Ecoturismo: mudanças entre as edições

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= Título da proposta do setor =
''Autores:Bruna Fernandes Pacheco, Caio Cezar Vieira Maia e Isabella Riberti Carmignano''


== Conceito do plano ==
Palavras-chave: [[Sistema de teleféricos]]; [[Serra do Curral]]; [[Infraestrutura verde]]; [[Mobilidade alternativa]]; [[Integração multimodal]]; [[Preservação ambiental]]; [[Monumento natural]]; [[Parque]]; [[Conservação]]; [[Planejamento territorial]]; [[Desenvolvimento urbano sustentável]]; [[Conectividade]]
Um breve texto de apresentação da proposta, mobilizando referências de projetos, referenciais teóricos, autores e obras relacionadas.


A proposta dialoga com o pensamento e as ações de Radamés Teixeira, tomando a Serra do Curral como território estratégico para reinventar futuros urbanos, ambientais e paisagísticos em Belo Horizonte.<sup>[[#ref1|1]]</sup>
 
= Ecoturismo, Acesso Público e Apropriação da Paisagem =
 
A proposta dialoga com o conceito de ecoturismo que prevê a utilização do patrimônio natural e cultural de forma sustentável e representa a promoção de um turismo “ecologicamente suportável a longo prazo, economicamente viável, assim como ética e socialmente equitativo para as comunidades locais", exigindo "integração ao meio ambiente natural, cultural e humano, respeitando a fragilidade que caracteriza muitas destinações turísticas”.
 
== Conceitos relacionados à questão da mobilidade e aos sistemas de transporte por cabos ==
'''PONTOS DE INTERESSE (POIs) E EXPERIENCE ECONOMY'''
 
Os '''Pontos de Interesse (POIs ou Points of Interest)''' podem ser definidos como destinos de alta atratividade turística em razão da existência de atributos naturais, culturais, históricos, recreativos ou simbólicos. O sucesso de um ponto de interesse não depende unicamente de fatores intrínsecos ao local, mas se relaciona também a diversos fatores que podem potencializar o seu apelo turístico'''<sup>1</sup>''', como:
 
* Estar localizado em uma região metropolitana capaz de fornecer um público local de visitantes durante todo o ano e de atrair turistas externos;
* Estar situado em regiões de tráfego constante de pessoas e veículos, gerando fluxos de visitantes ao longo do dia;
* Proximidade com outros atrativos turísticos;
* Conectividade entre o ponto de interesse e o território;
* Experiência proporcionada aos visitantes ao longo do trajeto.
 
Tradicionalmente, os sistemas de transporte são concebidos como infraestruturas destinadas a conectar um ponto de origem a um ponto de destino com rapidez e eficiência. A utilização de sistemas de transporte por cabos, contudo, amplia essa lógica ao dar ênfase à criação de uma experiência de trajeto única e impactante aos usuários. Tal perspectiva transforma o deslocamento em parte fundamental da experiência do turismo, criando oportunidades para a descoberta e contemplação da paisagem e do território.
 
Tal abordagem se relaciona intimamente ao conceito de '''Experience Economy<sup>2 </sup>''' cunhado por B. Joseph Pine II e James H. Gilmore, que apontam as experiências como eventos memoráveis que se relacionam com cada indivíduo de maneira essencialmente pessoal e que adquirem apelo econômico por possuírem um valor não passageiro, ou seja, por serem algo que permanece com os indivíduos por longos períodos após acontecerem, tornando o grau de satisfação do consumidor maior do que ao comprar bens materiais. Assim, pode-se afirmar que destinos turísticos bem-sucedidos oferecem não apenas o acesso a atrações, mas também experiências marcantes capazes de agregar valor à visita e fortalecer a identificação entre o visitante e o lugar. Nesse contexto, ao proporcionar vistas privilegiadas e novas formas de vivenciar e interagir com a paisagem, os teleféricos desempenham um papel estratégico dentro de uma economia voltada à comercialização de experiências.
 
Dessa maneira, é possível encontrar exemplos aplicados que demonstram como esses fatores podem ser articulados em diferentes contextos por meio de projetos de mobilidade que utilizam modais inovadores de transporte por cabos:
 
* Zoológico de Kolmården (Suécia): 8-MGD Safari Gondola:
** O projeto parte da ideia de criar uma maneira única de vivenciar uma experiência de safari, privilegiando o conforto e a segurança dos animais e dos visitantes que durante o passeio de 25 minutos em cabines abertas podem observar os animais e o local a partir de uma vista privilegiada. Para além disso, os módulos são integrados com guias de áudio que fornecem informações sobre os animais observados, demonstrando que a possibilidade de criação de percursos educativos por meio da implementação de teleféricos.
[[Arquivo: 2026-06-29-mapa-zoologico.png|frame|Fonte: OpenStreetMap. Disponível em: <nowiki>https://www.openstreetmap.org/?mlat=58.6627&mlon=16.4478#map=16/58.66270/16.44780</nowiki>|centro]][[Arquivo: ZOOLOGICO SUECIA.jpg|frame|Fonte: Fonte: Facebook. Disponível em: <nowiki>https://m.facebook.com/Kolmarden/photos/a.380786556371/10152116776816372/?type=3&locale2=pt_BR</nowiki>|centro]]
[[Arquivo: 29-06-2026-zoo-estacao.jpg|frame|Fonte:Canal Stahlseil no Youtube.Disponível em: <nowiki>https://youtu.be/ohghfX-JRKU?si=MDwCDVNTTvomgi8E</nowiki>|centro]]
 
* Beijing Badaling Ropeway (Beijing, China): 8-MGD Balaling North Line
** Localizado próximo à Grande Muralha da China, o projeto evidencia a capacidade dos teleféricos de criação de interfaces com o patrimônio sem comprometer a sua integridade ou obstruir a visualização do bem e permitindo o acesso de visitantes de maneira confortável, direta e acessível.
[[Arquivo: BADALING - MAPA.jpg|frame|Fonte: China Odyssey Tours. Disponível em: <nowiki>https://www.chinaodysseytours.com/beijing/badaling-great-wall.html</nowiki>|centro]]
 
[[Arquivo: badaling-foto.jpg|frame|Fonte: Pelago.Disponível em: <nowiki>https://www.pelago.com/en/activity/pp1rk0287-badaling-great-wall-cableway-cable-car-beijing/</nowiki>|centro]]
 
[[Arquivo: 2026-06-29-estacao-china.png|frame|Fonte: Dreamstime. Disponível em: <nowiki>https://www.dreamstime.com/beijing-china-jan-cable-car-to-great-wall-badaling-site-most-comfortable-way-travel-up-down-tourist-image188935792</nowiki>|centro]]
 
* Vaishno Devi Temple (Katra, Índia): 10-MGD Vaishno Devi
** Situado em um terreno íngreme e em um local com clima instável, o projeto do teleférico que dá acesso ao Templo Vaishno Devi na Índia exemplifica o potencial dos teleféricos para ampliar a acessibilidade de idosos, pessoas com mobilidade reduzida e famílias com crianças a locais pouco acessíveis, garantindo um trajeto rápido, seguro e confortável e contribuindo para a democratização do acesso aos pontos de interesse sem comprometer as características ambientais e paisagísticas da região.
[[Arquivo: 2026-06-29-teleferico-india.png|frame|Fonte: Japji Travel. Disponível em: <nowiki>https://www.japjitravel.com/blog/vaishno-devi-ropeway-ticket-price-timings-travel-tips/</nowiki>|centro]]
 
