf|Mapa de Mineração e Potencial de Requalificação. Download do PDF.]]


Objetivo: delimitar as atividades minerárias, sua situação e contexto próximo para possível requalificação
A delimitação das atividades minerárias, aliada à compreensão de sua situação atual e à análise do contexto territorial imediato, constitui um passo fundamental para a identificação de potencialidades voltadas a processos de requalificação. Nesse sentido, a presente análise foi estruturada a partir de camadas disponibilizadas pelo Plano Metropolitano da RMBH, complementadas pela identificação e delimitação das áreas mineradas por meio da interpretação de imagens do Google Earth. Com base nessa leitura integrada, busca-se compreender tais territórios não apenas como passivos ambientais, mas como espaços estratégicos para a promoção de transformações urbanas e ecológicas, capazes de articular processos de regeneração ambiental a novas dinâmicas de uso e ocupação.
 
A área é marcada pela presença de dois principais complexos minerários, a Mina de Águas Claras e a Mina da Granja Corumi, ambos atualmente em processo de desativação e estabilização. Além desses, identificam-se outras frentes de exploração de menor porte, como a Mineração Gute Sicht, no sentido de Sabará, atualmente paralisada devido a irregularidades; a Mineração Lagoa Seca, que se encontra em processo de disputa para conversão em espaço público; e a represa integrante do Complexo Queiroz, operado pela AngloGold, ainda em atividade. Esse conjunto de áreas evidencia a forte incidência histórica da mineração sobre o território da Serra do Curral e suas adjacências.
 
De modo geral, as frentes minerárias se inserem em zonas sensíveis do ponto de vista ambiental e patrimonial, frequentemente margeando ou interceptando áreas tombadas da Serra do Curral e unidades de conservação já estabelecidas. Esse contexto reforça a necessidade de se pensar a requalificação desses complexos como estratégia fundamental para a construção de uma transição ecológica qualificada entre o meio urbano consolidado e os remanescentes de patrimônio natural protegido. Mais do que áreas degradadas, esses espaços configuram-se como territórios estratégicos para a reconexão ambiental e reestruturação da paisagem.
 
A presença da malha urbana no entorno imediato e, em alguns casos, já avançando sobre as estruturas minerárias, como observado na Lagoa Seca, Gute Sicht e Granja Corumi , mostra um cenário de conflito de usos do solo. Contudo, essa mesma proximidade também revela o potencial dessas áreas como frentes de transformação urbana orientada, possibilitando a implantação de parques, ocupações de baixa e média densidade e equipamentos de uso coletivo voltados à cultura, pesquisa e lazer. Portanto, são espaços com capacidade de mediação entre dinâmicas urbanas e ambientais, desde que submetidos a diretrizes de ocupação sensíveis às suas especificidades.


Análises:
Do ponto de vista da mobilidade, a área apresenta condições favoráveis à integração com sistemas de transporte de escala metropolitana, dada a proximidade com importantes eixos rodoviários e a presença de infraestruturas ferroviárias. Esse fator amplia as possibilidades de reuso das antigas áreas mineradas, potencializando sua acessibilidade e inserção em redes mais amplas de circulação e uso público.


