Eixos de mobilidade e a expansão urbana na Região Metropolitana do Recife: uma leitura a partir dos sistemas rodoviário, ferroviário e hidrográfico: mudanças entre as edições

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Edição atual tal como às 16h28min de 25 de novembro de 2025

Eixos de mobilidade e a expansão urbana na Região Metropolitana do Recife: uma leitura a partir dos sistemas rodoviário, ferroviário e hidrográfico

Autora: Júlia Lopes de França

Resumo

(Adicionar aqui o resumo, caso deseje incluí-lo — o arquivo enviado não contém texto nesta seção.)

Introdução

A expansão urbana nas regiões metropolitanas brasileiras tem sido marcada por forças estruturantes de mobilidade — rodovias, ferrovias e, em menor grau, eixos hidrográficos — que orientam não apenas o deslocamento, mas também o padrão de crescimento, uso do solo e morfologia urbana.

Na Região Metropolitana do Recife (RMR) esse fenômeno se apresenta de forma particularmente intensa. Em seus primeiros séculos, a cidade foi moldada pelo eixo fluvial, que organizou assentamentos, atividades econômicas, circulação de pessoas e o próprio desenho da paisagem urbana. Contudo, essa lógica foi gradualmente substituída ao longo do tempo.

A consolidação de uma estrutura viária cada vez mais robusta, especialmente a partir do século XX, reconfigurou a relação entre mobilidade e forma urbana e deslocou o protagonismo dos rios para uma posição secundária.

O presente artigo parte da hipótese de que esses três tipos de eixos não apenas acompanharam a expansão urbana: eles a condicionam. Em especial, a hipótese de ressignificação dos rios como eixo de mobilidade e crescimento urbano constitui uma oportunidade de política pública de infraestrutura ainda pouco explorada.

Metodologia

Eixo Rodoviário

  • Mapeamento da malha rodoviária federal e estadual.
  • Buffers de influência.
  • Sobreposição com manchas de expansão urbana (1985, 2005, 2025).

Eixo Ferroviário

  • Mapeamento da malha ferroviária existente/subutilizada.
  • Buffers e análise de atratividade e desuso (Souza, 2006).

Eixo Hidrográfico

  • Foco nos rios Capibaribe, Beberibe e Tejipió.
  • Buffer de 300 m e sobreposição com densidade urbana e uso do solo.
  • Análise apoiada por estudos de navegabilidade. (Incluir referências específicas)

Análise

Eixo Hidroviário

(O arquivo contém apenas o título desta seção, sem conteúdo. Caso deseje, posso expandir ou estruturar com base em literatura.)

Eixo Ferroviário

A expansão urbana da Região Metropolitana do Recife (RMR) demonstra que a ferrovia desempenhou papel estruturante decisivo na conformação do território desde o final do século XIX.

Souza (2006) observa que:

  • As ferrovias brasileiras não foram inicialmente projetadas para transporte urbano de passageiros.
  • Ainda assim, seus efeitos socioespaciais sobre a dinâmica urbana do Recife foram imediatos e duradouros.
  • A Estrada de Ferro São Francisco — núcleo da atual Linha Sul — conectou porto, áreas industriais e arrabaldes emergentes.

As manchas urbanas de 1985, 2005 e 2025 evidenciam essa permanência estrutural:

  • Já em 1985 os núcleos urbanos se distribuem de forma contínua ao longo do traçado ferroviário.
  • Isso confirma práticas de antecipação espacial, nas quais moradores e indústrias se instalaram próximos aos trilhos mesmo antes da existência de estações.

Corredores metropolitanos estruturados pelos trilhos:

  • Recife–Jaboatão–Cabo
  • Recife–Olinda–Paulista–Abreu e Lima

A ferrovia também contribuiu para a conectividade cotidiana entre bairros e o centro:

  • Os trilhos estruturaram o território ao interligar áreas centrais e arrabaldes.
  • As manchas urbanas mostram adensamento linear ao longo das linhas.

O papel industrial e logístico:

  • Elementos ligados à produção açucareira permanecem na Linha Sul.
  • Galpões e instalações industriais se concentram próximos aos trilhos.
  • Áreas como Imbiribeira, Boa Viagem e Jaboatão mantêm características industriais e de adensamento contíguo à ferrovia.

Mesmo com a ascensão das rodovias, a ferrovia manteve relevância:

  • A BR-101 reforçou vetores já criados pelos trilhos.
  • Não inaugurou novos eixos, apenas ampliou direções preexistentes.

A morfologia urbana de 2025 confirma:

  • Urbanização densa está concentrada nas faixas historicamente estruturadas pela ferrovia.
  • Infraestruturas ferroviárias funcionam como suportes duradouros de expansão territorial.

Conclusão da análise ferroviária: A ferrovia inaugurou e consolidou os principais eixos de expansão metropolitana, estruturando centralidades, usos industriais e a forma urbana da RMR no século XXI.

Eixo Rodoviário

A expansão urbana da RMR se alinha fortemente aos grandes eixos rodoviários.

A análise espacial mostra:

  • As áreas densas se concentram ao longo das BRs e PEs.
  • A metrópole se organiza como corredores lineares de norte a sul e do litoral ao interior.
  • Novas manchas urbanas “se encostam” às rodovias, revelando expansão por contiguidade.
  • A malha rodoviária atua como guia físico do crescimento urbano.

Relação com literatura:

  • Lima (2024): duplicação da BR-232 aumentou emprego formal em 34–35% nos municípios afetados.
  • Andrade (2015): BR-232 impulsionou abertura de firmas e massa salarial.
  • Silva & Queiroz (2019): fluxos pendulares mais intensos coincidem com áreas mais conectadas à malha viária.

Impactos:

  • Facilita deslocamentos motorizados.
  • Favorece transporte coletivo por ônibus.
  • Intensifica dispersão urbana e distâncias médias de deslocamento.
  • Dificulta políticas de mobilidade sustentável.

Referências

(Adicionar lista de referências completas, se desejar que eu formate em ABNT.)