[[Arquivo: 29=06-2026-estacao-india.jpg|frame|Fonte: India Pilgrim Tours. Disponível em: <nowiki>https://www.indiapilgrimtours.com/articles/vaishno-devi-ropeway/</nowiki>|centro]]
 
 
'''+1 LEVEL:'''
 
Em um contexto global de aumento da demanda por solo urbano e de sobrecarga das infraestruturas de transporte existentes, os sistemas de transporte por cabo propõem a ideia de utilização do espaço aéreo como um nível adicional de circulação urbana por meio de um sistema aplicável em contextos topográficos adversos, confiável, seguro, confortável e compatível com as mais diversas condições climáticas. Nesse sentido, o conceito de '''+1 Level''' descreve um sistema que integra à rede de mobilidade urbana um modal que não precisa disputar espaço com modais terrestres e que consegue se integrar à áreas já densamente edificadas ao mesmo tempo em que cria novas possibilidades de conexão e amplia a oferta de transporte público'''<sup>3</sup>'''. Ademais, ao conceber a mobilidade em um nível elevado do solo, o espaço aéreo também passa a ser compreendido como um recurso estratégico para superar barreiras topográficas e físicas dos territórios, permitindo intervenções que não demandam grandes obras de infraestrutura e que liberam espaço de solo para usos públicos mais vivos e qualificados.
 
[[Arquivo: 2026-06-29-multimodalidade.png|frame|Fonte: Doppelmayr. Disponível em: <nowiki>https://www.doppelmayr.com/en/urban-mobility/</nowiki>|centro]]
 
'''MULTIMODALIDADE E INTERMODALIDADE:'''  
 
Em consonância com o conceito de +1 Level, a implementação dos sistemas de transporte por cabo é calcada na ideia de integração às redes de transporte existentes como ponto de partida. Dessa maneira, posicionando as ideias de flexibilidade de uso e da combinação de diferentes modais de transporte como elementos centrais da proposta de mobilidade, os conceitos de multi- e intermodalidade se tornam centrais ao se pensar na criação de teleféricos'''<sup>3</sup>'''.
 
Assim, enquanto o termo '''multimodalidade''' se refere à coexistência de diversos meios de transporte dentro de um único sistema de mobilidade urbana, a '''intermodalidade''' se relaciona à integração eficiente e fluida entre os diferentes modais de transporte.
 
Nesse sentido, os teleféricos podem atuar como conectores entre metrôs, corredores de ônibus, ciclovias e percursos de pedestres, ampliando o alcance das redes existentes e fortalecendo a conectividade territorial, uma vez que sua principal contribuição se encontra na habilidade de atuar em locais em que outros modais encontram dificuldades de implantação ou operação.
 
 
'''BARRIER-FREE DESIGN''' '''E MOBILITY FOR ALL:'''
 
O conceito de '''Barrier-Free Design<sup>3</sup>''' está associado a uma forma de pensar o meio de transporte com o intuito de eliminar obstáculos que dificultam o acesso e a utilização dos modais por pessoas com mobilidade reduzida. Os teleféricos, portanto, são desenhados para assegurar embarque em nível, circulação contínua e desobstruída e acessibilidade plena nas estações e cabines por meio de estratégias como eliminação de degraus, desníveis e barreiras físicas. Assim, a possibilidade de utilização do sistema por indivíduos com variados níveis de mobilidade auxilia a ampliar a compreensão da acessibilidade para além do cumprimento de normas técnicas, entendendo o acesso universal como ponto de partida para a justiça territorial e para o amplo acesso à cidade.
 
Associado ao Barrier-Free Design, se encontra o conceito de '''Mobility for All<sup>3</sup>''', que parte do princípio de que a mobilidade deve ser acessível a todos os grupos. Os sistemas por cabos permitem e facilitam o uso por pessoas com mobilidade reduzida, idosos, crianças, ciclistas e famílias com bebês sem a necessidade de adaptações especiais, contribuindo para a redução de desigualdades territoriais e para a promoção de uma maior integração entre diferentes áreas da cidade por indivíduos com variadas realidades.
[[Arquivo: 2026-06-29-acessibilidade.png|frame|Fonte: Doppelmayr. Disponível em: <nowiki>https://www.doppelmayr.com/en/urban-mobility/</nowiki>|centro]]
 
'''ACUPUNTURA URBANA:'''
 
O conceito de '''acupuntura urbana''' se inspira na tradicional terapia da medicina chinesa que consiste na inserção de agulhas em pontos específicos do corpo para descrever um processo de planejamento urbano que emprega intervenções pontuais e estratégicas com o intuito de promover transformações urbanas. Tendo como precursor o arquiteto espanhol Manuel de Solá'''<sup>4</sup>''', a acupuntura urbana descreve projetos de diferentes escalas aplicados em pontos específicos do território e caracterizados por sua alta reversibilidade e adaptabilidade. No Brasil, um dos principais responsáveis pela popularização do termo foi o arquiteto Jaime Lerner, que defendia a acupuntura urbana como uma forma de promover transformações rápidas e em cadeia para a melhoria da qualidade do ambiente urbano.
 
Nessa perspectiva, os sistemas de transporte por cabos podem ser compreendidos como instrumentos de acupuntura urbana, uma vez que constituem soluções de mobilidade minimamente invasivas, que utilizam uma camada adicional de circulação (''+1 Level'') para conectar áreas segregadas por barreiras topográficas ou infraestruturais, sem demandar grandes intervenções sobre o solo. Podendo ser entendidos como catalisadores de transformações urbanas e territoriais, os teleféricos são capazes de estimular novos usos, fortalecer centralidades locais, ampliar o acesso a equipamentos públicos, valorizar espaços livres e incentivar atividades econômicas associadas ao turismo, à cultura e ao lazer.
 
[[Arquivo: 2026-06-29-acupuntura.png|frame|Fonte: Doppelmayr. Disponível em: <nowiki>https://www.doppelmayr.com/en/urban-mobility/</nowiki>|centro]]
 
== A experiência em La Paz - Bolívia: Mi Teleférico ==
No início da década de 2010, os moradores das cidades de La Paz e El Alto, localizadas na Bolívia, conviviam com um sistema de transporte desorganizado e altamente sobrecarregado. Localizadas a mais de 3600 metros acima do mar e com uma malha urbana com ruas estreitas e topografia extremamente acidentada, as cidades apresentam uma elevada quantidade de deslocamentos pendulares por motivo de trabalho entre as duas cidades. Assim, em um contexto de baixa quantidade de indivíduos com acesso a carro próprio no país, os moradores dependiam fortemente da rede de transporte público que, à época, era composta quase exclusivamente por pequenos ônibus com longos tempos de viagem e elevados custos para o usuário. Além da baixa oferta e confiabilidade, a rede de mobilidade das cidades apresentava graves problemas relacionados à infraestrutura, uma vez que não contava com estações acessíveis ou com veículos adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Como resultado disso, presenciou-se um rápido crescimento dos serviços de táxi e mini ônibus particulares que, por sua vez, foram responsáveis pelo aumento do trânsito e agravamento dos problemas de mobilidade na cidade<sup>10</sup>.
 
Nesse contexto, no ano de 2012 o presidente do país, Evo Morales, apresenta uma proposta de projeto urbano que consistia em um sistema de transporte por cabos com o intuito de transformar a antes ineficiente rede de mobilidade da região metropolitana de La Paz em uma rede moderna segura, eficiente e sustentável<sup>8</sup>. Assim, a partir de 2014, deu-se início à implementação e a sucessivas expansões de um sistema de transporte estruturado a partir de teleféricos responsáveis por conectar La Paz e El Alto, constituindo uma rede de 10 linhas com cerca de 30 quilômetros.
 