* A área de estudo é composto por dois complexos minerários principais, a Mina de Águas Claras e a Mina da Granja Corumi, ambas em processo de desativação e estabilização. Outras menores atividades acontecem na Mineração Gute Sich, no sentido a Sabará, que está paralisada por atividades ilegais; a Mineração Lagoa Seca, já em disputas para transformação em espaço público; e por fim, a represa de que compõe o Complexo Queiroz da AngloGold ativo;
Por fim, a topografia acentuada da Serra do Curral desempenha papel determinante na configuração de uma rede hidrográfica significativa, com nascentes localizadas nas porções mais elevadas e cursos d’água que se desenvolvem em direção às áreas mais baixas. As minerações, em muitos casos, encontram-se justamente nessas áreas de cabeceira, onde se observa a presença de múltiplas nascentes em seus limites. Nesse sentido, o entendimento das cavas minerárias como oportunidade de requalificação ambiental, seja para recuperação hídrica, criação de reservatórios ou reestruturação de ecossistemas, é um partido essencial para a construção de estratégias que conciliem regeneração ambiental e novos usos para o território.
* Todas as frentes de mineração, em vista da exploração na Serra do Curral, estão cortando ou margeando área  de Tombamento da Serra e Unidades de Conservação já existentes. Portanto, a requalificação dos complexos minerários é essencial para pensar numa transição ecológica entre o meio urbano e o patrimônio natural protegido;
* A malha urbana já se encotra permeando as estruturas minerárias, principalmente a Mineração Lagoa Seca, Gute Sicht e Mina da Granja Corumi. Apesar de gerar um conflito de uso do solo, também expõe tais locais como potenciais frentes de expansão controlada, seja como parques , ocupações moderadas ou equipamento de uso coletivos de cultura, pesquisa e lazer;
* A princípio, em vista da malha rodoviária e da existente de linhas ferroviárias ao redor, é um potencial de integração ao transporte interurbano às antigas minas;
* A topografia acentuada alimenta um rede hidrográfica que nasce nas porções mais altas da Serra e desce em direção contrária. As minerações estão inseridas em cabeceiras, podendo ser visto diversas nascentes nas sua limitações. O entendimento das potencialidades das cavas como requalificação dessa estrutura ambiental é fundamental;


== Contexto Político ==
== Contexto Político ==

Edição atual tal como às 01h45min de 3 de julho de 2026

Contexto Ambiental

MAPA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Mapa de Preservação Ambiental. Download do PDF.

A área de estudo, inserida no contexto da Serra do Curral e suas adjacências, propõe-se a analisar a configuração das áreas de preservação ambiental, investigando as tensões com a ocupação urbana e reconhecendo os remanescentes territoriais resultantes dessas relações. Para isso, a análise foi desenvolvida a partir das camadas disponibilizadas pelo plano metropolitano da RMBH, complementadas por bases de dados da Prefeitura de Belo Horizonte e pela delimitação das áreas degradadas pela mineração por meio da interpretação de imagens do Google Earth. Essa abordagem integrada permite uma leitura ampliada das relações entre proteção ambiental, ocupação urbana e usos produtivos no território.

O território da Serra do Curral configura-se por diferentes níveis de restrição legal, estruturando uma complexa malha de proteção ambiental. Essa rede abrange desde categorias mais rigorosas de conservação, como a Estação Ecológica do Cercadinho (ESEC), até unidades de uso mais flexível, como os Parques Municipais das Mangabeiras e da Baleia, além da Área de Proteção Ambiental (APA) e de parques urbanos de menor escala, integrados à malha consolidada da cidade. Em conjunto, esses instrumentos estabelecem diretrizes de preservação que reconhecem a relevância ecológica, paisagística e simbólica da Serra do Curral para Belo Horizonte e sua região metropolitana.

Entretanto, o crescimento urbano e a exploração econômica na região, embora condicionados pela barreira física imposta pela serra, não são plenamente contidos. Ao contrário, manifestam-se por meio de processos de ocupação que tensionam os limites dessas áreas protegidas. A expansão da malha urbana e as atividades minerárias evidenciam esse conflito, ao contornarem as unidades de conservação e, em muitos casos, avançarem sobre áreas sensíveis, adaptando-se à topografia de maneira pouco integrada ao meio natural. Esse padrão de ocupação fragmenta o território e compromete a continuidade dos sistemas ambientais.

Nesse contexto, observa-se que, embora existam corredores ecológicos em potencial, responsáveis por conectar fragmentos de vegetação e garantir fluxos ecológicos, muitos deles não estão formalmente reconhecidos por instrumentos legais de proteção. Na prática, esses corredores coincidem com vazios fundiários e áreas não parceladas, o que os torna particularmente vulneráveis à especulação imobiliária e à ocupação desenfreada. A ausência de regulamentação específica para essas áreas fragiliza a efetividade da rede de proteção existente, abrindo espaço para usos que podem intensificar processos de degradação ambiental e perda de biodiversidade.