Composta por gôndolas que acomodam até 10 passageiros, a rede de teleféricos se tornou o principal meio de transporte da região, apresentando-se como uma alternativa de transporte mais confiável e confortável em comparação aos modais terrestres. De acordo com dados da Doppelmayr<sup>3</sup>, os teleféricos operam durante cerca de 17 horas por dia, sendo responsáveis por atender cerca de 300 mil pessoas diariamente, e a média de tempo economizada por viagem na linha amarela é de 34 minutos, representando um fator significativo de melhoria da qualidade de vida e do aumento da satisfação dos usuários, além de um importante promotor da ampliação do acesso à cidade. Em entrevista à BBC Brasil, a boliviana Michelle Felipes confirma os ganhos de tempo por não precisar mais enfrentar trânsito em seus trajetos, afirmando que “Para chegar no trabalho da cidade levava de 45 minutos a uma hora. Mas com a linha roxa, em 8 minutos estava no centro”<sup>9.</sup>
[[Arquivo:2026-06-29-linhas.png|centro|miniaturadaimagem|Fonte: Mi Teleferico. Disponível em: <nowiki>https://www.miteleferico.bo/nuestras-lineas/</nowiki>]]
[[Arquivo:29-06-2026-teleferico-la-paz.jpg|centro|miniaturadaimagem|Fonte: Jornal OPOVO. Disponível em: <nowiki>https://www.opovo.com.br/noticias/mundo/2023/10/06/conheca-la-paz-a-cidade-na-bolivia-que-e-ligada-pela-maior-rede-de-telefericos-do-mundo.html</nowiki>]]
[[Arquivo:29-06-2026-estacao-la-paz.jpg|centro|miniaturadaimagem|Fonte: catch-the-wind. Disponível em: <nowiki>https://catch-the-wind.com/la-pazs-mi-teleferico-its-terrifico/</nowiki>]]
 
== Conceitos relacionados ao ecoturismo ==
De acordo com o Estado de Minas Gerais<sup>7</sup>, ecoturismo se define como utilizar o patrimônio natural e cultural de forma sustentável representa a promoção de um turismo “ecologicamente suportável a longo prazo, economicamente viável, assim como ética e socialmente equitativo para as comunidades locais. Exige integração ao meio ambiente natural, cultural e humano, respeitando a fragilidade que caracteriza muitas destinações turísticas”. No Brasil, o ecoturismo vem crescendo ao longos dos anos e já chegou a representar uma porcentagem significativa do motivo de viagem a lazer escolhido pela população, estando apenas abaixo de viagens motivadas pela praia. A perspectiva sobre turismo praticado em ambientes naturais indica a contemplação ou contato com a natureza, o repouso ou fuga da rotina, a prática de esportes, a aprendizagem sobre ecologia ou até sobre estudos e pesquisas.
 
Para tal, considera-se a realização de algumas atividades típicas realizadas no ecoturismo, levando em consideração o local da Serra do Curral:
 
* Observação de fauna: aves, mamíferos, insetos, répteis e anfíbios
* Observação de flora: compreensão da diversidade da fauna, sua forma de distribuição e paisagem
* Observação de formações geológicas: caminhada por área com características geológicas diferentes
* Visitas a cavernas: atividade recreativa originada da exploração de cavidades subterrâneas
* Observação astronômica: vista de estrelas, astros, meteoros em locais com pouca iluminação artificial
* Caminhadas: percursos a pé em itinerários pré definidos
* Trilhas interpretativas: conjunto de vias e percursos com função vivencial
 
A definição de uma região como adequada para o ecoturismo implica nos seguintes fatores necessários para a viabilidade:
 
* '''Identificação e análise de recursos naturais:''' unidades de conservação (proteção integral: parque nacional, estadual e municipal, estação ecológica, reserva biológica, monumento natural, refúgio de vida silvestre / uso sustentável: área de proteção ambiental, área de relevante interesse biológico, floresta nacional, estadual e municipal, reserva extrativista, reserva de desenvolvimento sustentável reserva de desenvolvimento sustentável, resreva de fauna, reserva particular do patrimônio natural), geoparque (são reconhecidos pela UNESCO como uma área onde sítios do patrimônio geológico representam parte de um conceito holístico de proteção, educação e desenvolvimento sustentável. Um geoparque deve gerar atividade econômica, notadamente por meio do turismo, e envolver um número de sítios geológicos de importância científica, raridade ou beleza, incluindo formas de relevo e suas paisagens.)
* '''Identificação dos serviços turísticos e de apoio''': transporte (acesso e tipos), hospedagem, alimentação, infraestrutura (busca e salvamento, médico-hospitalar), seguro de vida, condução (auxilia e promove a educação ambiental por meio da interpretação dos recursos), receptivo (promove a relação entre a região turística visitada, o turista e o tipo de experiência por ele vivenciada).
* '''Gestão ambiental:'''
** '''Sistemas de gestão ambiental:''' padrões de qualidade ambiental, padrões tecnológicos, padrões de emissão, padrões de desempenho, padrões de produto e processo.
** '''Capacidade de suporte:''' depende das condições da área, do número e da qualidade dos equipamentos instalados, dos hábitos da vida animal e das populações locais. Seu objetivo principal é minimizar impactos negativos como descaracterização da paisagem, desmatamentos, entre outros.
** '''Zoneamento:''' área de recepção e serviços, área de uso intensivo, área intermediária ou primitiva, área intangível, ligações e corredores.
** '''Manejo florestal:''' conjunto de regras e métodos utilizados na exploração das florestas objetivando a geração de benefícios econômicos e sociais e respeitando o ecossistema, sendo indispensável para o aproveitamento dos recursos naturais de maneira sustentável.
 
Considerando o principal objetivo é de se ampliar o ecoturismo na área de estudo, tais tópicos serão levados em consideração ao longo do trabalho a fim de se realizar um projeto factível e adequado para a implantação.


== Delimitação da área do plano ==
== Delimitação da área do plano ==
Descrever os limites físicos, territoriais e ambientais do setor trabalhado. Incluir link para imagem/mapa no File Browser.
[[Arquivo:Mapa_Proposta_setor_4.png|frame|link=http://150.164.107.115/arquivos/urb608/06_mapas/pdf/2026-05-24-mapa-proposta-setor-4.pdf|Mapa da proposta de linhas de teleférico. Download do PDF.|centro]]


== Objetivos do plano ==
== Objetivos do plano ==
* Objetivo geral:
* Objetivo geral: Promover o turismo sustentável na região da Serra do Curral por meio da proposição de um sistema de teleféricos associado a modais de mobilidade ativa compatíveis com as práticas de ecoturismo, turismo esportivo e turismo de aventura. O plano deve incluir também uma proposta de usos para os parques da região, incluindo planos para trilhas, espaços de permanência e equipamentos públicos.
* Objetivos específicos:
* Objetivos específicos:
** Ampliar o acesso e a acessibilidade à Serra do Curral por meio de modais de transporte inovadores (teleféricos);
** Propor infraestrutura de apoio aos usos propostos para os parques a partir da compreensão da sensibilidade ambiental da área;
** Associar propostas que visam promover o lazer, o turismo e a preservação ambiental e patrimonial;
** Assegurar que as propostas sejam compatíveis com o conceito de ecoturismo , desestimulando práticas de turismo que possam comprometer o bem-estar da população local e a integridade da fauna, da flora e dos recursos naturais da região.