MAPA HIPSOMÉTRICO

Mapa de Hipsométrico. Download do PDF.

Objetivo: representar as variações de altitude e relevo da área de estudo. Análises:

  • A Serra do Curral configura uma importante barreira topográfica, concentrando as maiores altitudes da área analisada e atuando como divisor natural de águas.
  • A elevada densidade de drenagens nas encostas demonstra a relevância do território para a recarga hídrica e para a alimentação dos cursos d'água da região.
  • A presença de inúmeras cabeceiras de drenagem associadas às áreas mais elevadas evidencia a função da serra como zona estratégica para a conservação dos recursos hídricos.
  • A associação entre relevo acidentado, drenagem abundante e importância paisagística confere ao território elevada sensibilidade ambiental, demandando estratégias de ocupação compatíveis com a preservação dos sistemas naturais.

Contexto Econômico

MAPA DE USO PRODUTIVO DO SOLO

Mapa de Uso Produtivo do Solo. Download do PDF.

O mapa de uso produtivo do solo apresentado, construído a partir das camadas disponibilizadas pela Prefeitura de Belo Horizonte, em conjunto com dados do diagnóstico do PDDI para Belo Horizonte e Nova Lima, tem como objetivo mapear a dinâmica econômica do território no recorte analisado, identificando os usos produtivos predominantes e sua relação com as centralidades urbanas e metropolitanas. A partir da análise das tipologias de uso e ocupação do solo, complementada pelo uso de ferramentas como o Google Earth, foi possível agrupar os usos produtivos em categorias mais amplas, permitindo uma leitura sintética e estratégica do território.

  • Comércio, Serviços e Centralidades Corporativas: atividades econômicas de maior intensidade, voltadas à prestação de serviços, negócios, consumo e articulação corporativa, caracterizando as principais centralidades urbanas. Tipologias enquadradas: Casa/Sobrado não residencial; Edifício de uso misto; Edifício não residencial; Estacionamento; Hotéis/Motéis e similares; Instituição financeira; Shopping center;
  • Equipamentos Institucionais e Serviços Públicos: funções essenciais ao funcionamento urbano, garantindo atendimento coletivo nas áreas de saúde, educação, lazer e administração pública, com papel estruturador do território. Tipologias enquadradas: Cemitério; Clube esportivo/social; Estádio/Ginásio; Hospital/Serviço de saúde; Instituição de ensino; Serviços públicos;
  • Economia Criativa, Turismo e Patrimônio: atividades culturais, turísticas e simbólicas que promovem identidade urbana, atração de fluxos e dinamização econômica baseada no lazer e na cultura. Tipologias enquadradas: Casa de show; Centro de convenções/exposições; Instituição cultural;
  • Áreas mineradas: atividades produtivas de base extrativa e usos de grande impacto territorial, associados à exploração de recursos naturais e suporte operacional pesado. Tipologias enquadradas: Áreas de mineração (polígonos elaborados a partir da mancha observada no Google Earth);
  • Comércio de Grande Porte, Logística e Serviços Estruturantes: atividades voltadas à circulação de mercadorias e pessoas em escala urbana e metropolitana, estruturando cadeias produtivas e sistemas logísticos. Tipologias enquadradas: Aeroporto; Galpão comercial; Galpão industrial; Supermercado/Hipermercado; Terminal rodoviário/ferroviário.

A leitura do mapa reforça a região central de Belo Horizonte como principal polo acumulador de atividades econômicas, especialmente aquelas relacionadas ao comércio e aos serviços, mas também com forte presença de equipamentos institucionais. Essa concentração evidencia o papel da capital como centralidade dominante da região metropolitana, articulando fluxos econômicos, administrativos e de serviços em escala ampliada. A partir desse núcleo, é possível identificar vetores de uso que se irradiam em direção a outras áreas da cidade, conectando diferentes porções do território e estruturando sua organização funcional.

Esses vetores de expansão produtiva estão diretamente associados à rede viária principal, revelando uma lógica linear de crescimento urbano. A dependência da infraestrutura rodoviária orienta tanto a localização das atividades quanto a expansão da mancha urbana, contribuindo para a formação de corredores econômicos e para a dispersão relativa de determinadas funções, sobretudo aquelas ligadas à logística e ao comércio de grande porte.

Em contraponto a essa dinâmica urbana, destaca-se a presença expressiva das áreas mineradas ao longo da Serra do Curral. Essas áreas configuram um uso produtivo de grande escala e forte impacto territorial, não se apresentando como ocorrências isoladas, mas como sistemas contínuos que ocupam extensas porções do território. Tal configuração evidencia a permanência da mineração como atividade estruturante da economia metropolitana. Ao mesmo tempo, sua localização em zonas de transição entre a urbanização e áreas ambientalmente sensíveis explicita um conflito latente entre exploração econômica, preservação ambiental e expansão urbana.

As unidades de conservação, por sua vez, aparecem majoritariamente nas bordas da urbanização, especialmente em áreas ainda não ocupadas. Observa-se uma clara contraposição entre essas áreas protegidas e a mancha urbana consolidada, indicando que sua presença está mais associada à preservação de porções não urbanizadas do território do que à articulação direta com a dinâmica econômica. Dessa forma, seu papel como elemento estruturador da economia urbana se mostra limitado e pontual, embora fundamental do ponto de vista ambiental.

Por fim, é importante destacar que a aparente ausência de usos produtivos mais expressivos nos territórios de Nova Lima e Sabará decorre, em grande medida, da limitação dos dados utilizados, concentrados em Belo Horizonte. Essa lacuna resulta em uma leitura parcial da dinâmica metropolitana, uma vez que esses municípios possuem atividades econômicas relevantes, como mineração, empreendimentos imobiliários de alto padrão e usos industriais. Ainda assim, o mapa evidencia, mesmo que indiretamente, a forte dependência regional em relação a Belo Horizonte, que concentra funções econômicas estratégicas e exerce papel dominante na organização do espaço metropolitano.

MAPA DE MINERAÇÃO E POTENCIAL DE REQUALIFICAÇÃO

Mapa de Mineração e Potencial de Requalificação. Download do PDF.

A delimitação das atividades minerárias, aliada à compreensão de sua situação atual e à análise do contexto territorial imediato, constitui um passo fundamental para a identificação de potencialidades voltadas a processos de requalificação. Nesse sentido, a presente análise foi estruturada a partir de camadas disponibilizadas pelo Plano Metropolitano da RMBH, complementadas pela identificação e delimitação das áreas mineradas por meio da interpretação de imagens do Google Earth. Com base nessa leitura integrada, busca-se compreender tais territórios não apenas como passivos ambientais, mas como espaços estratégicos para a promoção de transformações urbanas e ecológicas, capazes de articular processos de regeneração ambiental a novas dinâmicas de uso e ocupação.

A área é marcada pela presença de dois principais complexos minerários, a Mina de Águas Claras e a Mina da Granja Corumi, ambos atualmente em processo de desativação e estabilização. Além desses, identificam-se outras frentes de exploração de menor porte, como a Mineração Gute Sicht, no sentido de Sabará, atualmente paralisada devido a irregularidades; a Mineração Lagoa Seca, que se encontra em processo de disputa para conversão em espaço público; e a represa integrante do Complexo Queiroz, operado pela AngloGold, ainda em atividade. Esse conjunto de áreas evidencia a forte incidência histórica da mineração sobre o território da Serra do Curral e suas adjacências.