== Diretrizes do plano ==
== Diretrizes do plano ==
* Diretriz 1:
* Conectar as regiões centrais dos municípios de Belo Horizonte;
* Diretriz 2:
* Integrar áreas de mineração requalificadas ao circuito de trilhas dos municípios;
* Diretriz 3:
* Estimular o ecoturismo, tornando a preservação sustentável da Serra uma atividade economicamente viável;
* Estabelecer um novo meio de transporte inovador entre municípios;
* Criar um novo e atrativo ambiente de lazer disponível para toda a população;
* Estimular a curiosidade e o conhecimento acerca do patrimônio natural da Serra;
* Dar um uso á serra que não seja prejudicial a preservação do ambiente natural
* ⁠Aumentar a integração e comunicação entre municípios


== Programa Urbanístico-Ambiental-Infraestrutural ==
== Programa Urbanístico-Ambiental-Infraestrutural ==
Descrever as ações propostas para estrutura urbana, ambiente, mobilidade, drenagem, infraestrutura verde, acessibilidade e integração territorial.
Rede de teleféricos estruturada a partir de um sistema com estações de entrada e estações de conexão localizadas nos três municípios contemplados na proposta: Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará.
 
Em Belo Horizonte, propõe-se quatro estações de entrada situadas nos bairros Sion, Belvedere, Mangabeiras e Baleia. Em Nova Lima, por sua vez, estipula-se somente uma estação de entrada localizada próximo ao centro da cidade. Por fim, em Sabará foram propostas duas estações de entrada, sendo uma localizada próxima ao centro histórico da cidade e outra no Mirante dos Cristais, próximo ao bairro Santo Antônio de Roça Grande.
 
Para além das estações principais, sugere-se também a criação de estações secundárias de conexão a serem implementadas em pontos intermediários entre os três municípios. O objetivo dessas estações é articular os três municípios do ponto de vista da mobilidade urbana, mas também facilitar o acesso a mirantes e trilhas da região de maneira a promover o ecoturismo e a apropriação dos espaços para uso de lazer da população local. No total, foram propostas sete estações secundárias, sendo uma localizada em Belo Horizonte, três em Nova Lima e três em Sabará.
 
Proposta de Programa Urbanístico-Ambiental-Infraestrutural para as estações:
 
* Estação Praça da Caridade (Belo Horizonte) e Estação Mina de Águas Claras (Nova Lima): foco no turismo de natureza - atração de turistas locais e externos
** Pontos de controle de entrada;
** Área para atendimento médico;
** Posto policial;
** Área de estacionamento;
** Pontos de informações para visitantes com infraestrutura de bebedouro e banheiros;
** Requalificação das áreas de mineração;
** Criação de trilhas e mirantes;
** Criação de restaurantes e áreas de aluguel de equipamentos para prática desportiva ao redor das cavas;
** Tratamento das cavas para criação de piscinas públicas e infraestrutura de “clube” para uso público;
** Pequenas praças para descanso e contemplação dentro dos percursos;
** Estruturas de escadas e rampa para criação de vários níveis de usos e criação de infraestrutura acessível e segura para os mirantes;
* Estação Mirante do Belvedere e Estação Portaria Caraça (Belo Horizonte): foco na interface com os bairros circundantes.
** Pontos de controle de entrada;
** Área de estacionamento;
** Pontos de informações para visitantes com infraestrutura de bebedouro e banheiros;
** Criação de pistas de caminhada e ciclovias nas partes menos íngremes;
** Pequenas praças para descanso e contemplação dentro dos percursos;
** Estruturas de escadas e rampa para criação de vários níveis de usos e criação de infraestrutura acessível e segura para os mirantes;
** Quiosques para venda de alimentos;
** Parquinho infantil;
** Academia da cidade;
* Estação Parque da Serra do Curral (Belo Horizonte): foco no turismo de natureza, ampliando e melhorando o programa já existente a partir das alterações causadas pela implementação do teleférico.
** Criação de novas portarias e infraestrutura de apoio para funcionários e visitantes;
** Área para atendimento médico;
** Melhoria e ampliação do circuito de trilhas;
** Integração com os circuitos de trilhas próximos;
** Quiosques para venda de alimentos;
** Criação de novos mirantes;
* Estação Baleia (Belo Horizonte): foco na interface com as comunidades circundantes e na criação de estruturas para pesquisa da área com intervenções que visem um impacto mínimo.
** Pontos de controle de entrada (Bairro Taquaril, Estádio Baleião, Vila Fátima);
** Área para atendimento médico;
** Posto policial;
** Área de estacionamento;
** Centro de visitantes com pontos de informações, restaurante, infraestrutura de bebedouro e banheiros;
** Pequenas praças para descanso e contemplação dentro dos percursos;
** Estruturas de escadas e rampa para criação de vários níveis de usos e criação de infraestrutura acessível e segura para os mirantes;
** Espaço para apresentações culturais e aulas comunitárias;
** Centro de pesquisa de fauna e flora;
** Hospital veterinário de animais silvestres;
* Estação Centro Histórico (Sabará) e Estação Centro (Nova Lima): foco na mobilidade.
** Bicicletário;
** Ponto de ônibus;
** Área para atendimento médico;
** Posto policial;
** Praça;
* Estação Mirante dos Cristais (Sabará): foco na interface com as comunidades circundantes.
** Pontos de controle de entrada (Santo Antônio da Roça Grande);
** Área para atendimento médico;
** Posto policial;
** Área de estacionamento;
** Bicicletário;
** Ponto de ônibus;
** Criação de pistas de caminhada e ciclovias nas partes menos íngremes;
** Pequenas praças para descanso e contemplação dentro dos percursos;
** Quiosques para venda de alimentos;
** Parquinho infantil;
** Academia da cidade;
** Quadras ou ginásio poliesportivo;
* Estação Mina d'Água (Nova Lima), Estação Alto do Cristo (Sabará), , Estação Rio das Velhas (Sabará), Estação Trilha Rio Seco (Sabará): foco no turismo de natureza.
** Área para atendimento médico;
** Bicicletário;
** Pontos de informações para visitantes com infraestrutura de bebedouro e banheiros;
** Criação de trilhas e mirantes;
** Criação de restaurantes anexos à estação;
** Pequenas praças para descanso e contemplação dentro dos percursos;
** Estruturas de escadas e rampa para criação de vários níveis de usos e criação de infraestrutura acessível e segura para os mirantes;


== Programa Tipologias-Uso ==
== Programa Tipologias-Uso ==
Descrever as propostas de arquiteturas, paisagismo, infraestruturas, equipamentos públicos, mobiliário urbano e usos previstos.
A tipologia arquitetônica proposta para as edificações deve considerar algumas premissas gerais, com o objetivo de se manter a unidade do conjunto de estações do sistema de teleféricos.