De modo geral, as frentes minerárias se inserem em zonas sensíveis do ponto de vista ambiental e patrimonial, frequentemente margeando ou interceptando áreas tombadas da Serra do Curral e unidades de conservação já estabelecidas. Esse contexto reforça a necessidade de se pensar a requalificação desses complexos como estratégia fundamental para a construção de uma transição ecológica qualificada entre o meio urbano consolidado e os remanescentes de patrimônio natural protegido. Mais do que áreas degradadas, esses espaços configuram-se como territórios estratégicos para a reconexão ambiental e reestruturação da paisagem.

A presença da malha urbana no entorno imediato e, em alguns casos, já avançando sobre as estruturas minerárias, como observado na Lagoa Seca, Gute Sicht e Granja Corumi , mostra um cenário de conflito de usos do solo. Contudo, essa mesma proximidade também revela o potencial dessas áreas como frentes de transformação urbana orientada, possibilitando a implantação de parques, ocupações de baixa e média densidade e equipamentos de uso coletivo voltados à cultura, pesquisa e lazer. Portanto, são espaços com capacidade de mediação entre dinâmicas urbanas e ambientais, desde que submetidos a diretrizes de ocupação sensíveis às suas especificidades.

Do ponto de vista da mobilidade, a área apresenta condições favoráveis à integração com sistemas de transporte de escala metropolitana, dada a proximidade com importantes eixos rodoviários e a presença de infraestruturas ferroviárias. Esse fator amplia as possibilidades de reuso das antigas áreas mineradas, potencializando sua acessibilidade e inserção em redes mais amplas de circulação e uso público.

Por fim, a topografia acentuada da Serra do Curral desempenha papel determinante na configuração de uma rede hidrográfica significativa, com nascentes localizadas nas porções mais elevadas e cursos d’água que se desenvolvem em direção às áreas mais baixas. As minerações, em muitos casos, encontram-se justamente nessas áreas de cabeceira, onde se observa a presença de múltiplas nascentes em seus limites. Nesse sentido, o entendimento das cavas minerárias como oportunidade de requalificação ambiental, seja para recuperação hídrica, criação de reservatórios ou reestruturação de ecossistemas, é um partido essencial para a construção de estratégias que conciliem regeneração ambiental e novos usos para o território.

Contexto Político

Mapa político dos zoneamentos de Sabará, Nova Lima e Belo Horizonte. Download do PDF.

Legenda do mapa:

Zoneamento Sabará

AIA: Área de Interesse Ambiental

AIS: Área de Interesse Social

ZEI: Zona de Empreendimentos de Impactos

ZEU: Zona de Expansão Urbana

ZUM: Zona de Uso Misto

ZUMA: Zona Urbana Mista Adensada

Zoneamento Nova Lima

ZR 1B: Zona Residencial 1B

ZR 2B: Zona Residencial 2B

ZR 2A: Zona Residencial 2A

ZR 3: Zona Residencial 3

ZI 2: Zona Industrial 2

ZCS 1: Zona de Comércio e Serviço 1

ZCS 2: Zona de Comércio e Serviço 2

ZCS 3: Zona de Comércio e Serviço 3

ZEUS: Zona Especial de Uso Sustentável

ZETH: Zona Especial de Turismo e Habitação

ZERVU: Zona Especial de Revitalização Urbana

ZERQU: Zona Especial de Requalificação Urbana

ZEPA: Zona Especial de Proteção Ambiental

ZEIS: Zona Especial de Interesse Social

ZEEU: Zona Especial de Expansão Urbana

ZR: Zona Rural

Zoneamento Belo Horizonte

AGEUC: Área de Grandes Equipamentos de Uso Coletivo

AGEE: Área de Grandes Equipamentos Econômicos

AEIS 2: Área Especial de Interesse Social - 2

AEIS1: Área Especial de Interesse Social - 1

CR: Centralidade Regional

OM 1: Ocupação Moderada 1

OM 2: Ocupação Moderada 2

OM 3: Ocupação Moderada 3

OM 4: Ocupação Moderada 4

OP 1: Ocupação Preferencial 1

OP 2: Ocupação Preferencial 2

OP 3: Ocupação Preferencial 3

PA 1: Preservação Ambiental 1

PA 2: Preservação Ambiental 2

PA 3: Preservação Ambiental 3

ZEIS 1: Zona Especial de Interesse Social 1

ZEIS 2: Zona Especial de Interesse Social 2

Objetivo: unir os zoneamentos de Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará para comparação e sobreposição de diferentes posicionamentos entre municípios.

Análises:

O zoneamento de Nova Lima prevê uma zona de comércios e serviços no local da Serra do Curral, rodeado de áreas de preservação, se tornando uma possível contradição em um local que seria de interesse comum de ter leis mais rígidas em relação a sua ocupação. Essa zona também está em contradição com as políticas de Belo Horizonte, que prevê a preservação nesses arredores. Além disso, uma área entre os três municípios se encontra sem legislação presente, se tornando um espaço vazio. Ainda assim, na maioria do terreno da Serra do Curral, todos os três municípios tornaram a área um local de preservação ambiental, ainda que com um nível de proteção diferencial dependendo das áreas. Portanto, certa proteção foi concedida de forma unânime para o terreno.

Contexto Infraestrutural

MAPA DA INFRAESTRUTURA METROPOLITANA EXISTENTE

Mapa da infraestrutura metropolitana existente. Download do PDF.

Objetivo: Contextualizar a infraestrutura de mobilidade metropolitana existente, compreendendo seus conflitos e potencialidades.

Análises:

A estrutura territorial observada demonstra uma forte concentração de infraestrutura e conectividade em torno de Belo Horizonte, consolidando a capital como a principal centralidade metropolitana. Além disso, a rede viária apresenta-se estruturada por grandes eixos que reforçam a lógica monocêntrica da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), na qual os deslocamentos convergem majoritariamente para a capital. Esse cenário evidencia a dependência funcional dos municípios vizinhos em relação a Belo Horizonte, bem como a predominância do sistema rodoviário como principal meio de articulação entre essas centralidades.

O mapa reforça o papel da Serra do Curral como elemento estruturador da organização territorial da RMBH. Mais do que uma barreira física, a serra configura-se como um marco paisagístico, ambiental e infraestrutural, condicionando os vetores de expansão urbana e a implantação das redes metropolitanas. A concentração de propostas de mobilidade em seu entorno evidencia sua importância estratégica para a integração entre Belo Horizonte, Nova Lima, Sabará e Raposos.

A linha de metrô existente possui alcance territorial limitado quando comparada à extensão urbana da metrópole. O sistema permanece concentrado no eixo oeste-norte, revelando lacunas significativas na distribuição de infraestrutura de transporte coletivo de média e alta capacidade.

Nova Lima, apesar de sua expressiva relevância econômica e do intenso crescimento urbano recente, ainda apresenta uma grande desconexão infraestrutural em relação ao restante da malha metropolitana. Essa condição é influenciada tanto pela presença da Serra do Curral quanto pela elevada dependência do sistema rodoviário. Já Sabará e Raposos configuram-se como centralidades locais mais isoladas, cuja ocupação está pouco conectada com Belo Horizonte e Nova Lima.

A descontinuidade da rede de mobilidade nessa região evidencia uma oportunidade estratégica para a implantação de um eixo estruturador capaz de conectar Belo Horizonte, Nova Lima, Sabará e Raposos. Considerando as limitações impostas pela topografia e pela relevância ambiental da Serra do Curral, essa conexão deve priorizar soluções de transporte coletivo de alta capacidade e baixo impacto ambiental, fortalecendo a integração metropolitana sem comprometer os valores paisagísticos e ecológicos do território.

MAPA DA ESTRUTURA METROPOLITANA PROPOSTA PELO PDDI

Mapa da infraestrutura proposta pelo PDDI. Download do PDF.

Objetivo: Mapear as infraestruturas de mobilidade metropolitana propostas no PDDI, compreendendo suas potencialidades e limitações.