=== Arquiteturas ===
A implantação deve se adaptar à topografia, reduzindo cortes e aterros, e a arquitetura deve possuir volumes simples e horizontais, valorizando a paisagem natural. O nível térreo deve se fundir ao terreno natural  de forma a causar a menor quantidade possível de alterações; e para os volumes superiores se propõe o uso predominante de materiais como vidro, aço e alumínio, conferindo leveza à arquitetura.
*


=== Paisagismo ===
As edificações devem privilegiar a integração com a paisagem e a valorizar as vistas. É proposta uma arquitetura contemporânea, com linhas horizontais, volumes retangulares interligados com diferentes alturas, pátios internos, terraços e varandas voltadas para a paisagem.
*


=== Infraestruturas ===
Os pavimentos inferiores devem possuir uma implantação que acompanha as curvas de nível do terreno e funcionam como acesso à estação, área técnica e estrutura de apoio. Sobre essa base apoia-se o volume principal, destinado às áreas de circulação, espera, bilheteria, plataforma de embarque, administração e operação do sistema de teleférico.
*


=== Equipamentos ===
Os sistemas de caminhos de pedestres e ciclistas criam percursos que constituem o principal elemento organizador do conjunto de estruturas das estações. Os percursos devem ser sinuosos e orgânicos, acompanhando a topografia e conectando os edifícios, além de serem locais agradáveis e que atraem o público.
*


=== Mobiliário urbano ===
=== Estação Mirante dos Cristais - Sabará ===
*
[[Arquivo:Image.png|miniaturadaimagem|Proposta de implantação da Estação Mirante dos Cristais. Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial|nenhum|400x400px]]
[[Arquivo:Estação Mirante dos cristais.png|nenhum|miniaturadaimagem|400x400px|Proposta para as edificações da Estação Mirante dos Cristais. Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial.]]link para imagem em alta resolução: [http://150.164.107.115/upload/api/raw/07_imagens/ia_geradas/2026-06-30-estacao-mirante-dos-cristais.png?inline=true Estação Mirante dos Cristais]


== Imagens, mapas, croquis e fotos ==
=== Estação Rio das Velhas - Sabará ===
Materiais produzidos pelo grupo e armazenados no File Browser:
[[Arquivo:Estação Rio das Velhas.jpeg|miniaturadaimagem|Proposta de implantação da Estação Rio das Velhas. Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial|nenhum|401x401px]]
[[Arquivo:Estaçãoo Rio das Velhas.png|nenhum|miniaturadaimagem|400x400px|Proposta para as edificações da Estação Rio das Velhas. Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial.]]link para imagem em alta resolução: [http://150.164.107.115/upload/api/raw/07_imagens/ia_geradas/2026-06-30-estacao-rio-das-velhas.png?inline=true Estação Rio das Velhas]


* [http://150.164.107.115/upload/api/public/dl/io-kjEy2?inline=true Imagens, mapas, croquis e fotos do grupo]
=== Estação Mirante Belvedere - Belo Horizonte ===
[[Arquivo:2026-06-29-mirante-belvedere.jpeg|miniaturadaimagem|Proposta de implantação da Estação Mirante do Belvedere. Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial|nenhum|400x400px]]
[[Arquivo:Estação Mirante do Belvedere.png|nenhum|miniaturadaimagem|400x400px|Proposta para as edificações da Mirante do Belvedere. Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial.]]link para imagem em alta resolução: [http://150.164.107.115/upload/api/raw/07_imagens/ia_geradas/2026-06-30-estacao-mirante-do-belvedere.png?inline=true Estação Mirante do Belvedere]


== Referências ==
== Referências ==


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Edição atual tal como às 11h50min de 3 de julho de 2026

Autores:Bruna Fernandes Pacheco, Caio Cezar Vieira Maia e Isabella Riberti Carmignano

Palavras-chave: Sistema de teleféricos; Serra do Curral; Infraestrutura verde; Mobilidade alternativa; Integração multimodal; Preservação ambiental; Monumento natural; Parque; Conservação; Planejamento territorial; Desenvolvimento urbano sustentável; Conectividade


Ecoturismo, Acesso Público e Apropriação da Paisagem

A proposta dialoga com o conceito de ecoturismo que prevê a utilização do patrimônio natural e cultural de forma sustentável e representa a promoção de um turismo “ecologicamente suportável a longo prazo, economicamente viável, assim como ética e socialmente equitativo para as comunidades locais", exigindo "integração ao meio ambiente natural, cultural e humano, respeitando a fragilidade que caracteriza muitas destinações turísticas”.

Conceitos relacionados à questão da mobilidade e aos sistemas de transporte por cabos

PONTOS DE INTERESSE (POIs) E EXPERIENCE ECONOMY

Os Pontos de Interesse (POIs ou Points of Interest) podem ser definidos como destinos de alta atratividade turística em razão da existência de atributos naturais, culturais, históricos, recreativos ou simbólicos. O sucesso de um ponto de interesse não depende unicamente de fatores intrínsecos ao local, mas se relaciona também a diversos fatores que podem potencializar o seu apelo turístico1, como:

  • Estar localizado em uma região metropolitana capaz de fornecer um público local de visitantes durante todo o ano e de atrair turistas externos;
  • Estar situado em regiões de tráfego constante de pessoas e veículos, gerando fluxos de visitantes ao longo do dia;
  • Proximidade com outros atrativos turísticos;
  • Conectividade entre o ponto de interesse e o território;
  • Experiência proporcionada aos visitantes ao longo do trajeto.

Tradicionalmente, os sistemas de transporte são concebidos como infraestruturas destinadas a conectar um ponto de origem a um ponto de destino com rapidez e eficiência. A utilização de sistemas de transporte por cabos, contudo, amplia essa lógica ao dar ênfase à criação de uma experiência de trajeto única e impactante aos usuários. Tal perspectiva transforma o deslocamento em parte fundamental da experiência do turismo, criando oportunidades para a descoberta e contemplação da paisagem e do território.

Tal abordagem se relaciona intimamente ao conceito de Experience Economy cunhado por B. Joseph Pine II e James H. Gilmore, que apontam as experiências como eventos memoráveis que se relacionam com cada indivíduo de maneira essencialmente pessoal e que adquirem apelo econômico por possuírem um valor não passageiro, ou seja, por serem algo que permanece com os indivíduos por longos períodos após acontecerem, tornando o grau de satisfação do consumidor maior do que ao comprar bens materiais. Assim, pode-se afirmar que destinos turísticos bem-sucedidos oferecem não apenas o acesso a atrações, mas também experiências marcantes capazes de agregar valor à visita e fortalecer a identificação entre o visitante e o lugar. Nesse contexto, ao proporcionar vistas privilegiadas e novas formas de vivenciar e interagir com a paisagem, os teleféricos desempenham um papel estratégico dentro de uma economia voltada à comercialização de experiências.

Dessa maneira, é possível encontrar exemplos aplicados que demonstram como esses fatores podem ser articulados em diferentes contextos por meio de projetos de mobilidade que utilizam modais inovadores de transporte por cabos:

  • Zoológico de Kolmården (Suécia): 8-MGD Safari Gondola:
    • O projeto parte da ideia de criar uma maneira única de vivenciar uma experiência de safari, privilegiando o conforto e a segurança dos animais e dos visitantes que durante o passeio de 25 minutos em cabines abertas podem observar os animais e o local a partir de uma vista privilegiada. Para além disso, os módulos são integrados com guias de áudio que fornecem informações sobre os animais observados, demonstrando que a possibilidade de criação de percursos educativos por meio da implementação de teleféricos.
Fonte: OpenStreetMap. Disponível em: https://www.openstreetmap.org/?mlat=58.6627&mlon=16.4478#map=16/58.66270/16.44780
Fonte: Fonte: Facebook. Disponível em: https://m.facebook.com/Kolmarden/photos/a.380786556371/10152116776816372/?type=3&locale2=pt_BR
Fonte:Canal Stahlseil no Youtube.Disponível em: https://youtu.be/ohghfX-JRKU?si=MDwCDVNTTvomgi8E
  • Beijing Badaling Ropeway (Beijing, China): 8-MGD Balaling North Line
    • Localizado próximo à Grande Muralha da China, o projeto evidencia a capacidade dos teleféricos de criação de interfaces com o patrimônio sem comprometer a sua integridade ou obstruir a visualização do bem e permitindo o acesso de visitantes de maneira confortável, direta e acessível.
Fonte: China Odyssey Tours. Disponível em: https://www.chinaodysseytours.com/beijing/badaling-great-wall.html
Fonte: Pelago.Disponível em: https://www.pelago.com/en/activity/pp1rk0287-badaling-great-wall-cableway-cable-car-beijing/
Fonte: Dreamstime. Disponível em: https://www.dreamstime.com/beijing-china-jan-cable-car-to-great-wall-badaling-site-most-comfortable-way-travel-up-down-tourist-image188935792
  • Vaishno Devi Temple (Katra, Índia): 10-MGD Vaishno Devi
    • Situado em um terreno íngreme e em um local com clima instável, o projeto do teleférico que dá acesso ao Templo Vaishno Devi na Índia exemplifica o potencial dos teleféricos para ampliar a acessibilidade de idosos, pessoas com mobilidade reduzida e famílias com crianças a locais pouco acessíveis, garantindo um trajeto rápido, seguro e confortável e contribuindo para a democratização do acesso aos pontos de interesse sem comprometer as características ambientais e paisagísticas da região.
Fonte: Japji Travel. Disponível em: https://www.japjitravel.com/blog/vaishno-devi-ropeway-ticket-price-timings-travel-tips/
Fonte: India Pilgrim Tours. Disponível em: https://www.indiapilgrimtours.com/articles/vaishno-devi-ropeway/