Análises:

A infraestrutura ferroviária destaca-se como um dos principais elementos das propostas do PDDI, reforçando uma lógica de integração metropolitana em escala regional. A priorização desse modal evidencia a intenção de estruturar um sistema de mobilidade mais eficiente, reduzindo a dependência do transporte rodoviário e fortalecendo a conectividade entre os municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

A proposta do Ferroanel, associada às expansões do metrô e aos eixos viários metropolitanos, evidencia a intenção do PDDI de consolidar corredores estruturantes de mobilidade capazes de conectar Belo Horizonte, Nova Lima, Sabará e Raposos. Essa estratégia busca reduzir a dependência do transporte rodoviário convencional, além de redistribuir os fluxos metropolitanos, desviando parte da circulação de cargas e dos deslocamentos estruturais das áreas mais consolidadas da capital.

Outro aspecto relevante é a relação entre as infraestruturas propostas e as áreas ambientalmente sensíveis. Os traçados do Ferroanel, do Rodoanel e das expansões ferroviárias tangenciam regiões de elevada fragilidade ambiental, como a Serra do Curral e a Várzea das Flores. Esse cenário evidencia um dos principais desafios da RMBH: ampliar a conectividade regional sem intensificar processos de degradação paisagística, fragmentação ecológica e pressão sobre áreas de relevante valor ambiental.

A leitura do mapa permite compreender que o PDDI propõe uma metrópole estruturada por uma rede de mobilidade integrada, multimodal e regionalizada, buscando equilibrar eficiência dos deslocamentos, preservação ambiental e articulação territorial. Entretanto, as propostas também evidenciam tensões significativas entre a expansão da infraestrutura, a proteção da paisagem cultural da Serra do Curral e a ocupação urbana em áreas ambientalmente frágeis.

Contexto Urbano

Os mapas de entendimento do contexto urbano destacam uma análise das tipologias encontradas no território de estudo da disciplina. Como ponto de partida, as interpretações foram realizadas a partir da interpretação visual das características dos bairros inseridos na área de estudo, utilizando como principais fontes as imagens de satélite acessadas pelo Google Earth e as imagens do Google Street View. Essa metodologia permitiu avaliar aspectos como padrão construtivo das edificações, padrão de urbanização dos bairros, uso predominante e grau de verticalização, complementando as análises teóricas com uma leitura da maneira com que os instrumentos de planejamento urbano municipal se materializam ou não se materializam no território de fato.

Nessa etapa da pesquisa, analisou-se somente a porção da área de estudo localizada no município de Belo Horizonte. Esse recorte ocorreu por uma limitação de tempo nessa etapa da disciplina, mas o procedimento de análise empregado pode ser aplicado em uma etapa posterior da pesquisa para ampliar o entendimento da região próxima à Serra do Curral de maneira integrada.

A classificação adotada buscou estabelecer critérios objetivos de maneira a facilitar a comparação das características dos bairros e evidenciar as tendências espaciais do território. Os mapas de padrão construtivo e de verticalização apresenta apenas três categorias de classificação com o objetivo de simplificar a representação e tornar a leitura dos mapas mais objetivas. Como consequência dessa escolha, contudo, os mapas não adotam categorias intermediárias, como médio-baixo ou médio-alto, ainda que essas gradações possam ser pertinentes em determinados contextos. Nesses casos, a classificação foi definida a partir das características predominantes observadas no conjunto do bairro, reconhecendo-se que a generalização foi necessária para analisar um território extenso e para gerar representações facilmente interpretáveis. Os critérios específicos adotados para a classificação em cada mapa serão apresentados nas respectivas seções de análise.

MAPA DE TIPOLOGIAS - USO DO SOLO

Mapa de Tipologias de Uso do Solo. Download do PDF.

O mapa de uso e ocupação do solo foi elaborado a partir da interpretação de imagens de satélite do Google Earth, de imagens do Google Street View, dos mapas do Google Maps, assim como do shapefile de Tipologia de Uso e Ocupação do Lote 2022 disponibilizado pela Prefeitura de Belo Horizonte. O resultado final do mapa resultou da determinação das características predominantes observadas em cada bairro, de maneira a classificá-los em três categorias: uso residencial, uso misto e uso não residencial.