+1 LEVEL:

Em um contexto global de aumento da demanda por solo urbano e de sobrecarga das infraestruturas de transporte existentes, os sistemas de transporte por cabo propõem a ideia de utilização do espaço aéreo como um nível adicional de circulação urbana por meio de um sistema aplicável em contextos topográficos adversos, confiável, seguro, confortável e compatível com as mais diversas condições climáticas. Nesse sentido, o conceito de +1 Level descreve um sistema que integra à rede de mobilidade urbana um modal que não precisa disputar espaço com modais terrestres e que consegue se integrar à áreas já densamente edificadas ao mesmo tempo em que cria novas possibilidades de conexão e amplia a oferta de transporte público3. Ademais, ao conceber a mobilidade em um nível elevado do solo, o espaço aéreo também passa a ser compreendido como um recurso estratégico para superar barreiras topográficas e físicas dos territórios, permitindo intervenções que não demandam grandes obras de infraestrutura e que liberam espaço de solo para usos públicos mais vivos e qualificados.

Fonte: Doppelmayr. Disponível em: https://www.doppelmayr.com/en/urban-mobility/

MULTIMODALIDADE E INTERMODALIDADE:  

Em consonância com o conceito de +1 Level, a implementação dos sistemas de transporte por cabo é calcada na ideia de integração às redes de transporte existentes como ponto de partida. Dessa maneira, posicionando as ideias de flexibilidade de uso e da combinação de diferentes modais de transporte como elementos centrais da proposta de mobilidade, os conceitos de multi- e intermodalidade se tornam centrais ao se pensar na criação de teleféricos3.

Assim, enquanto o termo multimodalidade se refere à coexistência de diversos meios de transporte dentro de um único sistema de mobilidade urbana, a intermodalidade se relaciona à integração eficiente e fluida entre os diferentes modais de transporte.

Nesse sentido, os teleféricos podem atuar como conectores entre metrôs, corredores de ônibus, ciclovias e percursos de pedestres, ampliando o alcance das redes existentes e fortalecendo a conectividade territorial, uma vez que sua principal contribuição se encontra na habilidade de atuar em locais em que outros modais encontram dificuldades de implantação ou operação.


BARRIER-FREE DESIGN E MOBILITY FOR ALL:

O conceito de Barrier-Free Design3 está associado a uma forma de pensar o meio de transporte com o intuito de eliminar obstáculos que dificultam o acesso e a utilização dos modais por pessoas com mobilidade reduzida. Os teleféricos, portanto, são desenhados para assegurar embarque em nível, circulação contínua e desobstruída e acessibilidade plena nas estações e cabines por meio de estratégias como eliminação de degraus, desníveis e barreiras físicas. Assim, a possibilidade de utilização do sistema por indivíduos com variados níveis de mobilidade auxilia a ampliar a compreensão da acessibilidade para além do cumprimento de normas técnicas, entendendo o acesso universal como ponto de partida para a justiça territorial e para o amplo acesso à cidade.

Associado ao Barrier-Free Design, se encontra o conceito de Mobility for All3, que parte do princípio de que a mobilidade deve ser acessível a todos os grupos. Os sistemas por cabos permitem e facilitam o uso por pessoas com mobilidade reduzida, idosos, crianças, ciclistas e famílias com bebês sem a necessidade de adaptações especiais, contribuindo para a redução de desigualdades territoriais e para a promoção de uma maior integração entre diferentes áreas da cidade por indivíduos com variadas realidades.

Fonte: Doppelmayr. Disponível em: https://www.doppelmayr.com/en/urban-mobility/

ACUPUNTURA URBANA:

O conceito de acupuntura urbana se inspira na tradicional terapia da medicina chinesa que consiste na inserção de agulhas em pontos específicos do corpo para descrever um processo de planejamento urbano que emprega intervenções pontuais e estratégicas com o intuito de promover transformações urbanas. Tendo como precursor o arquiteto espanhol Manuel de Solá4, a acupuntura urbana descreve projetos de diferentes escalas aplicados em pontos específicos do território e caracterizados por sua alta reversibilidade e adaptabilidade. No Brasil, um dos principais responsáveis pela popularização do termo foi o arquiteto Jaime Lerner, que defendia a acupuntura urbana como uma forma de promover transformações rápidas e em cadeia para a melhoria da qualidade do ambiente urbano.

Nessa perspectiva, os sistemas de transporte por cabos podem ser compreendidos como instrumentos de acupuntura urbana, uma vez que constituem soluções de mobilidade minimamente invasivas, que utilizam uma camada adicional de circulação (+1 Level) para conectar áreas segregadas por barreiras topográficas ou infraestruturais, sem demandar grandes intervenções sobre o solo. Podendo ser entendidos como catalisadores de transformações urbanas e territoriais, os teleféricos são capazes de estimular novos usos, fortalecer centralidades locais, ampliar o acesso a equipamentos públicos, valorizar espaços livres e incentivar atividades econômicas associadas ao turismo, à cultura e ao lazer.

Fonte: Doppelmayr. Disponível em: https://www.doppelmayr.com/en/urban-mobility/

A experiência em La Paz - Bolívia: Mi Teleférico

No início da década de 2010, os moradores das cidades de La Paz e El Alto, localizadas na Bolívia, conviviam com um sistema de transporte desorganizado e altamente sobrecarregado. Localizadas a mais de 3600 metros acima do mar e com uma malha urbana com ruas estreitas e topografia extremamente acidentada, as cidades apresentam uma elevada quantidade de deslocamentos pendulares por motivo de trabalho entre as duas cidades. Assim, em um contexto de baixa quantidade de indivíduos com acesso a carro próprio no país, os moradores dependiam fortemente da rede de transporte público que, à época, era composta quase exclusivamente por pequenos ônibus com longos tempos de viagem e elevados custos para o usuário. Além da baixa oferta e confiabilidade, a rede de mobilidade das cidades apresentava graves problemas relacionados à infraestrutura, uma vez que não contava com estações acessíveis ou com veículos adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Como resultado disso, presenciou-se um rápido crescimento dos serviços de táxi e mini ônibus particulares que, por sua vez, foram responsáveis pelo aumento do trânsito e agravamento dos problemas de mobilidade na cidade10.

Nesse contexto, no ano de 2012 o presidente do país, Evo Morales, apresenta uma proposta de projeto urbano que consistia em um sistema de transporte por cabos com o intuito de transformar a antes ineficiente rede de mobilidade da região metropolitana de La Paz em uma rede moderna segura, eficiente e sustentável8. Assim, a partir de 2014, deu-se início à implementação e a sucessivas expansões de um sistema de transporte estruturado a partir de teleféricos responsáveis por conectar La Paz e El Alto, constituindo uma rede de 10 linhas com cerca de 30 quilômetros.

Composta por gôndolas que acomodam até 10 passageiros, a rede de teleféricos se tornou o principal meio de transporte da região, apresentando-se como uma alternativa de transporte mais confiável e confortável em comparação aos modais terrestres. De acordo com dados da Doppelmayr3, os teleféricos operam durante cerca de 17 horas por dia, sendo responsáveis por atender cerca de 300 mil pessoas diariamente, e a média de tempo economizada por viagem na linha amarela é de 34 minutos, representando um fator significativo de melhoria da qualidade de vida e do aumento da satisfação dos usuários, além de um importante promotor da ampliação do acesso à cidade. Em entrevista à BBC Brasil, a boliviana Michelle Felipes confirma os ganhos de tempo por não precisar mais enfrentar trânsito em seus trajetos, afirmando que “Para chegar no trabalho da cidade levava de 45 minutos a uma hora. Mas com a linha roxa, em 8 minutos estava no centro”9.

Fonte: Mi Teleferico. Disponível em: https://www.miteleferico.bo/nuestras-lineas/
Fonte: Jornal OPOVO. Disponível em: https://www.opovo.com.br/noticias/mundo/2023/10/06/conheca-la-paz-a-cidade-na-bolivia-que-e-ligada-pela-maior-rede-de-telefericos-do-mundo.html
Fonte: catch-the-wind. Disponível em: https://catch-the-wind.com/la-pazs-mi-teleferico-its-terrifico/

Conceitos relacionados ao ecoturismo

De acordo com o Estado de Minas Gerais7, ecoturismo se define como utilizar o patrimônio natural e cultural de forma sustentável representa a promoção de um turismo “ecologicamente suportável a longo prazo, economicamente viável, assim como ética e socialmente equitativo para as comunidades locais. Exige integração ao meio ambiente natural, cultural e humano, respeitando a fragilidade que caracteriza muitas destinações turísticas”. No Brasil, o ecoturismo vem crescendo ao longos dos anos e já chegou a representar uma porcentagem significativa do motivo de viagem a lazer escolhido pela população, estando apenas abaixo de viagens motivadas pela praia. A perspectiva sobre turismo praticado em ambientes naturais indica a contemplação ou contato com a natureza, o repouso ou fuga da rotina, a prática de esportes, a aprendizagem sobre ecologia ou até sobre estudos e pesquisas.

Para tal, considera-se a realização de algumas atividades típicas realizadas no ecoturismo, levando em consideração o local da Serra do Curral:

  • Observação de fauna: aves, mamíferos, insetos, répteis e anfíbios
  • Observação de flora: compreensão da diversidade da fauna, sua forma de distribuição e paisagem
  • Observação de formações geológicas: caminhada por área com características geológicas diferentes
  • Visitas a cavernas: atividade recreativa originada da exploração de cavidades subterrâneas
  • Observação astronômica: vista de estrelas, astros, meteoros em locais com pouca iluminação artificial
  • Caminhadas: percursos a pé em itinerários pré definidos
  • Trilhas interpretativas: conjunto de vias e percursos com função vivencial

A definição de uma região como adequada para o ecoturismo implica nos seguintes fatores necessários para a viabilidade:

  • Identificação e análise de recursos naturais: unidades de conservação (proteção integral: parque nacional, estadual e municipal, estação ecológica, reserva biológica, monumento natural, refúgio de vida silvestre / uso sustentável: área de proteção ambiental, área de relevante interesse biológico, floresta nacional, estadual e municipal, reserva extrativista, reserva de desenvolvimento sustentável reserva de desenvolvimento sustentável, resreva de fauna, reserva particular do patrimônio natural), geoparque (são reconhecidos pela UNESCO como uma área onde sítios do patrimônio geológico representam parte de um conceito holístico de proteção, educação e desenvolvimento sustentável. Um geoparque deve gerar atividade econômica, notadamente por meio do turismo, e envolver um número de sítios geológicos de importância científica, raridade ou beleza, incluindo formas de relevo e suas paisagens.)
  • Identificação dos serviços turísticos e de apoio: transporte (acesso e tipos), hospedagem, alimentação, infraestrutura (busca e salvamento, médico-hospitalar), seguro de vida, condução (auxilia e promove a educação ambiental por meio da interpretação dos recursos), receptivo (promove a relação entre a região turística visitada, o turista e o tipo de experiência por ele vivenciada).
  • Gestão ambiental:
    • Sistemas de gestão ambiental: padrões de qualidade ambiental, padrões tecnológicos, padrões de emissão, padrões de desempenho, padrões de produto e processo.
    • Capacidade de suporte: depende das condições da área, do número e da qualidade dos equipamentos instalados, dos hábitos da vida animal e das populações locais. Seu objetivo principal é minimizar impactos negativos como descaracterização da paisagem, desmatamentos, entre outros.
    • Zoneamento: área de recepção e serviços, área de uso intensivo, área intermediária ou primitiva, área intangível, ligações e corredores.
    • Manejo florestal: conjunto de regras e métodos utilizados na exploração das florestas objetivando a geração de benefícios econômicos e sociais e respeitando o ecossistema, sendo indispensável para o aproveitamento dos recursos naturais de maneira sustentável.

Considerando o principal objetivo é de se ampliar o ecoturismo na área de estudo, tais tópicos serão levados em consideração ao longo do trabalho a fim de se realizar um projeto factível e adequado para a implantação.

Delimitação da área do plano

Mapa da proposta de linhas de teleférico. Download do PDF.

Objetivos do plano

  • Objetivo geral: Promover o turismo sustentável na região da Serra do Curral por meio da proposição de um sistema de teleféricos associado a modais de mobilidade ativa compatíveis com as práticas de ecoturismo, turismo esportivo e turismo de aventura. O plano deve incluir também uma proposta de usos para os parques da região, incluindo planos para trilhas, espaços de permanência e equipamentos públicos.
  • Objetivos específicos:
    • Ampliar o acesso e a acessibilidade à Serra do Curral por meio de modais de transporte inovadores (teleféricos);
    • Propor infraestrutura de apoio aos usos propostos para os parques a partir da compreensão da sensibilidade ambiental da área;
    • Associar propostas que visam promover o lazer, o turismo e a preservação ambiental e patrimonial;
    • Assegurar que as propostas sejam compatíveis com o conceito de ecoturismo , desestimulando práticas de turismo que possam comprometer o bem-estar da população local e a integridade da fauna, da flora e dos recursos naturais da região.

Diretrizes do plano

  • Conectar as regiões centrais dos municípios de Belo Horizonte;
  • Integrar áreas de mineração requalificadas ao circuito de trilhas dos municípios;
  • Estimular o ecoturismo, tornando a preservação sustentável da Serra uma atividade economicamente viável;
  • Estabelecer um novo meio de transporte inovador entre municípios;
  • Criar um novo e atrativo ambiente de lazer disponível para toda a população;
  • Estimular a curiosidade e o conhecimento acerca do patrimônio natural da Serra;
  • Dar um uso á serra que não seja prejudicial a preservação do ambiente natural
  • ⁠Aumentar a integração e comunicação entre municípios

Programa Urbanístico-Ambiental-Infraestrutural

Rede de teleféricos estruturada a partir de um sistema com estações de entrada e estações de conexão localizadas nos três municípios contemplados na proposta: Belo Horizonte, Nova Lima e Sabará.