Nesse sentido, evidenciou-se a prevalência do uso misto na área de estudo, distribuindo-se por todas as regiões do território analisado. Já os usos predominantemente residenciais se concentram principalmente nas regiões periféricas do recorte proposto, destacando-se a área próxima à Serra do Curral e a região da Pampulha. Por sua vez, os usos não residenciais se concentram de maneira mais significativa na parte central do território, ocorrendo também a dispersão pontual de algumas áreas com características semelhantes nas demais regiões de Belo Horizonte

MAPA DE TIPOLOGIAS - PADRÃO CONSTRUTIVO E DE URBANIZAÇÃO

Mapa de Tipologias - Padrão Construtivo e de Urbanização. Download do PDF.

A elaboração do mapa de padrão construtivo e de urbanização foi realizada a partir da interpretação de imagens de satélite do Google Earth e de imagens do Google Street View, considerando as características predominantes observadas em cada bairro, de maneira a classificá-los em três categorias: baixo, médio e alto padrão.

Os critérios empregados para a determinação do padrão construtivo e de urbanização foram:

  • Presença de edificações resultantes de processos de autoconstrução;
  • Presença e qualidade dos acabamentos empregados;
  • Homogeneidade das construções;
  • Arborização;
  • Tamanho e características das vias;
  • Presença de espaços de lazer como praças e parques;
  • Presença de loteamentos regulares;
  • Taxa de ocupação dos lotes;

Nesse sentido, o mapa de análise dos padrões construtivos e de urbanização evidencia a predominância de bairros classificados como de médio padrão, que compõem a maior parte do território e estão dispersos por toda a área de análise. Observa-se ainda uma elevada concentração de bairros de alto padrão na porção sul e sudoeste da área de estudo, em regiões próximas à Serra do Curral, assim como uma concentração de bairros de alto padrão na porção norte do território, próximo à Lagoa da Pampulha, evidenciando a valorização imobiliária decorrente da valorização de amenidades ambientais e paisagísticas na região. Por sua vez, os bairros de baixo padrão se concentram primordialmente nas porções sudeste e sudoeste da área analisada, estando frequentemente assentados em regiões próximas à área de tombamento da Serra do Curral e em terrenos de elevada declividade.

MAPA DE TIPOLOGIAS - GRAU DE VERTICALIZAÇÃO

Mapa de Tipologias - Grau de Verticalização. Download do PDF.

A elaboração do mapa de verticalização foi realizada a partir da interpretação de imagens de satélite do Google Earth, considerando as características predominantes observadas em cada bairro, de maneira a classificá-los em três categorias: baixa, média e alta verticalização.

Os critérios empregados para a determinação do grau de verticalização dos bairros foram:

  • Baixa verticalização: predominância de edificações de até dois pavimentos, observando-se recorrência de casas térreas e sobrados e poucos ou nenhum edifício multifamiliar;
  • Média verticalização: prevalência de edificações entre 3 e 8 pavimentos, observando-se uma mistura entre casa e edifícios multifamiliares com adensamento moderado;
  • Alta verticalização: predomínio de edificações acima de 8 pavimentos, observando-se muitos edifícios residenciais e/ou comerciais;

Nesse sentido, o mapa de verticalização evidencia uma elevada concentração de bairros com alto grau de verticalização na região central do território analisado, estendendo-se para algumas porções da região centro-sul e sudoeste do município. Nas áreas próximas à Serra do Curral e da Lagoa da Pampulha, verifica-se uma predominância dos bairros classificados como de baixa verticalização, refletindo as limitações impostas pela legislação urbanística tombamento dessas áreas. As áreas de média verticalização, de forma geral, encontram-se entre os trechos marcados pelas áreas de alta e baixa verticalização, funcionando como zonas de transição entre essas regiões com características bastantes diversas de adensamento.