Em Belo Horizonte, propõe-se quatro estações de entrada situadas nos bairros Sion, Belvedere, Mangabeiras e Baleia. Em Nova Lima, por sua vez, estipula-se somente uma estação de entrada localizada próximo ao centro da cidade. Por fim, em Sabará foram propostas duas estações de entrada, sendo uma localizada próxima ao centro histórico da cidade e outra no Mirante dos Cristais, próximo ao bairro Santo Antônio de Roça Grande.

Para além das estações principais, sugere-se também a criação de estações secundárias de conexão a serem implementadas em pontos intermediários entre os três municípios. O objetivo dessas estações é articular os três municípios do ponto de vista da mobilidade urbana, mas também facilitar o acesso a mirantes e trilhas da região de maneira a promover o ecoturismo e a apropriação dos espaços para uso de lazer da população local. No total, foram propostas sete estações secundárias, sendo uma localizada em Belo Horizonte, três em Nova Lima e três em Sabará.

Proposta de Programa Urbanístico-Ambiental-Infraestrutural para as estações:

  • Estação Praça da Caridade (Belo Horizonte) e Estação Mina de Águas Claras (Nova Lima): foco no turismo de natureza - atração de turistas locais e externos
    • Pontos de controle de entrada;
    • Área para atendimento médico;
    • Posto policial;
    • Área de estacionamento;
    • Pontos de informações para visitantes com infraestrutura de bebedouro e banheiros;
    • Requalificação das áreas de mineração;
    • Criação de trilhas e mirantes;
    • Criação de restaurantes e áreas de aluguel de equipamentos para prática desportiva ao redor das cavas;
    • Tratamento das cavas para criação de piscinas públicas e infraestrutura de “clube” para uso público;
    • Pequenas praças para descanso e contemplação dentro dos percursos;
    • Estruturas de escadas e rampa para criação de vários níveis de usos e criação de infraestrutura acessível e segura para os mirantes;
  • Estação Mirante do Belvedere e Estação Portaria Caraça (Belo Horizonte): foco na interface com os bairros circundantes.
    • Pontos de controle de entrada;
    • Área de estacionamento;
    • Pontos de informações para visitantes com infraestrutura de bebedouro e banheiros;
    • Criação de pistas de caminhada e ciclovias nas partes menos íngremes;
    • Pequenas praças para descanso e contemplação dentro dos percursos;
    • Estruturas de escadas e rampa para criação de vários níveis de usos e criação de infraestrutura acessível e segura para os mirantes;
    • Quiosques para venda de alimentos;
    • Parquinho infantil;
    • Academia da cidade;
  • Estação Parque da Serra do Curral (Belo Horizonte): foco no turismo de natureza, ampliando e melhorando o programa já existente a partir das alterações causadas pela implementação do teleférico.
    • Criação de novas portarias e infraestrutura de apoio para funcionários e visitantes;
    • Área para atendimento médico;
    • Melhoria e ampliação do circuito de trilhas;
    • Integração com os circuitos de trilhas próximos;
    • Quiosques para venda de alimentos;
    • Criação de novos mirantes;
  • Estação Baleia (Belo Horizonte): foco na interface com as comunidades circundantes e na criação de estruturas para pesquisa da área com intervenções que visem um impacto mínimo.
    • Pontos de controle de entrada (Bairro Taquaril, Estádio Baleião, Vila Fátima);
    • Área para atendimento médico;
    • Posto policial;
    • Área de estacionamento;
    • Centro de visitantes com pontos de informações, restaurante, infraestrutura de bebedouro e banheiros;
    • Pequenas praças para descanso e contemplação dentro dos percursos;
    • Estruturas de escadas e rampa para criação de vários níveis de usos e criação de infraestrutura acessível e segura para os mirantes;
    • Espaço para apresentações culturais e aulas comunitárias;
    • Centro de pesquisa de fauna e flora;
    • Hospital veterinário de animais silvestres;
  • Estação Centro Histórico (Sabará) e Estação Centro (Nova Lima): foco na mobilidade.
    • Bicicletário;
    • Ponto de ônibus;
    • Área para atendimento médico;
    • Posto policial;
    • Praça;
  • Estação Mirante dos Cristais (Sabará): foco na interface com as comunidades circundantes.
    • Pontos de controle de entrada (Santo Antônio da Roça Grande);
    • Área para atendimento médico;
    • Posto policial;
    • Área de estacionamento;
    • Bicicletário;
    • Ponto de ônibus;
    • Criação de pistas de caminhada e ciclovias nas partes menos íngremes;
    • Pequenas praças para descanso e contemplação dentro dos percursos;
    • Quiosques para venda de alimentos;
    • Parquinho infantil;
    • Academia da cidade;
    • Quadras ou ginásio poliesportivo;
  • Estação Mina d'Água (Nova Lima), Estação Alto do Cristo (Sabará), , Estação Rio das Velhas (Sabará), Estação Trilha Rio Seco (Sabará): foco no turismo de natureza.
    • Área para atendimento médico;
    • Bicicletário;
    • Pontos de informações para visitantes com infraestrutura de bebedouro e banheiros;
    • Criação de trilhas e mirantes;
    • Criação de restaurantes anexos à estação;
    • Pequenas praças para descanso e contemplação dentro dos percursos;
    • Estruturas de escadas e rampa para criação de vários níveis de usos e criação de infraestrutura acessível e segura para os mirantes;

Programa Tipologias-Uso

A tipologia arquitetônica proposta para as edificações deve considerar algumas premissas gerais, com o objetivo de se manter a unidade do conjunto de estações do sistema de teleféricos.

A implantação deve se adaptar à topografia, reduzindo cortes e aterros, e a arquitetura deve possuir volumes simples e horizontais, valorizando a paisagem natural. O nível térreo deve se fundir ao terreno natural de forma a causar a menor quantidade possível de alterações; e para os volumes superiores se propõe o uso predominante de materiais como vidro, aço e alumínio, conferindo leveza à arquitetura.

As edificações devem privilegiar a integração com a paisagem e a valorizar as vistas. É proposta uma arquitetura contemporânea, com linhas horizontais, volumes retangulares interligados com diferentes alturas, pátios internos, terraços e varandas voltadas para a paisagem.

Os pavimentos inferiores devem possuir uma implantação que acompanha as curvas de nível do terreno e funcionam como acesso à estação, área técnica e estrutura de apoio. Sobre essa base apoia-se o volume principal, destinado às áreas de circulação, espera, bilheteria, plataforma de embarque, administração e operação do sistema de teleférico.

Os sistemas de caminhos de pedestres e ciclistas criam percursos que constituem o principal elemento organizador do conjunto de estruturas das estações. Os percursos devem ser sinuosos e orgânicos, acompanhando a topografia e conectando os edifícios, além de serem locais agradáveis e que atraem o público.

Estação Mirante dos Cristais - Sabará

Proposta de implantação da Estação Mirante dos Cristais. Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial
Proposta para as edificações da Estação Mirante dos Cristais. Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial.

link para imagem em alta resolução: Estação Mirante dos Cristais

Estação Rio das Velhas - Sabará

Proposta de implantação da Estação Rio das Velhas. Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial
Proposta para as edificações da Estação Rio das Velhas. Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial.

link para imagem em alta resolução: Estação Rio das Velhas

Estação Mirante Belvedere - Belo Horizonte

Proposta de implantação da Estação Mirante do Belvedere. Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial
Proposta para as edificações da Mirante do Belvedere. Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial.

link para imagem em alta resolução: Estação Mirante do Belvedere

Referências

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